
O Fazendeiro Mais Rico da Região Fez Uma Promessa a Uma Estranha — E Nunca Mais Foi o Mesmo…
“Você jura que volta?” A mulher segurou o braço dele com força no meio da estrada de terra, coberta de poeira, enquanto o céu escurecia e o carro da fazenda ronronava parado logo atrás.
Augusto, o fazendeiro mais rico da região, olhou para aquela desconhecida com a roupa rasgada, o rosto cansado e uma menina pequena agarrada à sua saia. Os peões, dentro da caminhonete, trocaram olhares e um deles cochichou:
“Patrão, isso é encrenca. Vamos embora.”
Augusto não saiu do lugar. A mulher tremia. A menina escondia o rosto no corpo da mãe.
“Eu juro”, ele respondeu. “Mas antes me diz: quem tá perseguindo vocês?”
A mulher respirou fundo, como quem já tinha apanhado demais da vida.
“Meu nome é Lúcia. Meu ex-marido bebe, bate e disse que hoje me mata. Eu só queria chegar na rodoviária com minha filha.”
Um silêncio pesado caiu ali. Augusto apertou o volante do carro e sentiu uma raiva antiga subir pelo peito. Aquela cena cutucava uma ferida que ele carregava desde menino, quando viu a própria mãe implorar ajuda e ninguém abrir a porta.
“Rodoviária nenhuma”, ele disse seco. “Vocês vão pra minha fazenda.”
- “POSSO COMER SUAS SOBRAS?” — UMA GAROTA SEM TETO PERGUNTOU À BILIONÁRIA… E ELA MUDOU TUDO
- SEM SABER QUE O HOMEM NEGRO ERA O NOVO DELEGADO, O POLICIAL O REVISTOU NA FRENTE DE TODOS
- O FAZENDEIRO RICO PAGOU A VIÚVA COM UMA CASA ESCONDIDA NO MEIO DA FLORESTA… POR 10 ANOS DE TRABALHO
- MEUS COLEGAS ME ARRANJARAM UM ENCONTRO COM UMA MULHER SURDA COMO PIADA… ATÉ QUE EU A FIZ SORRIR
- NINGUÉM CONHECIA SEU TALENTO — ATÉ ELA SUBIR AO PALCO E SURPREENDER A TODOS COM SUA VOZ
Os peões arregalaram os olhos.
“Patrão, o senhor nem conhece essa mulher!”
Augusto virou de uma vez.
“Conheço o bastante. Ela tá com medo de morrer.”
Naquela noite, Lúcia e a menina, Marina, dormiram no casarão principal. A notícia correu rápido. No outro dia, no armazém, no posto e até na igreja, só se falava disso.
“Augusto perdeu a cabeça.”
“Botou uma estranha dentro de casa.”
“Mulher sozinha sempre traz problema.”
Ele fingia que não escutava. Mas escutava. E piorou quando Celina, sua noiva, apareceu na varanda furiosa.
“Você enlouqueceu?”, ela disparou. “A cidade inteira tá comentando. Manda essa mulher embora.”
Augusto manteve a voz firme.
“Ela fica até estar segura.”
Celina riu com desprezo.
“Ou até você cansar de bancar herói?”
Lúcia ouviu a frase da cozinha e abaixou os olhos, humilhada. Marina se encolheu atrás dela. Augusto percebeu. E aquilo mexeu mais do que devia.
“Chega, Celina.”
“Você vai me trocar por essa coitada?”
“Eu vou te deixar, se você continuar sem coração.”
A noiva saiu pisando duro, batendo a porta. E com ela saiu também a última paz que havia naquela casa.
Os dias passaram, e Lúcia começou a ajudar no que podia. Organizou a despensa, cuidou da menina sem reclamar, tratou os funcionários com respeito e, aos poucos, o casarão frio começou a parecer lar. Augusto percebeu isso nas pequenas coisas: na mesa posta cedo, no riso de Marina correndo pelo quintal, no jeito simples de Lúcia agradecer até por um café.
Mas a promessa cobrou preço alto.
Numa tarde, o ex-marido apareceu armado na porteira, gritando:
“Devolve minha mulher!”
Os peões recuaram. Lúcia gelou. Marina chorou agarrada nas pernas dela. Augusto desceu da varanda sem correr, mas com os olhos duros.
“Ela não é sua.”
“Você vai bancar o salvador agora?”, o homem cuspiu.
Augusto parou na frente dele.
“Hoje, não.”
O sujeito levantou a arma, mas antes que apertasse o gatilho, a polícia surgiu atrás. Augusto já tinha denunciado tudo em silêncio dias antes. O homem foi algemado ali mesmo, berrando ameaças, enquanto Lúcia desabava em choro.
Quando tudo terminou, ela olhou para Augusto com o rosto molhado.
“Por que o senhor fez isso por mim?”
Ele demorou um segundo. Depois respondeu baixo:
“Porque um dia ninguém fez pela minha mãe. E eu prometi que, se pudesse, nunca mais viraria as costas.”
Lúcia chorou ainda mais. Marina soltou a mão da mãe e abraçou as pernas dele.
Naquele instante, Augusto entendeu que a promessa feita a uma estranha não tinha salvado só duas vidas.
Tinha salvado a dele também.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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