
O FAZENDEIRO FALIDO RIU AO ENTREGAR A TERRA SECA… ATÉ ELA REVELAR O QUE HAVIA EMBAIXO
— Fica com essa terra morta. É o máximo que uma peoa como você merece.
— Então assine dizendo que ela é minha.
Sirdônio riu e jogou o papel no chão.
— Assino até duas vezes. Aqui não nasce nem esperança.
Efigênia recolheu o documento da poeira.
— Depois não diga que eu roubei nada do senhor.
- O FAZENDEIRO RICO PAGOU A VIÚVA COM UMA CASA ESCONDIDA NO MEIO DA FLORESTA… POR 10 ANOS DE TRABALHO
- UM FAZENDEIRO RICO CORTOU A ÁGUA DA PRÓPRIA FILHA — ATÉ QUE ELA DESCOBRIU UMA NASCENTE ESCONDIDA
- “POSSO SER O PAI” — DISSE O FAZENDEIRO… MAS NINGUÉM ESPERAVA O QUE ELE FEZ DEPOIS
- UMA GRANDE VENTANIA ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DELA… ENTÃO ELA AS RECONHECEU
- UM TORNADO ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DE UM GAROTO NEGRO… ENTÃO ELE DESCOBRIU A VERDADE
Durante vinte e dois meses, ela trabalhara na Fazenda Boa Vista sem receber salário. Agora, falido e cheio de dívidas, Sirdônio entregava justamente o pior pedaço da propriedade para quitar o que devia.
Os empregados riram.
Efigênia não.
Naquela mesma noite, caminhou até um velho juazeiro no centro do terreno.
Ajoelhou-se e tocou o chão.
— Voltei, vô.
Quando era criança, seu avô Casimiro tinha sido dono daquele pedaço.
Também era conhecido na região inteira por encontrar água onde ninguém encontrava.
Antes de morrer, contou à neta que sua propriedade havia sido tomada pela família de Sirdônio através de uma dívida falsa.
E deixou uma instrução:
— Se essa terra voltar para nossa família, procure perto do juazeiro. O que enterrei ali vai contar a verdade.
Efigênia esperou escurecer.
Cavou durante horas.
Até a pá bater em metal.
Dentro de uma velha lata havia a escritura original do avô, documentos denunciando a fraude e um caderno cheio de mapas.
Mas uma página fez suas mãos tremerem.
“Debaixo desta terra passa o maior veio de água da região.”
Efigênia olhou para o chão rachado.
— Então era isso…
Dias depois, uma empresa interessada em comprar a fazenda enviou um especialista.
Ele examinou o terreno com aparelhos e ficou impressionado.
— A senhora sabe o que existe aqui embaixo?
— Sei.
— Há água suficiente para abastecer propriedades inteiras.
A notícia chegou a Sirdônio.
Ele apareceu furioso.
— Você me enganou!
Efigênia ficou diante dele.
— O senhor me deu esta terra rindo.
— Quero de volta!
— Não.
— Eu vou à Justiça!
Ela retirou os documentos de uma pasta.
— Ótimo. Aproveitamos e mostramos como seu pai tomou esta mesma terra do meu avô usando uma dívida falsificada.
Sirdônio empalideceu.
— Quem é você?
Efigênia finalmente respondeu:
— Efigênia Ramirez. Neta de Casimiro Ramirez. O homem que sua família colocou para fora daqui.
Ele perdeu a voz.
Mas a maior surpresa ainda veio depois.
Uma empresa ofereceu uma fortuna pela terra.
Efigênia recusou.
— Você ficou louca? — perguntou Sirdônio. — Pode ficar rica!
Ela respondeu:
— Meu avô escreveu que essa água nunca deveria pertencer a um homem só.
Tempos depois, parte da nascente passou a abastecer famílias da região que sofriam todos os anos com a seca.
E na entrada da propriedade, Efigênia colocou uma placa:
“Chamaram esta terra de inútil porque só olhavam para a superfície.”
Sirdônio perdeu quase toda a fazenda.
E a mulher que ele tentou humilhar terminou devolvendo água às mesmas famílias que durante décadas dependeram dos poderosos para matar a sede.
Porque algumas riquezas permanecem escondidas justamente até chegarem às mãos de quem sabe o verdadeiro valor delas.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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