
A empregada costurou o vestido da noiva do fazendeiro — mas descobriu por que ela não queria casar
— Aperta o vestido e cala a boca. Você foi contratada para costurar, não para fazer perguntas.
Clara fechou o caderno de medidas.
— Dez centímetros em dois meses não é ajuste normal, dona Alzira.
— É nervosismo de noiva.
— Ou é sofrimento.
- BILIONÁRIO ABANDONA A NOIVA GRÁVIDA… DOIS ANOS DEPOIS, ELE A VÊ COM O FILHO E FICA EM CHOQUE
- UMA GRANDE VENTANIA ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DELA… ENTÃO ELA AS RECONHECEU
- NOIVA DO BILIONÁRIO ROUBOU O SALÁRIO DA EMPREGADA E RIU… MAS ELA TINHA PROVAS DE TUDO
- UM TORNADO ESPALHOU SEMENTES ESTRANHAS PELA FAZENDA DE UM GAROTO NEGRO… ENTÃO ELE DESCOBRIU A VERDADE
- NINGUÉM QUERIA CUIDAR DO FAZENDEIRO CEGO… ATÉ A ÓRFÃ BATER À SUA PORTEIRA
Alzira apontou para a porta.
— Mais uma palavra e você perde o emprego.
Clara voltou para o pequeno ateliê da fazenda.
Durante dois meses, ela costurava o vestido de casamento de Elisa, filha de um rico fazendeiro vizinho.
O casamento com Henrique, dono daquelas terras, resolveria um problema antigo.
A fazenda dele precisava da água que atravessava a propriedade do pai da noiva.
O acordo era simples.
Casamento no sábado.
Comporta aberta na segunda.
Mas ninguém tinha perguntado aos noivos se eles queriam aquilo.
Na prova seguinte, Clara passou a fita pela cintura de Elisa.
Parou.
— Três centímetros a menos.
Elisa tentou sorrir.
— Então você aperta.
— Eu posso apertar tecido. Pessoa, não.
A noiva ficou olhando para ela.
Clara perguntou:
— A senhora quer casar?
Elisa congelou.
— Ninguém me perguntou isso.
— Eu estou perguntando.
As lágrimas vieram.
— Não.
Foi a primeira vez que Elisa disse aquilo em voz alta.
Naquela noite, Henrique encontrou Clara carregando querosene para terminar o vestido.
— Você é a única pessoa aqui que percebeu alguma coisa nela.
Clara respondeu:
— O senhor também percebeu. Só não teve coragem de perguntar.
Ele ficou calado.
— Meu pai era assim — disse Henrique. — Morreu guardando tudo.
Clara continuou andando.
— Então não repita a história dele.
Na madrugada anterior ao casamento, Elisa voltou ao ateliê.
Clara mediu novamente.
Mais dois centímetros perdidos.
— Doze no total — disse ela.
Elisa encarou o vestido.
— É lindo.
— Mas?
— Parece que foi feito para outra mulher.
Às oito da manhã, a família estava pronta.
O carro esperava no pátio.
O pai de Elisa falou:
— Depois do casamento eu abro a água. Como combinamos.
Elisa apareceu usando o vestido.
Perfeito.
Alzira sorriu.
Henrique não.
Ele olhou para a noiva.
Dessa vez, realmente olhou.
Elisa respirou fundo.
— Eu não vou casar.
O pai dela bateu na mesa.
— Então a comporta continua fechada!
Henrique respondeu antes que alguém pudesse impedir:
— Então deixe fechada.
Todos olharam para ele.
— Eu também não queria esse casamento.
Elisa começou a chorar.
Henrique completou:
— Terra nenhuma vale duas pessoas vivendo uma mentira.
O casamento acabou antes de chegar à igreja.
Dias depois, Clara deixou a fazenda e abriu uma pequena costuraria na cidade.
Duas semanas passaram.
Henrique apareceu na porta.
— Vim fazer uma encomenda.
— O quê?
— Seis camisas para os homens do curral.
Clara anotou.
— Pagamento adiantado.
Ele sorriu.
— Certo.
Antes de sair, perguntou:
— E depois das camisas?
Clara ergueu os olhos.
— Depois o senhor volta e aprende a terminar uma frase inteira.
Henrique sorriu.
Dessa vez, ele voltou.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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