Com Apenas Uma Mochila, Ela Fugiu Durante a Chuva… Até Um Peão Misterioso Aparecer

— Amanhã você vai se casar, Catarina. Não faça nenhuma loucura.

Ela fechou a mochila.

— A loucura seria ficar.

Minutos depois, Catarina saiu pelos fundos de casa debaixo de uma tempestade, levando duas mudas de roupa, algum dinheiro e uma certeza: não subiria naquele altar.

Leonardo, seu noivo, nunca tinha sido cruel.

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Esse era o problema.

Todos diziam que ele era perfeito.

Boa família. Terras. Dinheiro. Segurança.

Só ninguém perguntava se Catarina o amava.

Depois de horas caminhando pela estrada enlameada, ela ouviu cascos atrás dela.

Um homem a cavalo diminuiu a marcha.

— Está indo para onde?

Catarina apertou a mochila.

— Não sei.

O homem não riu.

— Então pelo menos saia dessa chuva. O rio pode encher mais adiante.

Chamava-se Tomás.

Ele ofereceu abrigo na fazenda onde trabalhava e não perguntou de onde Catarina vinha.

Na manhã seguinte, ela mesma contou.

— Eu deveria estar me casando agora.

Tomás colocou a caneca sobre a mesa.

— Você queria casar?

— Todo mundo dizia que era o melhor.

— Eu perguntei se você queria.

Catarina tentou responder.

Não conseguiu.

Tomás insistiu:

— Se ninguém estivesse esperando nada de você, você se casaria com ele?

Dessa vez veio rápido.

— Não.

Tomás apenas assentiu.

— Então pelo menos uma resposta você já tem.

Horas depois, um viajante trouxe a notícia.

— Tem gente oferecendo dinheiro por informação sobre uma moça desaparecida.

Catarina entrou correndo e começou a arrumar a mochila.

— Preciso fugir daqui.

Tomás apareceu na porta.

— Fugir para onde?

— Qualquer lugar!

— Você fugiu de uma vida escolhida pelos outros. Não comece outra escolhendo só pelo medo.

Catarina encarou aquele peão.

— Então diga o que devo fazer.

— Não.

— Por quê?

— Porque a decisão precisa ser sua.

Antes do anoitecer, alguém chamou por ela na porteira.

Era Leonardo.

Catarina se preparou para uma discussão.

Mas ele disse:

— Eu só precisava saber se você estava viva.

Ela respirou fundo.

— Eu não vou casar com você.

Leonardo abaixou a cabeça.

— Eu sei.

Catarina ficou surpresa.

Ele confessou que também havia confundido estabilidade com amor.

— Talvez nós dois estivéssemos prestes a viver uma vida que nossas famílias queriam.

Pouco depois, o pai de Catarina chegou.

— Volte para casa. Ainda podemos consertar isso.

Catarina respondeu:

— Não tem nada para consertar. Eu simplesmente não quero esse casamento.

O pai tentou argumentar.

Ela não recuou.

— O senhor sempre quis me proteger. Mas proteção sem escolha também pode virar prisão.

Dias depois, dona Lídia, responsável pela fazenda, ofereceu a Catarina trabalho numa pequena hospedaria.

Pela primeira vez, ninguém disse o que ela deveria escolher.

Tomás perguntou:

— E então?

Catarina sorriu.

— Eu aceitei.

— Por minha causa?

— Não.

Ela colocou a mochila nas costas.

— E é justamente por isso que quero continuar conhecendo você.

Tomás sorriu.

— Assim eu aceito.

Catarina partiu pela mesma estrada onde havia chegado desesperada.

Só que agora não fugia de ninguém.

Estava indo em direção à primeira vida que tinha escolhido por conta própria.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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