DEIXARAM A FAZENDA DE SEU PAI SECAR — ATÉ ELA DESCOBRIR O QUE HAVIA SOB AQUELA TERRA

— Quer água? Então entregue a última cabra do seu pai.

— Você já levou metade do que a gente tinha, Silvério!

O comerciante abriu um sorriso debochado.

— Sede não aceita desaforo, Elisa. Uma cabra por dois barris. Ou volte para casa com os potes vazios.

Anselmo segurou o braço da filha.

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— Chega. Vamos pagar.

Elisa assistiu à última riqueza da família ser levada.

Lagoa Branca enfrentava cinco anos de seca. Enquanto famílias abandonavam casas e entregavam terras em troca de água, Silvério enriquecia.

Naquela tarde, Elisa foi ao antigo jardim da mãe, Madalena.

Uma coisa chamou sua atenção.

Algumas plantas continuavam verdes.

Ela tocou uma folha.

Estava úmida.

— Pai! Venha ver isso!

Anselmo viu a terra que Elisa começara a cavar e empalideceu.

— Pare agora.

— Por quê?

— Porque certas coisas deveriam continuar enterradas.

A resposta aumentou sua desconfiança.

Dias depois, Elisa conheceu Gabriel, um viajante que carregava uma antiga perfuratriz.

— Quero cavar aqui.

— Procurando água?

— Procurando a verdade.

Gabriel recusou.

Seu irmão Augusto morrera anos antes durante uma perfuração.

Mas, depois de ver outras famílias entregando suas propriedades a Silvério, mudou de ideia.

A primeira escavação fracassou.

Só encontraram barro seco.

Silvério apareceu rindo.

— Eu avisei! Essa mulher está vendendo esperança para vocês!

Elisa foi humilhada diante do povoado.

Mas não desistiu.

Ao limpar uma peça da máquina de Gabriel, encontrou um nome gravado no metal:

MADALENA.

— Esse é o nome da minha mãe.

Gabriel ficou pálido.

Augusto estivera em Lagoa Branca vinte anos antes.

Ele e Madalena haviam descoberto sinais de uma enorme reserva subterrânea.

E tinham sido ameaçados por isso.

Anselmo finalmente confessou:

— Sua mãe descobriu água. Mandaram a gente parar depois que ameaçaram matar você.

Elisa refez as antigas pistas.

Raízes.

Insetos.

Terra fria.

Todas apontavam para o mesmo lugar.

O armazém de Silvério.

Naquela noite, ela viu uma carroça entrar vazia no prédio e sair carregada de barris.

— Gabriel… ele nunca buscou toda aquela água longe.

Os dois descobriram algo ainda pior.

O terreno do armazém não pertencia a Silvério.

Era propriedade coletiva de Lagoa Branca.

Quando perfuraram ao lado do prédio, Silvério correu desesperado.

— PAREM ESSA MÁQUINA!

Tarde demais.

Água começou a jorrar do chão.

Parte do piso do armazém cedeu, revelando um compartimento escondido cheio de barris.

Registros encontrados ali mostraram que Silvério escondia água enquanto aumentava artificialmente as dívidas das famílias.

Ramiro comprava suas terras por quase nada.

E o delegado Estevão ajudava a impedir investigações.

Dessa vez, o povo inteiro viu.

As terras tomadas foram investigadas, o poço ficou sob controle da comunidade e nenhuma família precisou novamente trocar sua casa por água.

Meses depois, a primeira chuva em anos caiu sobre Lagoa Branca.

Anselmo chorou.

Gabriel segurou a mão de Elisa.

E ela olhou para o jardim da mãe.

Madalena tinha partido.

Mas a verdade que plantara debaixo daquela terra finalmente havia florescido.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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