
EU NÃO TENHO MEDO DE DORMIR NA ESTRADA… TENHO MEDO DE VOLTAR PRA CASA, DISSE A JOVEM AO FAZENDEIRO
— Moça, já está escurecendo. Você vai dormir onde?
— Na estrada, se for preciso.
Bento franziu a testa.
— E sua casa?
Helena apertou a pequena mala contra o corpo.
- FINJA SER MINHA ESPOSA E TERÁ UM LAR, PEDIU O FAZENDEIRO RICO À MOÇA QUE SÓ TINHA A ROUPA DO CORPO
- “MEU PAI PROMETEU MINHA MÃO”, DISSE ELA… MAS A RESPOSTA DO FAZENDEIRO MUDOU TUDO
- Ninguém Contrariava o Fazendeiro Arrogante… Até a Nova Funcionária Dizer “Não” Na Frente De Todos
- Todos se perguntavam por que a viúva voltava à fazenda… Até que uma manhã ela encontrou…
- DEBOCHARAM QUANDO O SAPATEIRO PEDIU A FILHA DO FAZENDEIRO — MAS ELA TERIA FAZER UMA ESCOLHA DIFÍCIL
— Eu não tenho medo de dormir na estrada… tenho medo de voltar pra casa.
Aquilo bastou.
Bento abriu a porteira da fazenda.
— Então entra. Primeiro você come. Amanhã a gente fala de trabalho.
Helena hesitou.
— O senhor nem sabe quem eu sou.
— Sei que está com fome. Por enquanto, chega.
Naquela noite, dona Azira colocou comida diante dela sem fazer perguntas.
Helena comeu tentando esconder a pressa.
— Desculpa.
— Não peça desculpa por estar com fome, menina.
Foi a primeira vez em meses que Helena dormiu com a porta fechada sem temer passos no corredor.
Na manhã seguinte, Bento a encontrou no curral antes do amanhecer.
— Quem mandou você trabalhar tão cedo?
— Ninguém.
Ela apontou para uma vaca.
— Mas essa aqui está mastigando só de um lado.
Bento examinou o animal e encontrou uma ferida na gengiva.
— Como percebeu?
— Meu avô me ensinou. Animal fala. Só não usa palavras.
Helena ganhou trabalho.
E, pouco a pouco, ganhou confiança.
Até que uma caminhonete preta apareceu na porteira.
Helena empalideceu.
Um homem desceu.
— Helena! Pegue suas coisas. Você vai voltar comigo.
Ela recuou.
— Não.
Otávio avançou.
— Você roubou documentos da família.
— Eu levei documentos que provam que vocês estavam roubando de mim.
Bento apareceu ao lado dela.
— Ela disse não.
Otávio apontou para ele.
— Isso não é problema seu.
— Dentro da minha fazenda, ameaça contra funcionário é problema meu.
Depois que o homem foi embora, Helena contou tudo.
Após a morte do avô, parentes assumiram as terras deixadas para ela. Faziam Helena assinar papéis, inventavam dívidas e diziam que ela não tinha direito a nada.
Até ela descobrir documentos escondidos.
— Por isso você fugiu?
— Se eu ficasse, perderia tudo.
Bento respondeu:
— Então agora você não foge. Você prova.
Com ajuda jurídica, Helena enfrentou meses de ameaças.
Otávio voltou.
— Se continuar com isso, vai se arrepender.
Dessa vez Helena caminhou até a porteira.
— Eu me arrependo é de ter acreditado em vocês.
Meses depois, a decisão saiu.
As terras eram realmente dela.
Helena recuperou sua parte, vendeu um pedaço e comprou um pequeno sítio perto de Bento.
Anos depois, uma jovem apareceu na porteira daquele sítio carregando uma mala.
— Está procurando trabalho? — Helena perguntou.
— Estou.
Helena olhou para a estrada.
— Já comeu hoje?
A menina baixou os olhos.
— Não.
Helena abriu a porteira.
— Então entra primeiro.
Porque Helena finalmente entendeu:
às vezes Deus não mostra o caminho inteiro.
Ele apenas coloca uma porteira aberta no momento em que continuar andando parece impossível.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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