
O SENHOR DEIXA MINHA MÃE DORMIR AQUI?… PERGUNTOU O MENINO AO VIÚVO SOLITÁRIO QUE VIVIA SOZINHO
— O senhor deixa minha mãe dormir aqui só esta noite?
— E por que ela mesma não veio me pedir?
Miguel apertou a cerca com as duas mãos.
— Porque minha mãe prefere dormir na estrada a dever favor para alguém.
Sebastião olhou para a mulher parada alguns metros atrás.
- Ela Dorme no Chiqueiro, Falou o Caseiro em Voz Alta… Mas Ninguém Sabia Que Ela Era a Filha
- ELA FOI À FAZENDA PARA PROCURAR NOTÍCIAS DO PAI… MAS AQUELE HOMEM…
- MILIONÁRIO CONTRATA UMA COZINHEIRA PARA O PAI IDOSO… MAS ELA MUDOU TUDO NA MANSÃO
- O PAI MILIONÁRIO SEGUIU O FILHO APÓS 10 ANOS — E CHOROU AO DESCOBRIR O MOTIVO DAQUELA VIDA HUMILDE
- O CASAL MILIONÁRIO VISITAVA O TÚMULO DO FILHO… ATÉ O MENDIGO GRITAR: “MÃE, ESTOU VIVO!”
Idalina carregava uma trouxa pequena e parecia pronta para ir embora antes mesmo de receber resposta.
— Tem um paiol vazio — disse ele. — Vocês podem ficar lá.
Idalina se aproximou.
— De graça, não.
— Como assim?
— Me dê trabalho. Eu cozinho, lavo roupa, limpo a casa. Aí ninguém fica devendo ninguém.
Sebastião aceitou.
Desde que perdera a esposa dois anos antes, vivia sozinho naquele sítio, cuidando do gado e evitando qualquer conversa que durasse mais que alguns minutos.
Mas em três dias, a casa mudou.
Miguel corria pelo curral.
Idalina voltou a acender o fogão.
E Sebastião voltou a ouvir alguém perguntar:
— O senhor já comeu?
Só que havia outro problema.
Cinco bezerros tinham morrido em dois meses.
Sebastião não entendia a causa.
Até Idalina encontrar um velho caderno.
— Isso era da sua esposa?
Ele endureceu.
— Era.
— Posso olhar?
Sebastião quase recusou.
Mas concordou.
Durante duas noites, Idalina comparou as anotações antigas com tudo que ele lembrava das mortes recentes.
Até colocar o dedo sobre uma página.
— Achei uma coisa.
— O quê?
— Todas as vacas que perderam cria passaram pelo mesmo pasto.
Sebastião franziu a testa.
— A baixada.
— Exatamente.
Na manhã seguinte, encontraram uma planta tomando conta da área úmida.
Idalina foi direta:
— Não posso garantir que seja isso. Mas já vi acontecer antes. Se eu estiver certa, continuar usando esse pasto vai matar mais crias.
Naquele mesmo dia, um comprador chamado Onofre apareceu oferecendo uma fortuna pelo rebanho.
Sebastião precisava daquele dinheiro.
O banco estava cobrando.
Era sua chance de sair do aperto.
Onofre estendeu a mão.
— Fechamos?
Sebastião olhou para o dinheiro.
Depois lembrou das vacas.
— Antes, preciso contar uma coisa.
Ele revelou todas as mortes e a suspeita sobre o pasto.
Onofre guardou o dinheiro.
— Então não compro.
Sebastião perdeu a melhor venda de sua vida.
Mas sua decisão salvou outros criadores, porque todos usavam a mesma baixada.
Meses depois, nenhum novo bezerro morreu.
Idalina recebeu uma proposta de emprego em outra fazenda.
Sebastião tentou esconder a tristeza.
— Você podia ficar.
Ela sorriu.
— Se eu ficar agora, vou ficar porque preciso. Quero voltar um dia porque escolhi.
Um ano depois, Miguel correu novamente pelo mesmo terreiro.
Idalina vinha atrás.
Dessa vez, sem pedir abrigo.
Sebastião abriu a porteira e sorriu.
Porque algumas pessoas entram na nossa vida pedindo apenas uma noite…
E acabam trazendo de volta tudo aquilo que a dor tinha feito a gente fechar.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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