BABÁ plantava a mesma ROSA AZUL toda quinta no jardim… até o Milionário descobrir por quê…

BABÁ plantava a mesma ROSA AZUL toda quinta no jardim… até o Milionário descobrir por quê…
“Quem te deu permissão pra mexer no meu jardim?”

A voz de Afonso cortou a madrugada dentro da estufa. Laura ergueu o rosto devagar, as mãos ainda sujas de terra, uma muda de rosa azul apoiada no colo como se fosse algo frágil demais para ser largado no susto.

“Ninguém me deu”, ela respondeu, calma. “Mas se eu não plantasse hoje, ela não pegava.”

Afonso apertou a mandíbula. Milionário, dono de clínicas, homem acostumado a controlar tudo. E agora uma babá simples estava ajoelhada no jardim da casa dele, à meia-noite, como se conhecesse aquele lugar melhor do que ele.

Três semanas antes, quando Laura entrou na mansão, ele já estava sem paciência. Quatro babás tinham ido embora em oito meses. Tomás, o filho de cinco anos, não aceitava nenhuma. Ficava calado, arredio, duro.

“Você sabe lidar com criança difícil?”, Afonso perguntou, sem nem mandar ela sentar.

Laura segurou o olhar dele.

“Sei lidar com criança triste. Às vezes é a mesma coisa.”

A frase incomodou. Mesmo assim, ele contratou.

Na segunda-feira, Tomás apareceu na cozinha e perguntou:

“Você sabe fazer bolo de fubá?”

“Sei. Mas só se você mexer a massa comigo”, Laura respondeu.

Foi a primeira vez, em meses, que Afonso ouviu o filho rir.

Na quinta, viu pela janela Laura ajoelhada num canteiro vazio, plantando uma flor azul. Na semana seguinte, outra. Depois outra. Sempre quinta-feira. Sempre no mesmo canto.

Dulce, a governanta, foi a primeira a levar veneno em forma de aviso.

“Essa mulher pegou a chave do portão lateral. E entra no jardim como se mandasse aqui.”

Afonso passou a observar. Laura lia com Tomás no banco de pedra. Ensinava nome de planta. Inventava história. O menino, que mal falava com ninguém, começou a esperar por ela.

Até aquela madrugada na estufa.

“Rosa azul não nasce do nada”, Afonso disse, encarando as mudas. “De onde veio isso?”

Laura ficou de pé.

“Do homem que me ensinou a cuidar do que ainda está vivo.”

Afonso franziu a testa. Antes que perguntasse mais, um envelope caiu da bolsa dela. Ele pegou. Dentro, uma foto antiga.

Laura, bem mais nova. E um homem de chapéu de palha, sorrindo num jardim simples.

Afonso empalideceu.

“Valdemar…”

Laura viu o nome sair da boca dele e assentiu.

“Seu pai.”

O silêncio ficou pesado.

“Você conheceu meu pai?”, ele perguntou, mais baixo.

“Ele me acolheu quando eu tinha dezesseis anos e não tinha ninguém.” Laura respirou fundo. “E falava do senhor mais do que devia.”

Afonso sentiu o chão mudar.

“Essas rosas… por quê?”

Laura olhou para as mudas.

“Seu pai dizia que rosa azul afasta a tristeza de dentro de casa. Que toda quinta-feira era dia de lembrar que ainda existe beleza, mesmo quando a gente só enxerga perda.”

A voz dele falhou.

“Ele… está vivo?”

Laura sustentou o olhar.

“Está. No Antônio Bezerra. Na mesma casa. No mesmo jardim. Esperando sem cobrar.”

Na manhã seguinte, Afonso entrou no carro sem avisar ninguém. Quando parou diante da casa simples, viu o pai agachado na terra, de chapéu de palha, cercado de rosas azuis.

Valdemar levantou devagar. Os dois se encararam por um segundo comprido demais.

“Eu devia ter vindo antes”, Afonso disse.

O velho limpou a mão na calça e respondeu:

“Veio agora. É o que importa.”

Horas depois, de volta à mansão, Laura viu Afonso ajoelhado no canteiro, tentando firmar uma nova muda na terra.

“Assim?”, ele perguntou.

Ela se aproximou, corrigiu a posição da flor e sorriu de leve.

“Assim. Com mais cuidado.”

Ele levantou os olhos para ela.

“Fica, Laura. Não só pelo Tomás. Fica por nós.”

E, pela primeira vez em muitos anos, aquela casa pareceu respirar.

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