DEBOCHARAM QUANDO O SAPATEIRO PEDIU A FILHA DO FAZENDEIRO — MAS ELA TERIA FAZER UMA ESCOLHA DIFÍCIL

— Você enlouqueceu? Um remendador de sapatos querendo casar com minha filha?

Olegário apertou o chapéu nas mãos.

— Eu trabalho honestamente, seu Querubim. Não vim pedir dinheiro. Vim pedir Fátima.

O fazendeiro riu.

— Então peça. Quero ouvir ela escolher você na minha frente.

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Fátima apareceu na varanda.

— Eu escolheria.

Querubim perdeu o sorriso.

— Cuidado com o que diz, menina.

— Eu amo Olegário.

O fazendeiro entrou em casa e voltou com um papel.

— Então leia antes de decidir.

Era o testamento da mãe de Fátima.

As terras mais valiosas da família pertenciam a ela, mas havia uma condição: se casasse sem a aprovação do pai, perderia tudo.

Fátima devolveu o documento.

— Fico sem as terras.

Querubim sorriu.

— E as dez famílias que moram nelas?

Ela travou.

— O que tem elas?

— Já tenho comprador. Se você casar com esse sapateiro, as terras voltam para mim. Eu vendo tudo e Nicanor expulsa cada família de lá.

Fátima ficou revoltada.

— O senhor faria isso só para me impedir de casar?

— A escolha é sua.

Na tarde seguinte, ela encontrou Olegário na sapataria.

— Eu não posso casar com você.

Ele deixou o martelo cair sobre a bancada.

— Ontem dizia que me amava.

— E amo.

— Então por quê?

Fátima contou tudo.

Olegário passou a mão no rosto.

— Dez famílias?

— Crianças, idosos… gente que minha mãe protegeu a vida inteira.

Ele respirou fundo.

— Então não vamos casar.

Fátima arregalou os olhos.

— Você está desistindo?

— De você, nunca. Mas não vou construir nossa felicidade sobre a desgraça deles.

Durante dias, Fátima procurou uma saída.

Foi até o velho Firmino, antigo tabelião que conhecera sua mãe.

Ele releu o testamento e perguntou:

— Essas terras já estão no seu nome?

— Estão.

Firmino sorriu.

— Então seu pai esqueceu de uma coisa.

— O quê?

— O documento diz que você perde as terras depois de casar sem aprovação. Não diz que você não pode decidir o destino delas antes.

Fátima entendeu imediatamente.

Vendeu joias, cavalos e tudo o que possuía de valor para pagar escrituras e impostos.

Depois dividiu o vale entre as dez famílias.

Quando Querubim descobriu, já era tarde.

— Você jogou sua fortuna fora!

Fátima enfrentou o pai.

— Não joguei. Coloquei nas mãos de quem precisava dela.

— E acha que agora pode correr para aquele sapateiro?

— Agora ninguém vai perder a casa por causa da minha escolha.

Ela entrou na sapataria naquela mesma tarde.

Olegário mal conseguiu falar.

— E as famílias?

Fátima colocou dez cópias de escrituras sobre a bancada.

— Donas das próprias terras.

Ele olhou para os documentos e depois para ela.

— E você ficou com o quê?

Fátima segurou a mão dele.

— Com a liberdade de escolher minha vida.

Olegário sorriu.

— Então escolha.

— Já escolhi faz tempo.

Meses depois, casaram numa cerimônia simples, cercados pelas dez famílias que Fátima havia protegido.

Querubim perdeu terras, poder e, principalmente, a certeza de que podia controlar a filha.

Já Fátima perdeu uma fortuna.

Mas ganhou algo que o dinheiro do pai nunca conseguiria comprar:

o direito de amar sem condenar ninguém por isso.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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