“EU NÃO SEI COMO AMAR ALGUÉM”, CONFESSOU ELE… E ELA TOCOU SEU ROSTO: “DEIXA QUE EU TE ENSINO”

— CASEIRO É BOM PARA SERVIR CAFÉ, NÃO PARA DAR OPINIÃO SOBRE NEGÓCIOS.

Paulo apertou a bandeja nas mãos.

Helena se levantou imediatamente.

— Repete isso, Otávio.

— Helena, sente-se — ordenou o pai.

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— Não. E também não vou me casar com ele para pagar dívida nenhuma.

O coronel Alencar sorriu.

— Então você tem 60 dias para conseguir quatro milhões e duzentos mil reais.

A Fazenda Santa Clara estava à beira da falência.

Helena havia acabado de voltar formada em agronomia e descobrira que o pai prometera seu casamento em troca do perdão da dívida.

Naquela mesma noite, procurou Paulo.

Ele trabalhava ali desde os 14 anos e conhecia cada pedaço daquela terra.

— O talhão 14 pode produzir café especial.

— Em 60 dias?

— Você acha impossível?

Paulo a encarou.

— Acho perigoso.

— Então me ajuda.

Na manhã seguinte, ele já esperava na caminhonete.

Durante semanas, trabalharam juntos.

Helena trazia ciência.

Paulo conhecia a terra.

E entre discussões, noites sem dormir e mãos que se tocavam por acidente, aquilo que ambos escondiam havia anos começou a aparecer.

Até a tempestade.

Helena ficou presa no talhão tentando salvar o último lote.

Paulo surgiu no meio da chuva.

— LARGA ESSES GRÃOS!

— É a nossa única chance!

Ele correu e começou a ajudá-la.

Os dois acabaram refugiados num galpão.

Helena se aproximou.

— Por que você sempre foge de mim?

— Porque seu pai me tirou da rua. Eu devo tudo a ele.

— E o que sente por mim?

Paulo tentou recuar.

Ela não deixou.

Então aquele homem que ninguém jamais tinha visto chorar finalmente perdeu a força.

— Minha mãe morreu. Meu pai foi embora. Aprendi a trabalhar, obedecer e sobreviver.

Os olhos dele ficaram marejados.

— Mas eu não sei como amar alguém.

Helena tocou seu rosto.

— Deixa que eu te ensino.

E o beijou.

Mas dias depois tudo desabou.

Planilhas apareceram mostrando que Paulo estaria desviando café.

Francisco chamou o homem que criara como filho.

— Eu confiei em você por 23 anos.

— Eu nunca roubei nada.

— Está demitido.

Paulo saiu da fazenda com uma mala velha.

Helena não aceitou.

Investigou os registros e descobriu que Renata, funcionária do financeiro, havia falsificado tudo em troca de um emprego oferecido pelos Alencar.

Francisco encontrou Paulo trabalhando numa oficina.

— Eu errei, filho.

Paulo levantou os olhos.

— Filho?

Francisco engoliu o orgulho.

— Volta para casa.

Naquele mesmo dia chegou o resultado do café.

Helena reuniu todos.

— O talhão 14 conseguiu 89,5 pontos!

A venda seria suficiente para pagar toda a dívida.

Quando Paulo atravessou novamente o portão, Helena correu até ele.

— Ainda tenho medo de não saber te amar direito.

Ela segurou seu rosto.

— Então aprende comigo.

Francisco colocou a mão no ombro dele.

— E dessa vez, ninguém vai mandar você embora da sua própria casa.

Paulo olhou para Helena e finalmente entendeu.

Passara a vida acreditando que precisava trabalhar para merecer um lugar.

Mas amor de verdade não exige que alguém prove seu valor todos os dias.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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