FINJA SER MINHA ESPOSA E TERÁ UM LAR, PEDIU O FAZENDEIRO RICO À MOÇA QUE SÓ TINHA A ROUPA DO CORPO

— Finja ser minha esposa por quarenta dias e eu garanto que você nunca mais dorme na rua.

Jurema encarou Eurico.

— E que tipo de homem oferece casa para uma desconhecida em troca disso?

— Um homem tentando impedir que tirem uma menina órfã da própria casa.

Ela não pegou a chave que ele estendia.

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Eurico explicou tudo.

Donana tinha sete anos. O pai morrera num acidente trabalhando na fazenda e não deixara nenhum parente próximo além de Nerival, um tio endividado que apareceu interessado justamente no dinheiro que Eurico depositara para a menina.

O juiz visitaria a fazenda em quarenta dias.

Eurico, solteiro, teria poucas chances de conseguir a guarda.

— Então o senhor quer uma esposa de mentira.

— Quero um lar que o juiz aceite.

Jurema finalmente pegou a chave.

— Eu aceito. Mas se essa mentira machucar a menina, eu conto tudo.

Nas semanas seguintes, o plano começou.

Compraram alianças.

Pendurararam um retrato dos dois na sala.

Decoraram datas, lugares e uma história de casamento que nunca existiu.

Só que Donana não se importava com aquilo.

Ela se importava com Jurema caminhando quase uma hora para levá-la à escola.

Com as tranças que saíam tortas.

Com a mulher que sentava ao lado da cama quando ela acordava chamando pelo pai.

Certa noite, Donana perguntou:

— Você vai embora também?

Jurema sentiu o coração apertar.

— Eu não sei.

A menina abaixou a cabeça.

— Mas prometo que nunca vou desaparecer sem falar com você.

Donana segurou a mão dela.

— Então está bom.

Foi ali que Jurema percebeu que não conseguiria sustentar a farsa.

Na manhã da visita, o juiz entrou na sala.

Antes que Eurico pudesse começar a história ensaiada, Jurema colocou a aliança sobre a mesa.

— Doutor, nós mentimos.

E contou tudo.

Eurico empalideceu.

— Jurema…

— A menina não vai pagar pelo nosso medo.

O juiz ouviu sem interromper.

Depois passou horas perguntando aos empregados, à professora e à própria Donana como era a vida naquela casa.

No fim do dia, chamou Eurico.

— O senhor tentou enganar a Justiça. Vai perder seu cargo de juiz de paz e responder pelo que fez.

Eurico abaixou a cabeça.

— Eu aceito.

— Mas existe outra pergunta. Sem o dinheiro deixado para Donana, o senhor ainda a quer aqui?

Eurico respondeu na mesma hora:

— Quero ela. Pode levar todo o dinheiro.

Nerival aceitou a quantia e desistiu da guarda.

Donana ficou.

Meses depois, Eurico encontrou Jurema guardando a velha chave.

— Nosso acordo acabou.

Ela assentiu.

— Então por que você ainda está aqui?

Jurema sorriu.

— Porque agora ninguém está fingindo.

Um ano depois, eles se casaram de verdade.

Donana levou as alianças até o altar.

E Eurico finalmente entendeu aquilo que dinheiro nenhum tinha conseguido ensinar:

uma casa se compra.

Um lar se constrói quando ninguém está olhando.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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