
ELA TINHA 34 ANOS E NINGUÉM MAIS QUERIA CASAR COM ELA… ATÉ O FAZENDEIRO DIZER: “SEJA MINHA!”
— Eu pedi uma mulher jovem, não uma professora velha de trinta e quatro anos!
— Então o senhor devia ter aprendido a ler antes de me mandar passagem. Minha idade estava na primeira linha da carta.
Arnaldo ficou vermelho.
— Não fale assim comigo! Eu paguei sua viagem!
Laura ergueu a mala.
- UM FAZENDEIRO RICO CORTOU A ÁGUA DA PRÓPRIA FILHA — ATÉ QUE ELA DESCOBRIU UMA NASCENTE ESCONDIDA
- “POSSO SER O PAI” — DISSE O FAZENDEIRO… MAS NINGUÉM ESPERAVA O QUE ELE FEZ DEPOIS
- UMA GRANDE VENTANIA ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DELA… ENTÃO ELA AS RECONHECEU
- UM TORNADO ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DE UM GAROTO NEGRO… ENTÃO ELE DESCOBRIU A VERDADE
- NINGUÉM QUERIA CUIDAR DO FAZENDEIRO CEGO… ATÉ A ÓRFÃ BATER À SUA PORTEIRA
— E eu atravessei três dias de estrada acreditando na sua palavra.
Ele riu.
— Volte para o Rio. Mulher nessa idade já devia agradecer qualquer homem que aceitasse casar.
Laura sentiu os olhos queimarem.
Não tinha emprego esperando.
Não tinha dinheiro para voltar.
E a rodoviária inteira assistia.
Foi quando uma voz surgiu atrás dela.
— Se ele acha que ninguém quer você, seja minha.
Laura virou-se.
Raul Ventura, um dos maiores fazendeiros da região, encarava Arnaldo.
— Está brincando? — Arnaldo perguntou.
— Não.
Laura respirou fundo.
— O senhor nem me conhece.
Raul pegou a mala dela.
— Sei que atravessou três estados sozinha. Sei que foi professora onze anos. E acabei de ver que humilhada você ainda consegue ficar de pé.
Ele apontou para o carro.
— Já é mais caráter do que muita gente daqui tem.
Laura não entrou imediatamente.
— E o que o senhor espera de uma esposa?
Raul respondeu:
— Que fique porque quer.
Aquilo decidiu tudo.
Na fazenda Boa Esperança, Laura conheceu Miguel, filho de Raul.
O menino perguntou:
— A senhora vai substituir minha mãe?
— Não.
Miguel estranhou.
— Então vai fazer o quê?
— Descobrir quem eu posso ser sem tirar o lugar de ninguém.
Foi assim que começou.
Laura ensinou Miguel a escrever suas observações sobre pássaros.
Ajudou Benedita na cozinha.
E enfrentou até o capataz quando ouviu:
— Administração de fazenda não é assunto de mulher.
— Ótimo. Então explique para mim como se eu fosse inteligente.
Raul quase sorriu.
Meses depois, uma negociação ameaçou causar prejuízo enorme à propriedade.
Laura examinou as contas.
— Ele está inflando o valor porque acredita que você vai negociar com medo.
Raul seguiu o conselho dela.
Funcionou.
Naquela noite, colocou uma xícara de café diante dela.
— Passei anos achando que precisava de alguém para cuidar da casa.
Laura ergueu os olhos.
— E agora?
— Descobri que precisava de alguém que tivesse coragem de me contrariar.
Ela sorriu.
— Isso foi um pedido de casamento?
— Ainda não.
Raul segurou a mão dela.
— O acordo da rodoviária termina hoje.
Laura ficou séria.
— Quer que eu vá embora?
— Quero que tenha escolha.
Ele respirou fundo.
— Se quiser partir, eu pago sua passagem, devolvo sua liberdade e agradeço pelo tempo que ficou.
— E se eu quiser ficar?
Pela primeira vez, Raul sorriu inteiro.
— Então seja minha. Mas dessa vez porque você escolheu.
Laura chorou.
Não porque finalmente um homem a queria.
Mas porque, depois de uma vida inteira sendo julgada pelo que lhe faltava, alguém finalmente enxergava tudo o que ela tinha.
— Eu fico.
E a mulher chamada de velha diante de uma cidade inteira entrou na igreja meses depois de cabeça erguida.
Não como segunda opção.
Como escolha de um homem que aprendeu o valor dela antes de perguntar a idade.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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