RIRAM QUANDO ELA DISSE QUE PEDIRIA O RAPAZ EM NAMORO… E A RESPOSTA DELE A SURPREENDEU…

— Você vai pedir o filho da lavadeira em namoro? Josefina, tenha vergonha!

— Vergonha eu teria de casar com um homem que não amo só porque ele tem dinheiro.

Dálcia caiu na risada.

— Prima, você é filha do homem mais rico da cidade! Cristóvão nem casa própria tem!

Josefina largou o guardanapo sobre a mesa.

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— Mas tem uma coisa que muito homem rico daqui nunca teve: caráter.

As primas riram ainda mais.

Só dona Genoveva, a avó, não achou graça.

— Deixem a menina. Coragem incomoda quem passou a vida escolhendo pelo medo.

Josefina tinha decidido.

Era 1952.

Cristóvão trabalhava como marceneiro e evitava até conversar com ela por acreditar que um homem pobre jamais poderia namorar a filha de seu Amâncio, dono do maior armazém da região.

Na quinta-feira seguinte, Josefina entrou no pequeno galpão onde ele trabalhava.

— Cristóvão, olha para mim.

Ele largou a plaina.

— Senhorita Josefina… aconteceu alguma coisa?

— Aconteceu. Eu cansei de esperar você criar coragem.

Cristóvão empalideceu.

— Esperar o quê?

Ela chegou mais perto.

— Você gosta de mim?

— Não devia perguntar isso.

— Então gosta.

Cristóvão respirou fundo.

— Gosto. Mais do que devia. Mas eu sou filho de lavadeira. A cidade inteira vai rir da senhora.

— Já riram hoje.

Ele ergueu os olhos.

— Por quê?

— Porque eu disse que viria pedir você em namoro.

Cristóvão ficou sem reação.

Josefina continuou:

— Você aceita?

Ele demorou alguns segundos.

— Não.

O coração dela despencou.

— Não?

Cristóvão endireitou os ombros.

— Não vou deixar você fazer sozinha uma coisa que é dos dois.

Josefina franziu a testa.

— O que isso significa?

— Significa que amanhã eu mesmo vou falar com seu pai.

Ela quase chorou.

No dia seguinte, Cristóvão apareceu no armazém.

Seu Amâncio foi direto:

— Minha filha não vai passar necessidade com marceneiro.

Cristóvão não discutiu.

— Hoje talvez eu ainda não consiga oferecer o que o senhor espera. Mas vou construir.

— Então volte quando tiver construído.

Cristóvão voltou.

Quinze meses depois.

Levou as contas da marcenaria, uma pequena escritura e dinheiro guardado.

— Não fiquei rico. Mas tudo isso é meu e foi conquistado honestamente. Eu amo sua filha.

Seu Amâncio analisou os papéis.

Depois estendeu a mão.

— Você é teimoso.

— Sou.

— Ainda bem. Trate bem da minha menina.

Anos depois, a pequena marcenaria virou uma fábrica.

Josefina e Cristóvão criaram quatro filhos e envelheceram juntos.

As primas que riram nunca mais tocaram no assunto.

E sempre que alguém perguntava se Josefina se arrependia de ter tomado a iniciativa, ela respondia:

— Dinheiro se constrói. Caráter, não. Minha maior sorte foi não ter dado ouvidos a quem ria de mim.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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