ELE VOLTOU PARA DIVIDIR AS TERRAS APÓS O DIVÓRCIO… ATÉ ENCONTRAR A EX-ESPOSA MORANDO NO VELHO GALPÃO

— Regina, termina de limpar a sede e depois arruma o alojamento dos homens!

— Amauri, eu já disse que hoje preciso conferir as contas da colheita.

— As contas eu resolvo. Você faz o que eu mandei.

Marcelo ouviu aquilo ainda com a mão na porta do carro.

Quatro anos depois do divórcio, tinha voltado à fazenda para discutir a venda das terras que ainda pertenciam aos dois.

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Mas Regina surgiu carregando um balde.

Do velho galpão.

— Você está morando aí?

Ela endureceu o rosto.

— Você veio falar da venda. Vamos falar da venda.

Marcelo entrou no galpão.

Uma cama estreita. Um fogareiro. Duas mudas de roupa penduradas num prego.

— Metade desta fazenda é sua, Regina!

Amauri apareceu sorrindo.

— Houve uma reestruturação. Ela concordou.

Marcelo encarou o homem.

— Então amanhã quero ver todas as contas.

O sorriso desapareceu por um segundo.

Na manhã seguinte, Amauri colocou uma pilha de papéis sobre a mesa.

— A fazenda deve quase quatrocentos mil reais. Vender agora é a decisão mais inteligente.

Regina bateu a mão na pasta.

— Esses números são dele. Não meus.

— Tem prova? — Marcelo perguntou.

Ela respirou fundo.

— Vem comigo.

No antigo depósito, Regina abriu caixas de registros que guardara escondidas.

Durante meses, anotara cada caminhão que saía da propriedade.

Marcelo trabalhou madrugada adentro cruzando aqueles dados com as planilhas de Amauri.

Até encontrar o primeiro rombo.

Depois outro.

E outro.

— Regina… quase quatro mil sacas desapareceram.

Ela fechou os olhos.

— Eu sabia que alguma coisa estava errada.

Vicente, capataz antigo, entrou pela porta.

— Não desapareceram.

Os dois olharam para ele.

— Eu vi caminhões saindo de madrugada. Amauri mandava. Fiquei calado porque precisava do emprego.

No dia marcado para a venda, os compradores chegaram.

Amauri já esperava com o contrato.

— Podemos assinar?

Marcelo empurrou as planilhas para o centro da mesa.

— Primeiro explica isto.

Regina colocou os registros ao lado.

— Você descontou soja dizendo que era pagamento de fertilizante.

— Procedimento normal.

Marcelo puxou outra folha.

— Então por que cobrou o mesmo fertilizante novamente como dívida?

Amauri empalideceu.

Vicente avançou.

— E eu testemunho sobre os caminhões que saíam escondidos.

Os compradores fecharam as pastas.

— Negociação suspensa.

Amauri tentou protestar.

Regina apontou para o portão.

— A partir de hoje, você não manda mais em nada aqui.

Meses depois, com as contas recuperadas, Regina voltou para a sede.

Marcelo vendeu sua parte diretamente para ela em parcelas justas.

Quando retornou para assinar o último documento, passou pelo velho galpão.

Não havia cama.

Nem fogareiro.

Só ferramentas.

O lugar tinha voltado a ser apenas um galpão.

E Regina finalmente tinha voltado a ser dona da própria vida.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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