
Ela Aceitou Um CASAMENTO De Papel Com Um FAZENDEIRO… Sem Imaginar O Que Aconteceria No DIA 89…
“Assina aqui e não faz pergunta”, disse o fazendeiro, empurrando a caneta sobre a mesa de madeira. “No dia noventa, cada um segue sua vida.”
Lorena olhou para o contrato com a mão gelada. Casamento civil. Noventa dias de fachada. Em troca, a cirurgia da mãe paga, as dívidas quitadas e um teto seguro para as duas. Do outro lado da mesa, Samuel Torres, dono da maior fazenda da região, tinha a frieza de quem negociava boi, terra e destino do mesmo jeito.
“E por que eu?” ela perguntou, desconfiada.
Samuel puxou o ar devagar. “Porque eu preciso de uma esposa por três meses. Só isso.”
“Só isso?” Lorena soltou uma risada amarga. “O senhor tá comprando meu nome.”
“Não. Tô oferecendo uma saída.”
Ela devia recusar. Devia levantar dali e ir embora. Mas bastou lembrar da mãe deitada, do aluguel atrasado e da farmácia cobrando remédio para a coragem virar desespero.
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- REJEITADA PELA MADRASTA, A JOVEM DA ROÇA FOI ACOLHIDA E AMADA PELO RICO FAZENDEIRO…
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- A EX RIU DA CAMINHONETE VELHA DELE… SEM SABER QUE ELE ACABARA DE COMPRAR A FAZENDA DO PAI DELA…
Minutos depois, estava casada com um homem que mal conhecia.
Na fazenda, a notícia correu rápido. E o desprezo também.
“Virou madame da noite pro dia”, cochichou Neide, governanta antiga, sem fazer questão de esconder.
“Isso aí tem cheiro de golpe”, murmurou um peão perto do curral.
Lorena ouvia tudo calada. Samuel, em público, mantinha distância. Só falava o necessário.
“No meu quarto, não entra”, ele avisou na primeira noite.
Ela cruzou os braços. “Fica tranquilo. Eu também não sonho com isso.”
Mas os dias começaram a confundir tudo.
Samuel era duro com o mundo, mas diferente com os empregados doentes, com os animais feridos, com a irmã pequena que estudava na cidade e ligava toda noite. Lorena viu o fazendeiro carregar saco, consertar cerca, acordar antes do sol e passar horas fechando contas para impedir que a propriedade quebrasse.
Uma noite, ela encontrou pilhas de cobrança e perguntou: “Você tá afundado em dívida, não tá?”
Samuel fechou a pasta na hora. “Não te interessa.”
“Interessa, sim. Porque se essa fazenda cair, minha mãe cai junto.”
Ele encarou ela por um segundo, cansado. “Meu pai deixou dívida, processo e um acordo ridículo no testamento. Eu só recebo minha parte das terras se estiver casado por noventa dias.”
Lorena ficou imóvel. “Então foi isso.”
“Foi.”
No dia seguinte, mesmo ferida, ela continuou ali. E sem perceber, começou a ocupar espaços que não eram do contrato. Organizou contas, cortou desperdícios, enfrentou fornecedor, cuidou dos funcionários e devolveu vida à casa.
Só que no dia 89, tudo explodiu.
Na varanda da fazenda, diante do tabelião e dos advogados da família, Samuel colocou uma pasta na mesa. “O acordo acabou. Ela vai embora hoje.”
Lorena sentiu o peito rasgar. “Então era isso. Eu servi até aqui.”
Neide assistia de longe, quase satisfeita. Os advogados ajeitavam papéis. Samuel não levantava os olhos.
“Assina”, ele disse.
Lorena pegou a caneta com raiva. “Você podia ao menos fingir que sentiu alguma coisa.”
Samuel apertou a mão sobre a mesa. “Assina primeiro.”
Ela assinou.
Foi quando ele virou a última folha.
Não era separação.
Era escritura.
Lorena franziu a testa. “Que papel é esse?”
A voz dele falhou pela primeira vez. “Metade da fazenda no seu nome.”
Ela perdeu o ar. “Você enlouqueceu?”
Samuel ergueu os olhos, agora sem muralha nenhuma. “No contrato, eu precisava de uma esposa de papel. No dia 89, eu descobri que não queria te perder no 90.”
O silêncio bateu mais forte que trovão.
E naquela fazenda onde tudo começou como negócio, Lorena entendeu tarde demais: o casamento de papel tinha acabado um dia antes… porque o amor verdadeiro já tinha começado muito antes dele.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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