DEBOCHARAM DA ROUPA DA BOIADEIRA NO BAILE… E O FAZENDEIRO RICO ESCOLHEU DANÇAR COM ELA

— Você veio assim mesmo? De chapéu e espora? Meu Deus, Iraci!

Iraci encarou Vanessa e respondeu:

— Foi você quem disse que a festa era de roupa de boiadeira.

Vanessa trocou um olhar com as amigas e riu.

— Eu disse? Você deve ter entendido errado.

❤️ MILHARES DE LEITORES CONTINUARAM COM ESTAS HISTÓRIAS:

Iraci compreendeu a armadilha.

Todas as mulheres estavam de vestido longo. Ela era a única de camisa xadrez, calça de trabalho e botas antigas do pai.

— Coitada… — Priscila debochou. — Nem sabe se vestir.

Iraci quase foi embora.

Até Bernardo Teixeira, dono da fazenda e homem mais rico daquela região, atravessar o salão.

Vanessa ajeitou o vestido vermelho, certa de que seria chamada para a primeira dança.

Bernardo passou direto por ela.

Parou diante de Iraci.

— Dona Iraci, me concede esta dança?

Vanessa perdeu o sorriso.

Iraci hesitou.

— O senhor não está vendo como eu vim vestida?

— Estou. E também sei quem salvou meu rebanho quando todo mundo dizia que ele estava perdido.

Ele estendeu novamente a mão.

— Dance comigo.

Iraci aceitou.

As esporas bateram no piso enquanto os dois dançavam.

Ninguém ria mais.

Foi então que Iraci reparou num enorme touro preso num cercado preparado dentro do salão.

— É o Sultão — Bernardo explicou. — Vou comprar esse animal e todo o lote do coronel Bulhões hoje.

Iraci parou.

Ela conhecia aquele touro.

Dias antes, tinha visto o animal andando na fazenda do coronel.

E vira algo que ninguém deveria ignorar.

— Não assine nada ainda.

O coronel Bulhões aproximou-se imediatamente.

— Bernardo, você vai escutar uma peoa agora?

Vanessa aproveitou:

— Ela nem sabe escolher roupa para uma festa!

Iraci virou-se para o coronel.

— Então solte o touro.

— Como?

— Se ele é tão bom quanto o senhor diz, deixe todo mundo vê-lo andando.

O coronel tentou impedir.

Bernardo percebeu.

— Abram o cercado.

O touro deu alguns passos.

No terceiro, mancou.

Iraci apontou.

— Perna traseira esquerda. Problema antigo. Esse animal não serve como reprodutor.

O veterinário contratado pelo coronel protestou:

— Eu tenho um laudo!

Iraci respondeu:

— O senhor examinou o papel. Eu estou olhando o boi.

Mandaram o animal andar novamente.

Ele mancou outra vez.

Bernardo encarou o coronel.

— O senhor ia me vender um reprodutor que não reproduz?

Pressionado, Bulhões confessou que sua fazenda estava endividada e que aquela venda seria sua tentativa de evitar a falência.

Então Iraci entendeu também por que Vanessa mentira sobre a roupa.

Queriam transformá-la em motivo de piada antes que ela pudesse denunciar o defeito do touro.

Bernardo olhou para Iraci.

— Eles tentaram fazer todos rirem da única pessoa capaz de descobrir a verdade.

Iraci não comemorou a derrota deles.

Apenas respondeu:

— Roupa bonita engana. Bicho não.

Bernardo estendeu a mão novamente.

— Então agora me concede a última dança?

Iraci sorriu.

— Mesmo com as esporas?

— Principalmente com elas.

E naquela noite, a roupa escolhida para humilhá-la virou justamente o símbolo da mulher que impediu uma fraude diante de toda a região.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

Views: 242

💛 Gostou da história?

Compartilhe com alguém que precisa ler isso hoje.

Compartilhar no Facebook
← Voltar para histórias