“ENTRE PELOS FUNDOS!” — A EX RIU DO PEDREIRO NA FESTA…SEM IMAGINAR QUE ELE ERA O DONO DA CONSTRUTORA

— Eu vim ver minha filha, Larissa. Só isso.

— Então veja de longe. Alice está numa festa importante, não num canteiro de obras.

Caetano apertou o capacete contra o peito. A camisa estava manchada de cimento porque ele tinha saído direto de uma emergência numa obra.

Murilo, noivo de Larissa, aproximou-se.

— Não ouviu? Funcionário entra pela cozinha.

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Caetano encarou o homem.

— Você tem certeza de que quer falar comigo assim?

Murilo riu.

— E você vai fazer o quê? Levantar um muro na minha frente?

Larissa também riu.

Mas uma voz infantil interrompeu os dois.

— Papai!

Alice correu na direção dele.

Larissa segurou a menina pela cintura.

— Não, filha! Olha a roupa dele!

— Solta ela, Larissa.

— Depois você abraça. Quando estiver limpo.

Alice começou a chorar.

— Eu não ligo pra sujeira! É meu pai!

Caetano se abaixou.

— Princesa, olha pra mim. Não chora.

— Você vai embora?

Ele engoliu a dor.

— Não. Prometi que estaria aqui quando você cantasse. E promessa de pai não entra pela porta dos fundos.

Larissa ficou séria.

Murilo apontou para o corredor de serviço.

— Some daqui antes que eu chame a segurança.

Caetano respirou fundo e entrou pelos fundos.

Só que não foi embora.

Poucos minutos depois, Murilo comemorava com investidores.

Naquela noite, ele esperava fechar o maior negócio da vida: vender centenas de apartamentos de duas torres recém-lançadas pela construtora Alicerce Vivo.

Ele ergueu a taça.

— Depois de hoje, ninguém segura a gente.

Larissa sorriu.

— Finalmente a vida que eu mereço.

As luzes diminuíram.

Raimundo, diretor da construtora, apareceu no palco.

— Antes de apresentarmos o empreendimento, preciso chamar a pessoa responsável por tudo isto.

Murilo ajeitou o paletó.

— Agora vem o dono.

Raimundo continuou:

— Um homem que começou carregando tijolos ao lado do pai. E que, mesmo depois de construir uma das maiores empresas da região, nunca abandonou uma obra.

Larissa franziu a testa.

A porta lateral do palco abriu.

Caetano apareceu.

O capacete numa mão.

Uma velha colher de pedreiro na outra.

Murilo empalideceu.

— Não…

Raimundo sorriu.

— Senhoras e senhores, Caetano Ferreira, fundador e proprietário da Alicerce Vivo.

Alice levantou da cadeira.

— É meu pai!

O salão explodiu em aplausos.

Caetano pegou o microfone.

— Quando cheguei, disseram que gente como eu deveria entrar pelos fundos.

Larissa baixou os olhos.

Ele continuou:

— E eu entrei. Porque conheço aquela porta muito bem. É por ela que entram cozinheiras, garçons, eletricistas, pedreiros e pessoas que trabalham para que festas como esta existam.

Murilo se aproximou do palco.

— Caetano, aquilo foi só brincadeira…

— Não.

Caetano o interrompeu.

— Você só está arrependido porque descobriu meu cargo.

Murilo perdeu a voz.

Caetano então chamou Alice.

A menina subiu correndo e o abraçou.

— Está vendo, papai? Eu falei que sua roupa não estava feia.

Ele sorriu emocionado.

— E você estava certa.

Depois olhou para Larissa.

Ela já chorava.

Naquela noite, Caetano não precisou humilhar ninguém.

Só saiu pela porta da frente, de mãos dadas com a filha.

E Larissa finalmente entendeu que o pó na roupa dele nunca foi sinal de pobreza.

Era a marca de tudo que ele tinha construído.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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