ELES ENVIARAM O MELHOR CAPATAZ PARA FAZÊ-LA VENDER A FAZENDA — MAS ELE DESCOBRIU QUEM ESTAVA ROUBANDO DELA

— Você não veio salvar minha fazenda. Veio descobrir quanto tempo eu demoraria para perder tudo!

— Alina, me escuta.

— Responde, Nicanor!

Ele não tentou fugir.

— Foi por isso que Cássio me mandou.

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Alina arrancou o chapéu da cabeça e apontou para a porteira.

— Então some daqui.

Meses antes, ela havia herdado do pai a Boa Esperança junto com dívidas, pastos fracos e vacas tão magras que mal conseguiam permanecer de pé.

Cássio Noronha, dono da propriedade vizinha, apareceu rapidamente.

— Venda para mim. Você paga o banco e começa outra vida.

— Meu pai morreu. A fazenda não.

Alina recusou.

Dias depois, fornecedores pararam de vender a prazo e mais animais adoeceram.

Foi então que Cássio ofereceu seu melhor capataz gratuitamente.

Nicanor chegou e, no primeiro dia, proibiu o gado de beber no principal açude.

— Por quê?

— Porque tem alguma coisa errada nessa água.

Ele encontrou marcas de carroça perto de um canal vindo justamente das terras de Cássio.

Mas guardou aquela informação.

Enquanto investigava, recuperou uma nascente abandonada, reorganizou a alimentação e separou os animais mais promissores.

Em dois meses, o rebanho parecia outro.

Até um jovem touro da Boa Esperança vencer a principal exposição da região.

Foi quando Cássio revelou tudo.

Nicanor deveria ganhar a confiança de Alina, levantar suas dívidas e preparar a fazenda para uma futura compra.

Ela o expulsou.

Antes de partir, porém, ele deixou um caderno.

— Confira tudo antes de decidir se eu sou seu inimigo.

Alina abriu.

Havia fotos das carroças perto do açude, registros das pressões contra fornecedores e anotações mostrando que Nicanor já escondia informações de Cássio havia meses.

Então veio o golpe seguinte.

Cássio alegou que o touro premiado descendia de uma linhagem exclusiva da fazenda dele.

Alina poderia perder seus melhores animais.

Até encontrar entre os papéis do pai um recibo antigo.

Destino: Fazenda Santa Augusta.

Motivo: empréstimo temporário para reprodução.

O animal transportado chamava-se Soberano e pertencia ao pai dela.

Alina chamou Nicanor.

— Você conhece esse nome?

Ele analisou os registros e empalideceu.

— Alina… se isso estiver certo, Cássio contou a história ao contrário.

Um veterinário aposentado confirmou tudo.

Décadas antes, Soberano havia sido usado para formar justamente a linhagem que tornou o gado de Cássio famoso.

Ele não estava protegendo sua genética.

Estava tentando esconder de onde ela tinha vindo.

Meses depois, Cássio perdeu a disputa, compradores voltaram à Boa Esperança e Nicanor apareceu novamente diante de Alina.

— Não espero que esqueça o que eu fiz.

Ela abriu a porteira.

— Esquecer, não. Mas talvez você possa começar entrando sem mentira desta vez.

Nicanor sorriu e atravessou.

O homem enviado para descobrir quanto valia a fazenda terminou descobrindo algo muito mais importante:

por que ninguém tinha o direito de tomá-la daquela mulher.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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