
ELE HAVIA HERDADO O SÍTIO ABANDONADO, MAS AO CHEGAR DESCOBRIU QUE UMA JOVEM VIÚVA MORAVA ALI
— A senhora precisa sair. Esse sítio agora é meu.
— Então me diga para onde eu vou, seu Ruben.
Ele travou.
Edileusa não chorou nem implorou.
Apenas entregou o documento de volta.
- Ele comprou uma fazenda sem acesso — até que uma planta de 1896 revelou uma estrada esquecida
- ELA HERDOU O POMAR DE LARANJEIRAS QUE NINGUÉM QUERIA — MAS O SEGREDO ESCONDIDO ALI ERA INACREDITÁVEL
- SEU IRMÃO FICOU COM TODA A HERANÇA DA FAMÍLIA — MAS A CASA DE SUA MÃE ESCONDIA O VERDADEIRO SEGREDO
- AO REFORMAR UMA CASA VELHA NA FLORESTA, ELE DESCOBRIU UM COFRE ESQUECIDO HÁ MUITOS ANOS
- OS FILHOS OS EXPULSARAM SEM PIEDADE… MAS A CASA ABANDONADA ESCONDIA UM SEGREDO DE MILHÕES
— Meu marido trabalhou aqui até morrer. Depois disso, cuidei da casa, da criação e da cacimba sozinha.
Ruben havia chegado disposto a vender tudo.
Tinha dívidas na cidade e acreditava que aquela propriedade herdada do tio resolveria sua vida.
— Eu posso passar o sítio para a senhora.
Edileusa balançou a cabeça.
— Não quero.
— Está recusando uma propriedade?
— Estou recusando um problema que o senhor ainda não entendeu.
Ela apontou para a cacimba.
— O valor daqui não está na casa. Está naquela água. E Salustiano, o fazendeiro vizinho, quer isso há anos.
Ruben decidiu ficar alguns dias.
Viraram semanas.
Aprendeu a cuidar da roça, levantar cerca e carregar água.
Também descobriu que Edileusa tinha sustentado aquele lugar praticamente sozinha durante três anos.
Até cometer o erro que quase destruiu tudo.
— Vou cortar aquele umbuzeiro. A madeira serve para consertar o telhado.
— Seu tio nunca deixava mexer naquela árvore.
— Por quê?
— Não sei.
Ruben riu.
— Então é superstição de velho.
Mandou cortar.
Dias depois, caiu a primeira tempestade.
Na manhã seguinte, Edileusa o chamou desesperada.
— Ruben!
Ele correu até a cacimba.
O barranco havia desmoronado.
Terra, pedra e lama cobriam a água.
Arlindo, um velho vizinho, chegou e perguntou:
— Cadê o umbuzeiro?
Ruben empalideceu.
— Eu cortei.
Arlindo fechou os olhos.
— Aquelas raízes seguravam esse barranco há décadas.
Pouco depois, Salustiano apareceu.
— Eu compro tudo agora. Pago sua dívida e deixo Edileusa morando aqui como caseira.
Era exatamente a saída que Ruben precisava.
— Fechado.
Os dois apertaram as mãos.
Mas naquela noite Ruben não dormiu.
Percebeu que havia repetido o mesmo erro três vezes: quis dar o sítio sem entender, cortou a árvore sem perguntar e agora vendera tudo sem consultar ninguém.
Na manhã seguinte procurou Salustiano.
— O negócio está desfeito.
— Vai consertar a cacimba?
— Vou tentar.
Ruben vendeu as antigas ferramentas do pai para comprar cimento.
Durante sete semanas, ele, Edileusa e Arlindo retiraram lama, reconstruíram as paredes e reforçaram o barranco.
Até que, numa manhã, Edileusa gritou:
— Tem água!
Ruben correu.
No fundo da cacimba, um pequeno espelho cristalino começava a subir.
Meses depois, ele colocou metade da propriedade oficialmente no nome de Edileusa.
— Não é presente — explicou. — Sem a senhora, eu teria perdido isso duas vezes.
Ela sorriu.
— E agora?
Ruben respirou fundo.
— Agora eu quero ficar. Mas desta vez, sem decidir tudo sozinho.
Um ano depois, os dois se casaram.
E perto da cacimba plantaram outro umbuzeiro.
Sempre que Ruben queria mudar alguma coisa, perguntava primeiro.
Porque finalmente tinha aprendido que ser dono de um lugar não significa entendê-lo.
E que algumas raízes parecem inúteis… até o dia em que percebemos tudo o que elas estavam segurando.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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