
O fazendeiro encontrou uma mulher com uma mala na beira da estrada… e decidiu levá-la para casa
— Se eu fosse a senhora, não ficava aqui. Essa estrada vai virar lama em poucos minutos.
A mulher apertou a única mala que carregava.
— E se eu não tiver pra onde ir?
Firmino ficou sem resposta.
Horas antes, ele próprio havia decidido vender a fazenda e desaparecer dali.
- O Criador Mandou o Garanhão Errado Para a Fazenda de um Jovem Negro — E Ele o Transformou
- VAQUEIRO CHEGOU À FAZENDA PEDINDO TRABALHO… MAS A VIÚVA OLHOU PARA ELE E DISSE: PRECISO DE UM MARIDO
- ELA FOI À FAZENDA PARA PROCURAR NOTÍCIAS DO PAI… MAS AQUELE HOMEM…
- Ele comprou uma fazenda sem acesso — até que uma planta de 1896 revelou uma estrada esquecida
- O FAZENDEIRO RICO PAGOU A VIÚVA COM UMA CASA ESCONDIDA NO MEIO DA FLORESTA… POR 10 ANOS DE TRABALHO
Depois da morte da esposa e de oito anos sem falar com o filho, aquela terra já não significava nada.
Naquela manhã, até tinha feito uma oração:
— Deus, se ainda existe algum propósito pra mim aqui, me mostra.
Agora, diante daquela desconhecida, o céu começou a desabar em chuva.
Firmino abriu a porta do caminhão.
— Entre. A senhora dorme lá em casa hoje. Amanhã eu levo aonde quiser.
— Meu nome é Cândida.
— Firmino.
Era para ser apenas uma noite.
Mas a estrada amanheceu coberta de lama.
Depois outra chuva veio.
E Cândida ficou.
Sem ninguém pedir, começou a cozinhar, organizar a casa e ajudar a família do vaqueiro.
Certa tarde, Firmino a encontrou ensinando Lucinha, filha do empregado, a ler.
— Eu sou burra — reclamou a menina.
Cândida segurou sua mão.
— Não fala isso. Você só precisa de alguém com paciência pra ficar do seu lado.
Firmino ouviu aquela frase da varanda.
E sentiu alguma coisa doer.
Naquela noite, Cândida contou que havia perdido a mãe, o emprego e a casa.
— Eu fui embora porque achei que não tinha sobrado nada pra mim.
Firmino respondeu:
— Às vezes a gente vai embora achando que acabou… quando tem coisa esperando a gente voltar.
Cândida olhou diretamente para ele.
— E o senhor? Tem alguém esperando o senhor voltar?
Firmino abaixou os olhos.
O nome do filho veio imediatamente à cabeça.
Vicente.
O menino que ele expulsara de casa oito anos antes.
Na manhã seguinte, Firmino encheu o tanque do caminhão.
— Vai aonde? — perguntou Cândida.
— Consertar uma coisa que deixei quebrada tempo demais.
Encontrou Vicente na capital.
Quando a porta abriu, Firmino viu um homem feito e uma criança agarrada à sua perna.
— Quem é? — perguntou o menino.
Vicente respondeu seco:
— Seu avô.
Firmino tirou o chapéu.
— Filho… eu vim pedir perdão.
Vicente permaneceu imóvel.
— Oito anos depois?
— Oito anos atrasado.
Firmino engoliu o orgulho.
— Eu estava errado. Se você não conseguir me perdoar hoje, eu entendo. Só não quero morrer sem tentar ser seu pai de novo.
Vicente chorou.
Depois abriu a porta.
— Entra.
Quando Firmino voltou para a fazenda, encontrou Cândida arrumando a mala.
— Conseguiu trabalho em outra cidade — explicou ela. — Talvez seja melhor eu ir.
Firmino se aproximou.
— No dia que encontrei você, eu tinha pedido a Deus um motivo pra não vender essa fazenda.
Cândida ficou imóvel.
— E naquela manhã — respondeu ela — eu pedi a Deus que não me deixasse caminhar sozinha.
Os dois se olharam.
E entenderam.
Firmino não vendeu a fazenda.
Cândida não foi embora.
Com o tempo, aquela casa virou abrigo para pessoas sem rumo, trabalho para quem precisava recomeçar e mesa posta para quem chegava cansado.
Porque algumas respostas de Deus não chegam como milagres diante dos nossos olhos.
Às vezes elas aparecem na beira de uma estrada, carregando apenas uma mala.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
Views: 8
