“Vim Trabalhar Até Pagar a Dívida do Meu Pai” — Disse o Jovem… O Fazendeiro Riu Até Ele Salvar a Safra…

— Vim trabalhar até pagar cada centavo que meu pai deve.

Norberto riu na cara de Davi.

— Você? Seu pai não conseguiu pagar e agora manda o filho fazer serviço de homem?

Davi apertou o velho chapéu de Severino.

— Meu pai não mandou ninguém. Eu vim porque quis.

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— Então vamos descobrir quanto dura essa coragem. Cássio! Manda ele limpar as valas do fundo.

O capataz sorriu.

— Pega aquela enxada quebrada, moleque. E não reclama do sol.

Davi engoliu a humilhação e foi.

Os R$ 3.200 tinham sido emprestados quando Marlene, sua mãe, precisou de uma cirurgia. Severino vinha pagando aos poucos, até uma pneumonia deixá-lo preso à cama.

Davi decidiu assumir o restante.

Naquela tarde, enquanto retirava lama de uma vala, percebeu algumas folhas amareladas no talhão de soja.

Largou a enxada e chamou Cássio.

— Tem alguma coisa errada nessas plantas.

— Trabalha aqui há quatro horas e já quer ensinar agricultura?

— Eu já vi manchas assim na agropecuária onde trabalho.

Cássio apontou para a vala.

— Volta pro seu lugar.

Davi obedeceu.

Mas, antes de ir embora, amarrou pequenos barbantes nas plantas afetadas.

Chico, o funcionário mais antigo, viu.

— Pra que marcar isso?

— Pra saber amanhã se aumentou.

Na manhã seguinte, Chico voltou ao local.

E arregalou os olhos.

A mancha tinha ultrapassado quase todas as marcações.

— Seu Norberto! Venha aqui agora!

Norberto chamou um técnico.

Depois de examinar as folhas, o homem ficou sério.

— É fungo. E com a tempestade prevista, isso pode tomar o talhão inteiro.

Cássio tentou minimizar.

— O garoto pode ter acertado por sorte.

O técnico apontou para os barbantes.

— Sorte não identifica exatamente onde uma doença começou.

Norberto ficou sem graça.

Imediatamente mandou todos tratarem a plantação.

Davi passou horas mostrando os focos.

Até um vizinho chegar correndo.

— Davi! Seu pai piorou! Levaram ele pro hospital!

Ele correu para a cidade.

Ao encontrar Severino usando oxigênio, decidiu:

— Não volto mais pra fazenda.

O pai segurou seu braço.

— Vai voltar, sim.

— Mas o senhor está aqui!

— E estou sendo cuidado. Você enxergou algo que ninguém enxergou. Termine o que começou.

Davi voltou naquela madrugada.

A tempestade começou enquanto os trabalhadores aplicavam o tratamento.

Eles terminaram debaixo de chuva.

Três dias depois, veio a confirmação.

— O fungo foi controlado.

Norberto reuniu todos os peões.

Cássio abaixou a cabeça.

— Foi Davi quem avisou primeiro. Eu não escutei.

Norberto encarou o rapaz.

— Você veio pagar R$ 3.200.

Davi esperou.

— Mas salvou uma safra que vale muitas vezes isso. A dívida do seu pai acabou.

Então estendeu a mão.

— E, se quiser continuar aqui, amanhã você não pega enxada. Quero você cuidando da lavoura.

Davi apertou aquela mão usando o mesmo chapéu que carregava quando foi humilhado no portão.

Ele entrou naquela fazenda como filho de um devedor.

E ficou porque provou que seu valor nunca poderia ser medido por uma dívida.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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