O Fazendeiro Rico e a Jovem Empregada Vivem Uma História de Amor — A Última Primavera

— Você não precisa ficar aqui depois do horário.

— E deixar sua mãe sozinha hoje? Eu fico.

Augusto encarou Rosilene por alguns segundos.

— Você trabalha demais.

— Alguém precisa fazer o que é certo.

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Foi assim que ela entrou na vida dele.

Rosilene tinha apenas 20 anos e começara a trabalhar na fazenda para substituir Laura, funcionária antiga da família.

A principal tarefa era ajudar dona Helena, mãe de Augusto, que enfrentava um câncer avançado.

— Quero ver o lago mais uma vez — pediu Helena certa manhã.

Augusto hesitou.

Rosilene respondeu primeiro:

— Então nós vamos levar a senhora.

Sentada diante da água, Helena segurou a mão dos dois.

— Vocês fazem essa casa parecer viva novamente.

Augusto desviou o olhar.

Talvez porque soubesse que aquilo não duraria.

Dias depois, Helena piorou.

No hospital, chamou Rosilene para perto.

— Cuida do meu filho.

— A senhora mesma vai cuidar.

Helena sorriu.

— Você ainda não percebeu… mas Deus colocou vocês dois no caminho um do outro.

Naquela noite, ela morreu.

Augusto se trancou no quarto.

Um dia.

Dois.

Três.

Quando finalmente abriu a porta, encontrou Rosilene sentada no corredor.

— Você ficou aí esse tempo inteiro?

— Eu prometi que não deixaria você sozinho.

Augusto chorou pela primeira vez na frente dela.

Depois disso, a amizade cresceu.

Jantares simples.

Conversas na varanda.

Passeios pela fazenda.

Até que, diante do lago, Augusto segurou sua mão.

— Você apareceu quando eu estava perdendo tudo.

Rosilene ficou nervosa.

— Seu Augusto…

— Augusto.

Ela sorriu.

— Augusto.

Mas nem todos aceitaram aquela aproximação.

Priscila, irmã dele, voltou para casa e encontrou Rosilene morando na fazenda.

— Empregada agora mora com patrão?

Rosilene endureceu o rosto.

— Estou aqui porque Augusto pediu.

Dias depois, Priscila e uma amiga humilharam Rosilene, mandaram que ela refizesse almoço, limpasse banheiro e ainda quebraram seu celular.

— Eu vou embora — disse Rosilene chorando.

Augusto chegou naquele instante.

— Quem fez isso?

Priscila cruzou os braços.

— Ela é só empregada.

Augusto virou para a irmã.

— Sai da minha casa.

— Você está me expulsando por causa dela?

— Estou expulsando você pela forma como tratou alguém que nunca lhe fez mal.

Depois, encontrou Rosilene fazendo as malas.

— Você não vai embora.

— Eu não quero causar problemas na sua família.

Augusto segurou delicadamente as mãos dela.

— Então pare de trabalhar para mim.

Rosilene congelou.

— Como?

Ele se ajoelhou.

— Porque eu não quero mais você como funcionária.

Retirou uma pequena caixa do bolso.

— Quero você como minha esposa.

Rosilene começou a chorar.

— Augusto…

— Você foi minha amiga quando eu estava quebrado. Meu consolo quando perdi minha mãe. E a mulher que trouxe primavera para uma casa que parecia ter morrido junto com ela.

Rosilene olhou para o anel.

Depois para ele.

— Sim.

E naquele instante, Augusto percebeu que a última primavera de dona Helena tinha deixado uma nova começando para os dois.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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