“DESCULPE, ESTOU COM MEU UNIFORME DE TRABALHO”, ELA DISSE NO ENCONTRO ÀS CEGAS — ELE RESPONDEU

— Desculpe… eu vim direto do mercado. Se quiser, eu vou embora.

Nathan olhou para o colete vermelho de Megan.

— Vai embora por quê?

— Porque esse restaurante é chique demais para eu aparecer vestida assim.

Ele puxou a cadeira.

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— Então senta. Eu também vim direto do trabalho. A diferença é que o meu uniforme custa mais caro.

Megan soltou uma risada, surpresa.

Aquilo desmontou a vergonha que ela carregava desde que entrou.

Durante o jantar, Nathan não perguntou quanto ela ganhava.

Perguntou por que trabalhava tanto.

— Meu irmão precisava terminar o curso técnico. Fiz turno extra por quase três anos para ajudar.

— Então esse uniforme tem história.

Megan passou a mão pelo crachá.

— Tem. Por isso nunca vou ter vergonha dele.

Nathan sorriu.

— Nem deveria.

Mas alguém observava os dois.

Bruna Ramos.

Filha do empresário que negociava uma fusão milionária com a família de Nathan.

Naquela mesma semana, ela apareceu na porta do prédio de Megan segurando um envelope.

— Quanto você quer para desaparecer?

Megan encarou o dinheiro.

— Como é?

— Nathan precisa de alguém do nível dele. Pegue isso e suma antes do jantar beneficente.

Megan nem tocou no envelope.

— Você acha que porque eu trabalho em mercado eu estou à venda?

Bruna riu.

— Estou tentando poupar você de uma humilhação. Quando ele tiver que escolher entre os negócios da família e você, já sabemos o resultado.

Megan aproximou-se.

— Dinheiro paga conta, remédio e comida. Mas não compra dignidade.

— Pessoas como você não entram no nosso mundo.

— Então talvez o problema seja o seu mundo.

Bruna saiu furiosa.

Na noite seguinte, o jantar beneficente reuniu empresários, jornalistas e investidores.

Nathan chegou sozinho.

O pai o puxou de lado.

— Onde está Bruna?

— Não vem comigo.

— Nathan, não faça isso hoje.

Ele subiu ao palco.

Bruna sorriu, acreditando que finalmente seria apresentada ao lado dele.

Nathan pegou o microfone.

— Antes de falar sobre negócios, preciso corrigir uma mentira que deixaram crescer.

O salão ficou atento.

— Não existe noivado entre mim e Bruna.

O sorriso dela desapareceu.

— E não vou construir minha vida pessoal para facilitar contrato empresarial nenhum.

Bruna se levantou.

— Você vai jogar tudo fora por uma caixa de supermercado?

Nathan a encarou.

— Não.

Apontou para a entrada.

Megan estava parada ali, ainda usando o colete vermelho porque acabara de sair do trabalho.

— Eu estou escolhendo uma mulher que sabe exatamente quanto vale.

Nathan desceu do palco.

Parou diante dela.

— Você disse que esse uniforme ajudou seu irmão a vencer.

Megan assentiu.

— Então nunca mais peça desculpas por vestir uma coisa que representa sacrifício.

Bruna desviou o rosto.

Megan respirou fundo.

— E se sua família perder negócios por minha causa?

— Negócio eu reconstruo.

Nathan segurou a mão dela.

— Caráter é mais difícil de encontrar.

Naquela noite, Megan entrou no salão sem trocar de roupa.

E, pela primeira vez, percebeu que o problema nunca esteve no uniforme.

Estava nos olhos de quem achava que dignidade tinha preço.

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✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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