A EX RIU DAS ROUPAS DO PEDREIRO NA FESTA… ATÉ ELE SER APRESENTADO COMO O NOVO DONO DA CONSTRUTORA

— Olha quem apareceu! Meu ex-marido ainda se veste como pedreiro. Quem nasce pra carregar tijolo morre carregando tijolo!

Raimundo encarou Débora.

— E você ainda mede as pessoas pela roupa?

Ela levantou a taça, debochando.

— Seis anos passaram e você continua exatamente no mesmo lugar.

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— Espera mais vinte minutos.

Débora riu e virou as costas.

Ela não fazia ideia de que o homem de camisa suja que acabara de humilhar era justamente a pessoa que todos estavam esperando naquela festa.

Seis anos antes, Raimundo trabalhava como mestre de obras da Construtora Valadares.

Um dia, bateu o martelo numa coluna do Residencial Aurora.

O som veio oco.

Ele repetiu.

Depois testou outra.

— Tem alguma coisa errada aqui.

Raimundo procurou Rodrigo, filho do proprietário.

— Precisamos abrir essas colunas. Está faltando material.

Rodrigo riu.

— Agora pedreiro virou engenheiro?

— Não. Mas sei reconhecer concreto ruim.

Rodrigo chamou os funcionários.

— Escutaram? Nosso mestre acha que sabe mais que todo mundo!

Raimundo não recuou.

— Existem famílias que vão morar nesses apartamentos.

Rodrigo apontou para o portão.

— E você não trabalha mais aqui.

Naquela noite, Raimundo contou tudo à esposa.

Débora não demonstrou preocupação.

— Volta amanhã e pede desculpas.

— Eu não vou mentir.

Ela abriu uma mala.

— Então continue sendo pedreiro sozinho.

Antes de sair, disparou:

— Quem nasce pra carregar tijolo morre carregando tijolo.

Raimundo perdeu o emprego e o casamento.

Mas não perdeu as mãos.

Começou consertando o banheiro de uma vizinha.

Depois reformou uma casa.

Depois outra.

Anos mais tarde, já tinha construído onze prédios e empregava centenas de pessoas.

Enquanto Raimundo crescia, a Valadares afundava.

Até que seu antigo patrão, Osvaldo, fez uma proposta.

— Quero que você compre a construtora.

Raimundo arregalou os olhos.

— Eu?

— Você tentou proteger aquilo que meu próprio filho destruiu.

Raimundo aceitou.

E agora estava naquela festa.

O mestre de cerimônias abriu o envelope.

— Senhoras e senhores, apresentamos o novo proprietário da Construtora Valadares… Raimundo Alves!

A taça escapou da mão de Débora.

— Não pode ser…

Raimundo caminhou até o palco com a mesma camisa que ela havia ridicularizado.

Pegou o microfone.

— Amanhã, às seis da manhã, o Residencial Aurora volta a ser construído.

Depois da cerimônia, Débora correu atrás dele.

— Você comprou tudo isso para me humilhar?

Raimundo olhou para ela.

— Durante muito tempo eu quis que você me visse vencer.

Ela ficou em silêncio.

— Mas amanhã existem famílias me esperando. E elas importam mais do que a sua opinião.

Na manhã seguinte, Raimundo voltou à obra.

Bateu nas antigas colunas.

O som continuava oco.

Um funcionário perguntou:

— Vamos aproveitar alguma coisa?

Raimundo pegou a marreta.

— Tudo que estiver errado vai cair.

Meses depois, oitenta e quatro famílias receberam suas chaves.

E Raimundo continuou carregando tijolos.

A diferença é que agora ele sabia:

Nunca existiu vergonha em carregar tijolos.

Vergonha era destruir sonhos para parecer maior que os outros.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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