
“AQUI NÃO É LUGAR PARA A SENHORA!” — DEBOCHOU A RECEPCIONISTA… SEM SABER QUE ELA ERA A NOVA DONA
— Aqui não é lugar para a senhora! Procure outro lugar!
Aparecida apertou a bolsa velha contra o peito.
— Eu só pedi um café, minha filha.
Raíça soltou uma risada.
— E eu estou explicando que este hotel tem um padrão.
- Ela deixou o sertão com um sonho… e o presente de um estranho mudou tudo
- VOCÊ NÃO TEM ONDE CAIR MORTA, VAI EMBORA… FALOU O MARIDO, MAS ELE NÃO SABIA QUE ELA ERA A DONA
- CANSEI DE SUSTENTAR PESO MORTO — DISSE O MARIDO… MAS QUANDO VOLTOU, ELA JÁ NÃO PRECISAVA DELE
- Com Apenas Uma Mochila, Ela Fugiu Durante a Chuva… Até Um Peão Misterioso Aparecer
- O MENINO SEMPRE DEIXAVA UM BANCO VAZIO NA HORA DO ALMOÇO… NINGUÉM SABIA POR QUÊ
— Um padrão de quê? De roupa ou de educação?
O sorriso da recepcionista desapareceu.
— Segurança!
Antes que alguém aparecesse, Ismael, o carregador de malas, correu até a idosa.
— Não precisa disso. A senhora pode sentar ali. Eu trago uma água.
Raíça apontou para ele.
— Volte para o seu posto agora! Ou amanhã você nem precisa aparecer.
Ismael hesitou.
Precisava daquele emprego para cuidar da avó.
Mesmo assim, puxou uma cadeira para Aparecida.
— Sente um pouquinho, dona.
A idosa tocou seu braço.
— Obrigada, meu filho. Nunca esqueço quem me trata como gente.
Depois, levantou-se.
Antes de sair, encarou Raíça.
— Dinheiro paga hospedagem. Educação não se compra.
Raíça debochou quando a porta fechou.
— Velha metida.
Na manhã seguinte, o hotel inteiro estava em alvoroço.
A nova proprietária chegaria para conhecer os funcionários.
Raíça arrumou o cabelo.
— Hoje eu vou impressionar essa mulher.
Dois carros pararam diante da entrada.
A gerente correu para recepcionar a nova dona.
Quando a porta do carro abriu, Raíça perdeu a cor.
A bengala apareceu primeiro.
Depois a bolsa gasta.
E finalmente o rosto de Aparecida.
— Seja bem-vinda ao seu hotel, dona Aparecida! — anunciou a gerente.
Raíça quase caiu.
— Seu… hotel?
Aparecida caminhou até o balcão.
— Bom dia, minha filha.
— Dona Aparecida, eu não sabia quem a senhora era!
— Exatamente.
Raíça começou a chorar.
— Se eu soubesse, jamais teria tratado a senhora daquele jeito.
Aparecida aproximou-se.
— Esse é o problema. Você só respeitaria quem tivesse dinheiro.
Então procurou pelo salão.
— Onde está o rapaz que me ofereceu uma cadeira ontem?
A gerente baixou a cabeça.
— Ismael foi demitido hoje cedo.
— Demitido por quê?
— Abandonou o posto para ajudá-la.
A expressão de Aparecida mudou.
— Vocês demitiram o único funcionário que fez a coisa certa?
Ninguém respondeu.
Uma hora depois, Aparecida encontrou Ismael numa casa simples.
Ele abriu a porta assustado.
— Dona Aparecida?
— Pegue seus documentos. Você vai voltar comigo.
— Mas me demitiram.
— E eu estou contratando você novamente.
Ele chorou.
— Por quê?
Aparecida sorriu.
— Porque caráter vale mais que currículo.
Naquela tarde, Ismael entrou no hotel ao lado da nova dona.
Raíça e Maurício foram afastados do atendimento e obrigados a passar por treinamento antes de qualquer retorno.
Aparecida reuniu todos.
— Neste hotel, ninguém será julgado pela roupa, pelo dinheiro ou pela aparência.
Depois colocou a mão no ombro de Ismael.
— A partir de hoje, este rapaz vai ajudar a treinar nossa equipe em atendimento.
Ismael arregalou os olhos.
Aparecida sorriu.
— Ontem você achou que estava ajudando uma velha sem importância. Hoje todo mundo vai aprender que é justamente assim que descobrimos o verdadeiro valor de alguém.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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