O PAI SOLTEIRO IGNOROU AS 49 LIGAÇÕES DA CEO NA VÉSPERA DE NATAL — PELA MANHÃ, ELA ESTAVA À PORTA

— Pai… ela ligou quarenta e nove vezes. E se aconteceu alguma coisa?

Eduardo olhou para o celular vibrando sobre a mesa e apertou o botão para desligá-lo.

— Hoje ninguém tira essa noite de você.

Sofia franziu a testa.

— Nem sua chefe?

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— Nem ela.

A menina sorriu e voltou a pendurar os enfeites na pequena árvore de Natal.

Eduardo havia prometido.

Depois que perdera a esposa, quatro anos antes, jurara que Sofia jamais cresceria sentindo que o trabalho era mais importante que ela.

E Camila Vanderley sabia disso.

Três meses antes, a poderosa CEO havia ordenado que Eduardo permanecesse numa reunião até resolver uma falha milionária.

Às 16h30, ele fechou o notebook.

— Onde pensa que vai? — Camila perguntou.

— Buscar minha filha.

— Podemos estar perdendo milhões.

Eduardo vestiu o casaco.

— E minha filha está me esperando.

— Se sair, pode perder o emprego.

Ele abriu a porta.

— Emprego eu procuro outro. A infância dela, não.

Camila ficou sem resposta.

Foi justamente naquele dia que começou a enxergá-lo diferente.

Com o tempo, aproximou-se também de Sofia.

Jantou na casa simples deles, ajudou a menina num trabalho escolar e até passou uma noite fazendo biscoitos tortos.

Sofia passou a gostar dela.

Eduardo percebeu.

E ficou com medo.

— Não brinque com o coração dela, Camila.

— Eu jamais faria isso.

— Pessoas como você estão acostumadas a ir embora quando algo deixa de caber na agenda.

A frase doeu.

Por isso, na véspera de Natal, Eduardo decidiu que seriam apenas ele e Sofia.

Camila ligou uma vez.

Cinco.

Vinte.

Quarenta e nove.

Ele não atendeu.

Do outro lado da cidade, Camila estava sozinha numa cobertura enorme, diante de uma mesa cheia de comida que ninguém tocaria.

Ela olhou para o telefone.

Depois para um pequeno presente que havia comprado para Sofia.

— Chega de esperar que alguém venha até mim.

Pegou o casaco.

Durante a madrugada, dirigiu até a casa de Eduardo.

Mas não bateu.

Viu as luzes acesas e lembrou da promessa dele para a filha.

Então permaneceu dentro do carro, debaixo da neve, até amanhecer.

Às seis e meia, Eduardo finalmente ligou o celular.

Quarenta e nove chamadas perdidas.

Nesse instante, bateram à porta.

Quando abriu, ficou imóvel.

Camila estava ali, tremendo de frio.

— Você passou a noite aqui?

Ela assentiu.

— Por que não bateu?

Camila olhou para dentro da casa.

— Porque você prometeu essa noite à sua filha. E eu não queria ser a pessoa que faria você quebrar essa promessa.

Sofia apareceu atrás do pai.

— Senhora Camila?

A CEO sorriu.

— Feliz Natal.

Sofia correu e segurou sua mão gelada.

— Então entra logo. Ninguém passa o Natal sozinho.

Eduardo abriu passagem.

Naquela manhã, havia três pratos sobre a mesa.

E pela primeira vez Camila entendeu que possuir tudo não significa ter alguém.

Às vezes, riqueza é simplesmente encontrar uma porta onde alguém ainda esteja disposto a deixar você entrar.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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