
O CHEF DO FAZENDEIRO ADOECEU NO JANTAR — “EU SEI COZINHAR”, DISSE A GAROTA QUE LAVAVA OS PRATOS
— O jantar está perdido! Seu Anselmo não consegue nem ficar em pé!
— Eu sei cozinhar.
Dona Eunice virou imediatamente para Marina.
— Você? Você lava pratos.
Marina apertou o avental molhado.
- DEBOCHARAM DA ROUPA DA BOIADEIRA NO BAILE… E O FAZENDEIRO RICO ESCOLHEU DANÇAR COM ELA
- ELA ACHOU QUE ELE TAMBÉM PROCURAVA EMPREGO… SEM SABER QUE ERA O DONO DA FAZENDA
- “NÃO VENDA A FAZENDA!”, GRITOU A EMPREGADA… ENTÃO O FAZENDEIRO RASGOU O CONTRATO
- Ele Comprou uma Fazenda Cortada por Torres… Até Descobrir o Que Passava Por Cima de Suas Terras
- As Mulheres Zombaram do Vestido Dela no Baile… Até o Rico Fazendeiro Convidá-la Para Dançar
— Eu lavo pratos aqui. Mas aprendi a cozinhar com minha mãe.
Quase quarenta convidados chegariam naquela noite à Fazenda Santa Augusta. Empresários, produtores e gente importante da região.
O cozinheiro estava com febre alta.
E não havia substituto.
Eunice soltou uma risada curta.
— Isso não é comida de empregado. É um jantar importante.
Marina sustentou o olhar.
— Então me deixe tentar.
Augusto Nogueira, dono da fazenda, apareceu à porta.
— O que você faria?
Marina respondeu sem hesitar:
— Pernil assado, frango recheado, arroz com castanhas, mandioca gratinada, legumes e pudim.
Augusto olhou para a mãe.
— Ela assume a cozinha.
Horas depois, Marina comandava pessoas que até aquela manhã davam ordens a ela.
— Geraldo, cuida da farofa!
— Vera, os frangos agora!
— Marina, o pernil está queimando!
Ela correu.
— Vira a assadeira! Ainda dá para salvar!
Quando o jantar começou, Marina ficou escondida na cozinha.
Então os pratos começaram a voltar.
Vazios.
O pernil acabou.
O frango acabou.
Pediram mais arroz.
Até o pudim desapareceu.
Dalva entrou sorrindo.
— Marina, estão pedindo para conhecer a cozinheira.
Ela subiu ainda com as mãos marcadas pelo sabão e pelo calor.
Eunice a colocou diante dos convidados.
— Mostre suas mãos.
Marina hesitou.
— Minhas mãos?
— Mostre.
Ela abriu as palmas.
Eunice sorriu.
— Quatro anos lavando panelas. E hoje resolveu brincar de cozinheira.
Algumas pessoas riram.
Marina abaixou as mãos.
Então Augusto levantou.
— Qual é o seu nome?
— Marina Alves.
— Obrigado, Marina Alves. Foi o melhor jantar servido nesta casa em anos.
Eunice perdeu o sorriso.
Mas a humilhação não terminou ali.
Semanas depois, ao perceber que Augusto estava se aproximando de Marina, Eunice a chamou.
— Você vai embora hoje.
— Eu fiz alguma coisa?
— Não preciso esperar você fazer.
Marina foi demitida sem receber recomendação.
Mesmo destruída, não implorou.
Conseguiu trabalho num pequeno restaurante da cidade.
Em poucos meses, clientes começaram a aparecer só para comer sua comida.
Depois abriu o próprio negócio:
Restaurante Maria, em homenagem à mãe.
Quase um ano depois, a Fazenda Santa Augusta contratou justamente o restaurante de Marina para um grande evento.
Ao vê-la comandando sua própria equipe, Eunice provocou:
— Parece que esqueceu de onde saiu.
Marina mostrou as mãos.
— Não esqueci. Estas mãos lavaram suas panelas. Depois cozinharam para seus convidados. Hoje elas comandam o meu restaurante.
Augusto se aproximou diante de todos.
— E foi com essas mãos que ela construiu tudo sem precisar de mim.
Então olhou para Marina.
— Agora que você não depende desta fazenda nem de mim… quer casar comigo?
Marina sorriu.
— Quero. Mas meu restaurante continua aberto.
— Combinado.
Ela entrou naquela fazenda pela porta dos fundos, carregando pratos sujos.
Quando voltou, ninguém mais ousou perguntar o que uma lavadora de louças estava fazendo ali.
Porque agora todos sabiam seu nome.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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