
RIRAM DO VESTIDO SIMPLES DELA NO BAILE… ATÉ O FAZENDEIRO RECONHECER AQUELE BORDADO
— Você veio ao baile do homem mais rico da região vestida com isso?
— Vim com o melhor que tenho, Fabiana. E não tenho vergonha nenhuma.
Rosalina tentou passar, mas Constância puxou Eloísa pelo braço e riu.
— Olha essas florzinhas! Parece cortina de cozinha.
Rosalina apertou os dedos contra a saia. Aquele vestido simples tinha sido costurado pela mãe pouco antes de morrer.
- O FAZENDEIRO SE DISFARÇOU DE PEÃO… ATÉ VER O CAPATAZ HUMILHAR O FUNCIONÁRIO MAIS ANTIGO DA FAZENDA
- DEIXARAM A FAZENDA DE UM PAI SOLO NEGRO MORRER SEM ÁGUA — ENTÃO SUA FILHINHA FEZ UMA DESCOBERTA INCRÍVEL
- DEIXARAM A FAZENDA DE SEU PAI SECAR — ATÉ ELA DESCOBRIR O QUE HAVIA SOB AQUELA TERRA
- O Fazendeiro Humilhou o Velho Peão Negro Diante de Todos — Horas Depois, Só Ele Podia Salvar a Safra
- NEGRA GRÁVIDA E REJEITADA, ELA CHORAVA NA ESTRADA… ATÉ UM FAZENDEIRO DIZER UMA ÚNICA PALAVRA
Por isso, quando Fabiana tocou no bordado e debochou:
— Aposto que nem custou dinheiro.
Rosalina afastou a mão dela.
— Custou algo que você não saberia comprar.
— O quê?
— Amor.
Antes que Fabiana respondesse, uma voz masculina interrompeu:
— Quem fez esse bordado?
Norberto Aquino, dono da Fazenda Boa Vista e aniversariante daquela noite, estava olhando fixamente para a gola de Rosalina.
Fabiana sorriu depressa.
— Norberto, é só um bordado velho…
— Não perguntei a você.
Ele se aproximou.
— Essas folhas em espiral… quem fez?
— Minha mãe, Elvira.
Norberto empalideceu.
— Onde ela aprendeu?
— Com uma mulher chamada Zulmira.
O copo quase escapou da mão dele.
— Zulmira era minha mãe.
Dias depois, Norberto procurou Rosalina.
Juntos, abriram um antigo baú da falecida Zulmira.
Dentro havia cadernos de bordado.
Norberto folheou até parar numa página.
— Aqui.
Rosalina leu seu sobrenome.
“Elvira Ferraz. Minha aluna mais talentosa.”
Mas outra anotação chamou atenção.
Falava de Anacleto Ferraz, avô de Rosalina, e de uma terra perdida depois de uma dívida.
Norberto começou a investigar.
Semanas depois, apareceu na casa dela com o rosto abatido.
— Rosalina, preciso contar uma coisa.
— Fale.
— Foi meu pai quem tomou as terras do seu avô.
Ela ficou sem reação.
Norberto continuou:
— Criou uma dívida impossível de pagar e depois comprou tudo por quase nada.
Rosalina se levantou.
— Então a riqueza da sua família nasceu também da ruína da minha?
Norberto não tentou se defender.
— Sim.
Ela apontou para a porta.
— Preciso ficar sozinha.
Pouco depois, Rosalina recebeu uma convocação do cartório.
Norberto havia devolvido legalmente uma área equivalente àquela perdida por sua família.
Ela foi procurá-lo.
— Você acha que devolver terra vai fazer eu gostar de você?
— Não.
— Então por que fez isso?
Norberto respondeu sem hesitar:
— Porque era seu. Mesmo que você nunca mais queira olhar para mim.
Rosalina permaneceu calada.
Naquela noite, lembrou das mulheres rindo do vestido simples.
Elas enxergaram pobreza.
Norberto enxergou uma história.
E Rosalina descobriu que o bordado deixado pela mãe não carregava apenas flores.
Carregava a verdade que duas famílias tinham enterrado por décadas.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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