
A família rica zombou da casa do fazendeiro — até a noiva pegar o balde
— Arrume sua mala agora, Úrsula. Você não vai casar para viver numa casa onde chove dentro!
Úrsula encarou a mãe.
— Eu não vou a lugar nenhum.
Magnólia apontou para as goteiras.
— Olha isso! Sua sala está cheia de baldes!
- REJEITADA PELA MADRASTA, A JOVEM DA ROÇA FOI ACOLHIDA E AMADA PELO RICO FAZENDEIRO…
- TRATARAM A NORA POBRE COMO CRIADA NA CASA GRANDE… MAS O QUE ELA FEZ CALOU A FAMÍLIA INTEIRA…
- FAZENDEIRO FLAGROU A CUIDADORA DANÇANDO COM SEU PAI APÓS UM ANO SEM SAIR DO QUARTO… E FEZ O INESPERADO…
- TODOS NEGARAM COMIDA À VIÚVA E SEUS FILHOS… MAS NA ÚLTIMA CASA ELA DESCOBRIU UM SEGREDO DE 20 ANOS…
- A EMPREGADA OLHAVA O MESMO VESTIDO DE NOIVA TODOS OS DIAS… SEM SABER QUE UM MILIONÁRIO A OBSERVAVA…
José Miguel abaixou a cabeça.
— Talvez sua mãe tenha razão. Você não precisa passar por isso.
Úrsula virou imediatamente para ele.
— Nem você vai decidir por mim.
A tempestade havia arrancado parte das telhas do sítio poucos dias antes do casamento.
Otaviano, pai de Úrsula, observava o chão molhado com desprezo.
— Foi para isso que eu criei minha filha com todo conforto?
José Miguel ficou vermelho.
Antes que respondesse, Úrsula se abaixou, pegou o balde mais cheio e levantou.
— Onde joga essa água?
José Miguel arregalou os olhos.
— Eu faço isso.
— Eu perguntei onde joga.
— Atrás da lavanderia.
Úrsula atravessou a casa carregando o balde.
Voltou, pegou outro.
Depois trocou o vestido por uma calça velha, colocou botas e chamou Doralice, funcionária antiga do sítio.
— Me ensina o que fazer.
Doralice riu.
— Essas botas caras vão acabar hoje.
— Então pelo menos vão acabar trabalhando.
Horas depois, Úrsula estava ajoelhada secando o piso.
Magnólia aproximou-se.
— Filha, vamos para um hotel.
— Mãe, estragou o telhado. Não o meu casamento.
Otaviano perdeu a paciência.
— Você não nasceu para essa vida.
Úrsula largou o pano.
— E quem decidiu qual vida eu nasci para viver?
O pai ficou calado.
Na manhã seguinte, Otaviano apresentou uma solução.
Uma casa moderna, luxuosa, perto do sítio.
— Presente de casamento. Vocês podem morar lá.
Úrsula visitou o imóvel.
Piscina, cozinha nova, quartos enormes.
Naquela noite, José Miguel perguntou:
— Gostou?
— Muito.
Ele respirou fundo.
— Se quiser, eu deixo o sítio.
Úrsula segurou a mão dele.
— É justamente por isso que não quero.
No jantar seguinte, devolveu as fotos da casa ao pai.
— Obrigada, mas não vou aceitar.
Magnólia quase se levantou.
— Você está recusando aquela casa por isso aqui?
Úrsula respondeu:
— Não estou escolhendo pobreza. Vou reformar cozinha, banheiro e tudo que eu quiser. Vou continuar comprando minhas roupas, viajando e vendo minhas amigas.
Apontou para José Miguel.
— Eu não preciso virar outra pessoa para amar esse homem.
Otaviano respirou fundo.
— E quando aparecer outra goteira?
Úrsula sorriu.
— Eu reclamo da manicure e pego outro balde.
José Miguel caiu na risada.
Dias depois, eles se casaram no meio do parreiral.
Meses passaram.
A casa foi reformada.
Certa tarde, durante outra chuva, uma única gota caiu no piso da sala.
Úrsula olhou para o teto.
— José Miguel!
Ele viu a goteira e correu.
— Já sei! Vou pegar o balde!
Úrsula começou a rir.
Porque naquela casa nunca prometeram uma vida perfeita.
Prometeram apenas que, quando a chuva viesse, nenhum dos dois carregaria o balde sozinho.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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