
O MENINO SEMPRE DEIXAVA UM BANCO VAZIO NA HORA DO ALMOÇO… NINGUÉM SABIA POR QUÊ
— Davi, para de colocar comida nesse lugar vazio! Seu pai não vai aparecer só porque você continua esperando!
— Vai sim, vó. Ele prometeu.
Dona Alzira largou a colher.
O menino de nove anos pegou os dois pratos e saiu da cozinha antes que ela pudesse responder.
Como fazia todos os dias, sentou-se no velho banco debaixo do ipê.
- Ela deixou o sertão com um sonho… e o presente de um estranho mudou tudo
- VOCÊ NÃO TEM ONDE CAIR MORTA, VAI EMBORA… FALOU O MARIDO, MAS ELE NÃO SABIA QUE ELA ERA A DONA
- CANSEI DE SUSTENTAR PESO MORTO — DISSE O MARIDO… MAS QUANDO VOLTOU, ELA JÁ NÃO PRECISAVA DELE
- Com Apenas Uma Mochila, Ela Fugiu Durante a Chuva… Até Um Peão Misterioso Aparecer
- A CRIADA FOI HUMILHADA PELO BARÃO DIANTE DOS NOBRES… ATÉ UMA CARTA SER LIDA EM VOZ ALTA
Um prato ficou sobre suas pernas.
O outro, ao lado.
— Se chegar atrasado, eu guardei almoço — murmurou.
Trovão, o cachorro velho da fazenda, deitou aos seus pés.
Fazia três anos que Renato, pai de Davi, havia desaparecido numa estrada depois de sair dizendo que voltaria antes do almoço.
Nunca encontraram o carro.
Nunca encontraram o corpo.
Com o tempo, alguns começaram a dizer que Renato simplesmente abandonara a família.
Davi nunca acreditou.
Até que naquela tarde uma caminhonete desconhecida atravessou a porteira.
Trovão levantou latindo.
Um homem chamado Joaquim desceu carregando uma mala velha.
— Você é o Davi?
— Sou.
Joaquim engoliu em seco.
— Eu conheci seu pai.
Davi abandonou o prato.
— Ele está vivo?
A pergunta fez dona Alzira correr até eles.
Joaquim abriu a mala sobre a mesa da cozinha.
Lá dentro havia uma camisa, uma fotografia e uma carta.
Na frente do envelope estava escrito:
“Para meu filho Davi.”
As mãos do menino tremeram.
Ele abriu.
— “Filho, se essa carta chegar até você antes de mim, nunca pense que eu fui embora porque quis.”
Davi parou de ler.
— Vó…
Alzira começou a chorar.
Joaquim continuou:
— Seu pai sofreu um acidente naquele dia.
— Então morreu?
— Não.
Davi ficou de pé.
— Onde ele está?
Joaquim explicou que Renato havia sido encontrado ferido e levado para uma cidade distante.
Passou meses sem memória.
Quando começou a lembrar da família, já não sabia onde procurá-los.
— Como você sabe disso?
Joaquim tirou outro papel da mala.
Era o endereço de uma fazenda.
— Porque encontrei Renato há duas semanas.
Davi quase deixou a carta cair.
Dois dias depois, uma caminhonete parou diante da Fazenda Santa Clara.
Davi estava debaixo do ipê.
Um homem grisalho desceu.
Olhou para a casa.
Depois para o banco.
E finalmente para o menino.
— Davi?
O garoto correu.
Renato caiu de joelhos e abriu os braços.
— Pai!
Nenhum dos dois conseguiu dizer mais nada.
Na hora do almoço, dona Alzira colocou dois pratos sobre a mesa.
Davi pegou os dois.
Renato sorriu.
— Ainda come debaixo daquele ipê?
Davi entregou um prato ao pai.
— Eu estava guardando seu lugar.
Os dois sentaram no velho banco.
Dessa vez, nenhum espaço ficou vazio.
E Davi finalmente entendeu que algumas promessas podem se perder pelo caminho…
Mas quando Deus ainda está escrevendo a história, até uma espera de anos pode terminar num abraço.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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