
RIRAM QUANDO ELA DISSE QUE PEDIRIA O RAPAZ EM NAMORO… E A RESPOSTA DELE A SURPREENDEU…
— Você vai pedir o filho da lavadeira em namoro? Josefina, tenha vergonha!
— Vergonha eu teria de casar com um homem que não amo só porque ele tem dinheiro.
Dálcia caiu na risada.
— Prima, você é filha do homem mais rico da cidade! Cristóvão nem casa própria tem!
Josefina largou o guardanapo sobre a mesa.
- A CASA EM RUÍNAS QUE ELA HERDOU GUARDAVA SOB O PISO UMA PARTE DESCONHECIDA DE SUA HISTÓRIA
- “EU NÃO SEI COMO AMAR ALGUÉM”, CONFESSOU ELE… E ELA TOCOU SEU ROSTO: “DEIXA QUE EU TE ENSINO”
- AOS 81 ANOS ELA VENDIA OVOS PARA SOBREVIVER… ATÉ QUE UM DESCONHECIDO BATEU À SUA PORTA E TUDO MUDOU
- AOS 86 ANOS, PERDEU TUDO E COMPROU UM VELHO GALPÃO POR 200 REAIS… O QUE ENCONTROU LÁ MUDOU SUA VIDA
- AOS 82 ANOS, ELA CAVOU A TERRA PARA NÃO PASSAR FOME… MAS O QUE ENCONTROU MUDOU TUDO
— Mas tem uma coisa que muito homem rico daqui nunca teve: caráter.
As primas riram ainda mais.
Só dona Genoveva, a avó, não achou graça.
— Deixem a menina. Coragem incomoda quem passou a vida escolhendo pelo medo.
Josefina tinha decidido.
Era 1952.
Cristóvão trabalhava como marceneiro e evitava até conversar com ela por acreditar que um homem pobre jamais poderia namorar a filha de seu Amâncio, dono do maior armazém da região.
Na quinta-feira seguinte, Josefina entrou no pequeno galpão onde ele trabalhava.
— Cristóvão, olha para mim.
Ele largou a plaina.
— Senhorita Josefina… aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu. Eu cansei de esperar você criar coragem.
Cristóvão empalideceu.
— Esperar o quê?
Ela chegou mais perto.
— Você gosta de mim?
— Não devia perguntar isso.
— Então gosta.
Cristóvão respirou fundo.
— Gosto. Mais do que devia. Mas eu sou filho de lavadeira. A cidade inteira vai rir da senhora.
— Já riram hoje.
Ele ergueu os olhos.
— Por quê?
— Porque eu disse que viria pedir você em namoro.
Cristóvão ficou sem reação.
Josefina continuou:
— Você aceita?
Ele demorou alguns segundos.
— Não.
O coração dela despencou.
— Não?
Cristóvão endireitou os ombros.
— Não vou deixar você fazer sozinha uma coisa que é dos dois.
Josefina franziu a testa.
— O que isso significa?
— Significa que amanhã eu mesmo vou falar com seu pai.
Ela quase chorou.
No dia seguinte, Cristóvão apareceu no armazém.
Seu Amâncio foi direto:
— Minha filha não vai passar necessidade com marceneiro.
Cristóvão não discutiu.
— Hoje talvez eu ainda não consiga oferecer o que o senhor espera. Mas vou construir.
— Então volte quando tiver construído.
Cristóvão voltou.
Quinze meses depois.
Levou as contas da marcenaria, uma pequena escritura e dinheiro guardado.
— Não fiquei rico. Mas tudo isso é meu e foi conquistado honestamente. Eu amo sua filha.
Seu Amâncio analisou os papéis.
Depois estendeu a mão.
— Você é teimoso.
— Sou.
— Ainda bem. Trate bem da minha menina.
Anos depois, a pequena marcenaria virou uma fábrica.
Josefina e Cristóvão criaram quatro filhos e envelheceram juntos.
As primas que riram nunca mais tocaram no assunto.
E sempre que alguém perguntava se Josefina se arrependia de ter tomado a iniciativa, ela respondia:
— Dinheiro se constrói. Caráter, não. Minha maior sorte foi não ter dado ouvidos a quem ria de mim.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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