Ela Alugou uma casa na Serra para Descansar… e encontrou um Homem Misterioso na cozinha…

Ela Alugou uma casa na Serra para Descansar… e encontrou um Homem Misterioso na cozinha…
“Quem é você e o que está fazendo na minha cozinha?”
A mala ainda estava na porta quando Luciana travou no meio da sala, com o coração disparado. Na frente dela, um homem alto, de moletom escuro, segurava uma caneca como se fosse dono da casa. A chuva batia forte nas janelas da cabana na serra, e o cheiro de café fresco só deixava tudo mais absurdo.

O homem levantou as mãos devagar.

“Calma. Eu podia fazer a mesma pergunta.”

Luciana tinha alugado aquela casa por três dias depois de meses de esgotamento. Separação recente, dívidas acumuladas, noites sem dormir. Ela só queria silêncio, mato e distância do mundo. Mas, em menos de dez minutos ali dentro, já estava encarando um desconhecido dentro da cozinha.

“Eu paguei por essa casa”, ela rebateu, puxando o celular da bolsa com a mão tremendo. “Vou chamar a polícia agora.”

Ele deu um passo para trás.

“Então chama. Porque eu também aluguei.”

As palavras bateram nela como um tapa. Luciana abriu a confirmação da reserva. Tudo certo. Nome do proprietário, endereço, comprovante pago. O homem puxou o próprio celular e mostrou a mesma casa, as mesmas datas, outro anúncio, outro nome.

“Isso não é possível”, ela murmurou.

“É golpe”, ele respondeu, seco. “E nós dois caímos.”

Por alguns segundos, só o barulho da tempestade ocupou o ambiente. Luciana sentiu os olhos arderem. Aquela viagem era a única chance de respirar. E até isso tinham conseguido estragar.

“Eu não vou embora no meio dessa chuva”, ela disse, engolindo o choro.

“Nem eu.”

O clima ficou pesado. Os dois estranhos, presos na mesma casa, desconfiando um do outro. Luciana empurrou uma cadeira e se sentou distante, sem largar o celular. O homem se apresentou como Rafael, motorista de aplicativo, também exausto da vida na cidade.

“Eu vim pra tentar colocar a cabeça no lugar”, ele falou.

Luciana soltou um riso amargo.

“Então já somos dois fracassados no mesmo golpe.”

Rafael olhou pra ela e respondeu sem ironia:

“Não. Dois cansados. Tem diferença.”

Aquilo desmontou alguma coisa dentro dela.

Sem sinal para ligação e com a estrada bloqueada pela chuva, eles decidiram esperar amanhecer. A tensão virou conversa. Conversa virou desabafo. Luciana contou da traição do ex, que saiu de casa dizendo que ela “dava trabalho demais”. Rafael revelou que tinha perdido a mãe há poucos meses e ainda fingia força para todo mundo.

Lá pela madrugada, um barulho de carro cortou o silêncio. Faróis acenderam no quintal. Os dois se entreolharam.

“Você chamou alguém?”, Luciana sussurrou.

“Não.”

A maçaneta girou.

Rafael correu até a porta e segurou com força. Do lado de fora, uma voz irritada gritou:

“Abre! Preciso pegar umas coisas aí!”

Luciana reconheceu a foto do suposto proprietário no celular. Era ele. O golpista. Usava a casa para enganar turistas e ainda voltava para buscar objetos entre uma fraude e outra.

“Agora”, Rafael disse. “Filma tudo.”

Luciana começou a gravar. Rafael abriu só uma fresta.

“Boa noite”, ele falou, firme. “Seu rosto já tá registrado, sua placa também. E a polícia vai receber tudo.”

O homem empalideceu.

“Vocês estão entendendo errado…”

“Errado?” Luciana avançou, com a voz cortando o ar. “Você roubou a última paz que eu ainda tinha.”

Vendo a câmera, o golpista recuou, entrou no carro e fugiu sob a chuva. Na manhã seguinte, com sinal restabelecido, eles fizeram a denúncia. Dias depois, descobriram que outras vítimas também apareceram, e o homem acabou preso.

Antes de ir embora, Luciana ficou alguns segundos na varanda olhando a serra limpa depois da tempestade. Rafael se aproximou.

“Descansou?”, ele perguntou.

Ela respirou fundo e, pela primeira vez em muito tempo, sorriu de verdade.

“Não do jeito que eu planejei. Mas talvez do jeito que eu precisava.”

Às vezes, a maior reviravolta não é encontrar perigo onde buscava paz. É descobrir, no meio do caos, que Deus ainda coloca pessoas e coragem no caminho da gente.

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