ELA FOI À FAZENDA PARA PROCURAR NOTÍCIAS DO PAI… MAS AQUELE HOMEM…

— Seu pai não abandonou você!

Cida largou a bolsa sobre a mesa.

— Então por que passou a vida inteira sem voltar?

Geraldo sustentou o olhar dela.

— Porque ele morreu tentando chegar até você.

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Cida recuou.

— Não brinca com isso.

Ela tinha viajado até a Fazenda Córrego Fundo procurando notícias de Joaquim, o pai que desaparecera quando ela ainda era menina.

Durante anos, acreditou que ele simplesmente escolhera outra vida.

Mas Geraldo conhecia uma história diferente.

— Seu pai trabalhou aqui — explicou. — Falava de você quase todos os dias.

— Se me amava tanto, por que foi embora?

Geraldo abriu uma caixa de madeira.

Dentro havia uma fotografia, um caderno e uma carta.

— Leia.

As mãos de Cida tremeram quando reconheceu a letra de Joaquim.

“Minha menina, talvez um dia você descubra coisas difíceis. Mas nada vai mudar o fato de que você é minha filha.”

Ela parou.

— O que ele quis dizer com isso?

Geraldo respirou fundo.

— Joaquim descobriu que não era seu pai biológico.

Cida ficou branca.

— Isso é mentira.

— Ele também desejou que fosse.

As lágrimas surgiram.

— Então ele foi embora quando descobriu?

— Não.

Geraldo aproximou o caderno.

— Ele saiu daqui decidido a voltar para casa e conversar com sua mãe. Queria descobrir toda a verdade. Principalmente porque achava que você tinha direito de saber.

Cida apertou a carta.

— E nunca chegou?

— Sofreu um acidente na estrada.

Ela levou a mão à boca.

— Minha mãe sabia?

Geraldo abaixou os olhos.

— Sabia parte da história.

Na manhã seguinte, Cida voltou para casa.

Colocou a carta diante de Maria.

— Quero a verdade inteira.

A mãe começou a chorar.

— Eu tive medo de perder tudo.

Então revelou que o pai biológico de Cida se chamava Anselmo.

Joaquim acreditara durante anos ser seu verdadeiro pai.

Quando descobriu, ficou ferido pela mentira, mas nunca rejeitou a menina.

— Ele dizia que sangue não apagava os anos em que colocou você para dormir, cuidou das suas febres e ensinou você a andar — contou Maria.

Cida chorou.

Depois conheceu Anselmo, já idoso e debilitado.

Segurou a mão dele, mas percebeu algo que finalmente lhe trouxe paz.

Anselmo fazia parte da sua origem.

Joaquim fazia parte do seu coração.

Dias depois, ela voltou à fazenda.

Geraldo a esperava na varanda.

— Encontrou o que procurava?

Cida sorriu em meio às lágrimas.

— Encontrei meu pai.

— Joaquim?

— Sim. Só não encontrei do jeito que imaginava.

Geraldo segurou a mão dela.

Cida não soltou.

Na manhã seguinte, quando ele perguntou se ela finalmente voltaria para casa, ela olhou para o terreiro, para Tobias correndo entre as galinhas e depois para Geraldo.

— Acho que encontrei outro motivo para ficar.

Ele sorriu.

Cida havia chegado àquela fazenda procurando um homem que julgava tê-la abandonado.

Saiu da busca sabendo que Joaquim morreu tentando voltar para sua menina.

E descobriu que pai de verdade nem sempre é quem dá o sangue.

Às vezes, é quem escolhe amar até o último caminho.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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