“USE A PORTA DOS FUNDOS!”, RIU A EX-NAMORADA DELE — SEM SABER QUE O PEDREIRO ERA DONO DA EMPRESA

— Pedreiro entra pela porta dos fundos, Caio. Não me faça passar vergonha na frente dos meus convidados.

— Papai!

Alice correu para abraçá-lo, mas Letícia segurou a filha pelo braço.

— Não encosta nele com esse vestido novo. Olha a sujeira!

Caio ainda estava coberto de cimento depois de passar a tarde ajudando trabalhadores a reforçar um muro que ameaçava desabar sobre várias casas.

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A menina começou a chorar.

— Mas ele é meu pai.

Caio se abaixou.

— Está tudo bem, princesa. Papai entra por outro lugar.

Mateus, novo noivo de Letícia, soltou uma gargalhada.

— Pelo menos conhece bem a entrada dos funcionários.

Caio levantou.

— Conheço. Passei metade da minha vida entrando por ela.

E caminhou para os bastidores.

Minutos depois, Letícia ainda comentava com as amigas:

— Eu avisei que ele nunca sairia daquela vida de obra.

Foi então que as luzes diminuíram.

Roberto, diretor do empreendimento, subiu ao palco.

— Hoje vamos apresentar o homem responsável por esta empresa.

Mateus ajeitou o paletó.

— Finalmente vou conhecer o dono.

Roberto continuou:

— Ele começou carregando tijolos com o pai. Até hoje visita obras e trabalha ao lado dos homens que construíram esta companhia.

A porta lateral se abriu.

Caio entrou.

Ainda com a camisa suja.

Ainda segurando o capacete.

Letícia perdeu a cor.

Mateus parou de sorrir.

Roberto anunciou:

— Senhoras e senhores, o fundador e proprietário do grupo: Caio Almeida.

Alice levantou da cadeira.

— Eu falei! É meu papai!

Caio recebeu o microfone.

— Disseram que eu deveria entrar pelos fundos porque estava sujo de cimento.

Ele olhou para Letícia.

— Não tenho vergonha disso. Foi justamente com essas mãos sujas que construí tudo isto.

Mateus correu para se explicar.

— Caio, aquilo foi brincadeira. Inclusive, quero conversar sobre nossa parceria.

— Não haverá parceria.

O sorriso de Mateus morreu.

Caio abriu uma pasta.

— Minha equipe também descobriu que sua empresa vendeu apartamentos que nunca existiram.

Letícia arregalou os olhos.

— Mateus, do que ele está falando?

— Não escuta ele!

Caio colocou vários contratos sobre a mesa.

— Algumas famílias perderam tudo.

Uma funcionária do buffet reconheceu seu próprio nome em um deles e começou a chorar.

Letícia baixou a cabeça.

Meses depois, Mateus respondeu pelos golpes e os valores recuperados foram usados para indenizar as famílias.

Caio não voltou com Letícia.

Mas também não a humilhou.

Quando ela pediu perdão, ele respondeu:

— Espero que você tenha aprendido uma coisa.

— O quê?

Caio apontou para os operários levantando uma nova casa.

— Nunca despreze as mãos que constroem o chão onde você pisa.

Alice segurou a mão do pai.

E naquele dia Letícia finalmente entendeu:

o homem que ela mandou entrar pelos fundos era justamente quem tinha construído a porta da frente.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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