PESCADOR GANHA NA LOTERIA E ENGANA A ESPOSA PARA NÃO DIVIDIR O PRÊMIO… MAS NO DIA DO DIVÓRCIO…

— Assina logo, Azira. Você fica com a casa e eu fico só com o barco. Está mais do que justo.

Ela afastou a caneta.

— Se é tão justo, por que você está com tanta pressa?

Damião fechou a pasta com força.

— Porque eu quero acabar com isso sem confusão!

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Azira sentiu o golpe. Durante anos, havia tirado dinheiro dos próprios bolos para pagar combustível, redes e consertos daquele barco.

Até o dinheiro guardado para seu curso de confeitaria ela entregara ao marido.

Agora ele queria sair levando apenas a embarcação?

Parecia generoso demais.

Dois dias depois, Azira procurou Anselmo, da Associação dos Pescadores.

— Ele disse que vai continuar pescando?

— Foi.

Anselmo franziu a testa.

— Estranho. Semana passada, Damião me perguntou quanto conseguiria vendendo o barco.

Azira voltou para casa com uma pergunta queimando por dentro.

E começou a observar.

Celular novo.

Dívidas antigas quitadas.

Dinheiro aparecendo sem explicação.

Até que Damião pediu:

— Pega o documento do barco na pasta azul.

Azira abriu a pasta.

Atrás de uma folha, encontrou o resultado de uma loteria.

Havia números marcados.

Um protocolo.

E uma palavra escrita pela letra do marido:

“PREMIADO”.

Ela fotografou tudo.

No dia seguinte, mostrou ao advogado Estevão.

Ele conferiu cuidadosamente.

— Azira… essa aposta ganhou um prêmio muito alto.

Ela perdeu o ar.

— Quando?

Estevão mostrou a data.

Era o mesmo sábado em que Azira havia entregado um bolo de casamento e dado dinheiro ao marido para comprar pão.

Damião usara o troco para apostar.

E depois de ganhar, pediu o divórcio tentando esconder a fortuna.

Azira não confrontou o marido.

Apenas voltou para casa.

Dias depois, aproximou-se dele.

— Pode marcar o divórcio.

Damião quase sorriu.

— Finalmente entendeu.

Na reunião, ele repetiu:

— Azira fica com a casa. Eu fico com meu barco.

Estevão colocou alguns documentos sobre a mesa.

— Antes, precisamos incluir o prêmio da loteria adquirido durante o casamento.

Damião empalideceu.

— Que prêmio?

Azira finalmente encarou o homem com quem dividira tantos anos.

— Você ia mesmo embora sem me contar?

— O bilhete era meu! — ele explodiu. — Eu comprei!

Azira respondeu:

— Com o troco do pão.

Ele travou.

— E aquele dinheiro saiu do bolo que eu fiz. Quando seu motor quebrava, meu dinheiro era nosso. Quando faltava comida, meu dinheiro era nosso. Mas quando apareceram milhões… virou só seu?

Damião não conseguiu responder.

A fortuna foi dividida legalmente.

Depois, ele ainda tentou voltar.

— Com esse dinheiro podemos começar de novo.

Azira negou.

— Eu perdi o marido antes de descobrir o prêmio. Foi quando você decidiu que eu só servia para dividir as dificuldades.

Com sua parte, Azira comprou a batedeira que desejara por dez anos, fez o curso de confeitaria e abriu seu próprio negócio.

Anos depois, Damião voltou ao mar trabalhando no barco de outra pessoa.

E Azira?

Transformou os “bolinhos” que ele desprezava numa confeitaria conhecida em toda a região.

Porque dinheiro revelou quem Damião era.

Mas também deu a Azira a oportunidade de descobrir quem ela sempre poderia ter sido.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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