MANDARAM A FILHA QUE NINGUÉM QUERIA PARA A FAZENDA MAIS ISOLADA… ELA VIROU O TESOURO DO FAZENDEIRO

— Arrume suas coisas, Deolinda. Amanhã você vai embora.

— Embora para onde, pai?

Rosalina respondeu antes dele:

— Para qualquer lugar onde alguém ainda aceite sustentar você.

Deolinda encarou a madrasta.

❤️ MILHARES DE LEITORES CONTINUARAM COM ESTAS HISTÓRIAS:

— Eu trabalho nesta casa desde menina.

— E continua sendo despesa.

Anacleto abaixou os olhos.

— Um primo conseguiu trabalho para você numa fazenda em São Joaquim. O dono é viúvo. Precisa de ajuda.

Deolinda entendeu.

Não estavam conseguindo trabalho para ela.

Estavam se livrando dela.

Na manhã seguinte, partiu com uma trouxa pequena e a Bíblia que pertencera à mãe.

Na Fazenda das Araucárias, Firmino recebeu-a na varanda.

— Disseram que a senhorita sabe cuidar de casa.

— Sei fazer mais coisas do que me deixavam fazer.

Ele estranhou a resposta.

— Então me mostre.

E ela mostrou.

Aprendeu a cuidar das ovelhas.

Percebia doença antes dos peões.

Organizou a despensa.

Recuperou a horta.

E começou a opinar até sobre as pastagens.

Certo dia, o capataz riu:

— Mulher entendendo de rebanho agora?

Deolinda respondeu:

— A ovelha não pergunta se minha mão é de homem antes de aceitar remédio.

Firmino conteve um sorriso.

Meses depois, numa ida à vila, Aparecida, moça rica que queria se casar com Firmino, cercou Deolinda diante de outras mulheres.

— Não se acostume demais com a casa dele. Empregada continua sendo empregada.

Firmino ouviu.

— E mulher mal-educada continua sendo mal-educada, mesmo usando vestido caro.

Aparecida ficou muda.

Mas a maior prova veio durante uma geada brutal.

— Vamos perder as mudas! — gritou um peão.

Todos correram.

Deolinda percebeu água acumulando na parte baixa do terreno.

— Se isso congelar, mata tudo! Precisamos desviar agora!

— Não dá tempo! — disseram.

Ela pegou a enxada.

— Então parem de falar e me ajudem!

Trabalharam até as mãos perderem a sensibilidade.

Deolinda escorregou no gelo e torceu o tornozelo.

Firmino correu.

— Chega. Você vai para dentro.

— A plantação primeiro.

— Você vale mais que a plantação!

Ela congelou.

Ninguém jamais tinha dito algo parecido.

Ao amanhecer, quase toda a colheita estava salva.

Diante dos trabalhadores, Firmino colocou o casaco sobre os ombros dela.

— Quero deixar uma coisa clara. Quem ainda acha que Deolinda não pertence a esta fazenda pode falar comigo.

Mais tarde, ela entregou a ele uma carta da madrasta ameaçando espalhar mentiras caso não mandasse dinheiro.

Firmino rasgou a carta.

— Aqui você não é peso de ninguém.

Deolinda começou a chorar.

— E se descobrirem de onde eu vim?

Ele segurou as mãos dela.

— Eu sei de onde você veio.

— E mesmo assim…

— Não é “mesmo assim”.

Firmino respirou fundo.

— Foi tudo que você enfrentou que fez de você a mulher que salvou esta fazenda… e salvou a mim também.

Ela ergueu os olhos.

— Deolinda, aqui você será tratada como o tesouro que sempre foi.

Meses depois, diante das araucárias, ele a pediu em casamento.

E a menina mandada embora porque ninguém a queria finalmente descobriu uma verdade:

ela nunca foi difícil de amar.

Só esteve cercada pelas pessoas erradas.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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