
O CHEFE DA MÁFIA VIU A FILHINHA DA EMPREGADA… ATÉ ELA COPIAR SUA CARA DE FÚRIA
— Quem deixou essa criança entrar no meu escritório?
Soraia correu para pegar Maitê.
— Foi culpa minha, senhor! A babá faltou e eu não tinha com quem deixar ela.
— Mamãe, espera!
A menina de três anos cruzou os braços, franziu as sobrancelhas e fez exatamente a mesma cara de Valentim.
- A TIA ENVIOU ELA COMO EMPREGADA A UMA FAMÍLIA RICA, ACHANDO QUE ELA SE DARIA MAL… MAS FOI O OPOSTO
- SE ABRIR O COFRE, LEVA TUDO! — PROVOCOU O MILIONÁRIO… ATÉ QUE O FILHO DA EMPREGADA FEZ O IMPOSSÍVEL!
- A FILHA DO FAZENDEIRO HUMILHOU A EMPREGADA… SEM SABER QUE ELA HAVIA SALVADO SUA FAMÍLIA
- A FILHA DO FAZENDEIRO HUMILHOU A EMPREGADA… SEM SABER QUE ELA HAVIA SALVADO SUA FAMÍLIA
- A EMPREGADA COCHICHOU: “FINJA QUE DESMAIOU”… E O CASAMENTO TERMINOU EM ESCÂNDALO
Renato, o assistente, quase derrubou o tablet.
Soraia empalideceu.
Ninguém naquela mansão encarava Valentim daquele jeito.
Muito menos zombava dele.
— Maitê, para com isso agora!
Mas Valentim se abaixou diante da menina.
Franziu o rosto ainda mais.
Maitê arregalou os olhos.
Depois caiu na gargalhada.
E, pela primeira vez, Soraia viu o homem mais temido daquela casa sorrir.
— Ela pode ficar.
— Senhor?
— Onde eu possa vê-la.
Depois daquele dia, Maitê passou a aparecer algumas vezes na mansão.
E sempre terminava perto do escritório.
Até lápis de cor surgiram misteriosamente ao lado da escrivaninha de Valentim.
Mas certa tarde, Soraia encontrou algo que destruiu aquela estranha tranquilidade.
Uma fotografia escondida atrás de livros.
Nela estavam Valentim e Dário, seu marido morto havia dois anos.
Quando Valentim entrou, ela ergueu a foto.
— Por que o senhor conhecia meu marido?
Ele não respondeu imediatamente.
— Dário trabalhou para mim.
— Ele morreu num acidente.
Valentim abaixou os olhos.
— Foi isso que disseram.
Soraia sentiu as pernas fraquejarem.
Antes que pudesse exigir explicações, Renato entrou correndo.
— Chefe! Maitê sumiu!
Soraia disparou pelo corredor.
— MAITÊ!
A porta dos fundos estava aberta.
No chão havia apenas um sapatinho amarelo.
— Minha filha… levaram minha filha!
Valentim segurou os ombros dela.
— Eu vou trazer Maitê de volta.
— Por quê? Por que alguém faria isso?
Ele encarou Soraia.
— Porque acreditam que Dário deixou documentos com você.
Horas depois, Maitê foi encontrada em um galpão, assustada, mas viva.
Soraia correu e apertou a filha contra o peito.
Valentim ficou diante das duas.
— Acabou.
— Não acabou — respondeu Soraia. — Quero saber a verdade sobre meu marido.
Dias depois, ela finalmente abriu uma caixa que Dário havia deixado.
Dentro havia relatórios denunciando graves falhas de segurança na construção onde morreu.
Soraia chorou ao perceber.
— Ele estava tentando impedir que outras pessoas morressem.
Valentim assentiu.
— Então vamos terminar o que ele começou.
As provas foram entregues às autoridades e os responsáveis investigados.
Meses depois, Maitê voltou ao escritório.
Olhou para Valentim.
Franziu novamente aquela pequena cara de fúria.
Ele imitou.
Soraia começou a rir.
E Valentim também.
Porque a menina que entrou naquela casa escondida e sem permissão conseguiu algo que homens poderosos jamais haviam conseguido:
fazer um homem acostumado a ser temido lembrar que ainda sabia amar.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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