
“EU NÃO SEI COMO AMAR ALGUÉM”, CONFESSOU ELE… E ELA TOCOU SEU ROSTO: “DEIXA QUE EU TE ENSINO”
— CASEIRO É BOM PARA SERVIR CAFÉ, NÃO PARA DAR OPINIÃO SOBRE NEGÓCIOS.
Paulo apertou a bandeja nas mãos.
Helena se levantou imediatamente.
— Repete isso, Otávio.
— Helena, sente-se — ordenou o pai.
- A CASA EM RUÍNAS QUE ELA HERDOU GUARDAVA SOB O PISO UMA PARTE DESCONHECIDA DE SUA HISTÓRIA
- AOS 81 ANOS ELA VENDIA OVOS PARA SOBREVIVER… ATÉ QUE UM DESCONHECIDO BATEU À SUA PORTA E TUDO MUDOU
- AOS 86 ANOS, PERDEU TUDO E COMPROU UM VELHO GALPÃO POR 200 REAIS… O QUE ENCONTROU LÁ MUDOU SUA VIDA
- AOS 82 ANOS, ELA CAVOU A TERRA PARA NÃO PASSAR FOME… MAS O QUE ENCONTROU MUDOU TUDO
- ELA ABANDONOU O MARIDO POBRE PELO AMANTE… SEM SABER QUE ELE ACABARA DE HERDAR US$ 71 BILHÕES
— Não. E também não vou me casar com ele para pagar dívida nenhuma.
O coronel Alencar sorriu.
— Então você tem 60 dias para conseguir quatro milhões e duzentos mil reais.
A Fazenda Santa Clara estava à beira da falência.
Helena havia acabado de voltar formada em agronomia e descobrira que o pai prometera seu casamento em troca do perdão da dívida.
Naquela mesma noite, procurou Paulo.
Ele trabalhava ali desde os 14 anos e conhecia cada pedaço daquela terra.
— O talhão 14 pode produzir café especial.
— Em 60 dias?
— Você acha impossível?
Paulo a encarou.
— Acho perigoso.
— Então me ajuda.
Na manhã seguinte, ele já esperava na caminhonete.
Durante semanas, trabalharam juntos.
Helena trazia ciência.
Paulo conhecia a terra.
E entre discussões, noites sem dormir e mãos que se tocavam por acidente, aquilo que ambos escondiam havia anos começou a aparecer.
Até a tempestade.
Helena ficou presa no talhão tentando salvar o último lote.
Paulo surgiu no meio da chuva.
— LARGA ESSES GRÃOS!
— É a nossa única chance!
Ele correu e começou a ajudá-la.
Os dois acabaram refugiados num galpão.
Helena se aproximou.
— Por que você sempre foge de mim?
— Porque seu pai me tirou da rua. Eu devo tudo a ele.
— E o que sente por mim?
Paulo tentou recuar.
Ela não deixou.
Então aquele homem que ninguém jamais tinha visto chorar finalmente perdeu a força.
— Minha mãe morreu. Meu pai foi embora. Aprendi a trabalhar, obedecer e sobreviver.
Os olhos dele ficaram marejados.
— Mas eu não sei como amar alguém.
Helena tocou seu rosto.
— Deixa que eu te ensino.
E o beijou.
Mas dias depois tudo desabou.
Planilhas apareceram mostrando que Paulo estaria desviando café.
Francisco chamou o homem que criara como filho.
— Eu confiei em você por 23 anos.
— Eu nunca roubei nada.
— Está demitido.
Paulo saiu da fazenda com uma mala velha.
Helena não aceitou.
Investigou os registros e descobriu que Renata, funcionária do financeiro, havia falsificado tudo em troca de um emprego oferecido pelos Alencar.
Francisco encontrou Paulo trabalhando numa oficina.
— Eu errei, filho.
Paulo levantou os olhos.
— Filho?
Francisco engoliu o orgulho.
— Volta para casa.
Naquele mesmo dia chegou o resultado do café.
Helena reuniu todos.
— O talhão 14 conseguiu 89,5 pontos!
A venda seria suficiente para pagar toda a dívida.
Quando Paulo atravessou novamente o portão, Helena correu até ele.
— Ainda tenho medo de não saber te amar direito.
Ela segurou seu rosto.
— Então aprende comigo.
Francisco colocou a mão no ombro dele.
— E dessa vez, ninguém vai mandar você embora da sua própria casa.
Paulo olhou para Helena e finalmente entendeu.
Passara a vida acreditando que precisava trabalhar para merecer um lugar.
Mas amor de verdade não exige que alguém prove seu valor todos os dias.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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