UMA JOVEM ENTREGADORA CHEGOU À MANSÃO EM UMA MOTO ANTIGA… O MILIONÁRIO NÃO CONSEGUIU PARAR DE OLHAR…

UMA JOVEM ENTREGADORA CHEGOU À MANSÃO EM UMA MOTO ANTIGA… O MILIONÁRIO NÃO CONSEGUIU PARAR DE OLHAR…
“Entrega na porta dos fundos. E anda logo, menina.”
O segurança nem olhou no rosto dela. Mas o ronco da moto antiga fez outro homem olhar.
No alto da escadaria da mansão, Augusto Valença parou no meio da ligação. Terno caro, relógio de luxo, vida cercada de gente impecável. Mesmo assim, foi naquela entregadora de vestido simples, descendo de uma moto velha com firmeza, que os olhos dele ficaram presos.

“Quem é ela?”, perguntou, sem perceber que já tinha desligado o telefone.

Lara tirou o capacete, prendeu o cabelo com a mão e ergueu a sacola térmica.

“Entrega do café colonial. Assina aqui, por favor.”

O segurança tentou pegar.

“Eu resolvo”, Augusto cortou, descendo os degraus.

Lara estranhou. Homem daquele tipo nunca descia pra receber entrega. Normalmente mandava empregado, secretária ou motorista. Mas ele foi até ela.

“Essa moto é sua?”

Ela arqueou a sobrancelha.

“Se eu tô em cima dela, acho que é.”

Augusto quase sorriu.

“Jawa 250. Rara.”

Agora foi Lara que ficou surpresa.

“Quase ninguém conhece.”

“Meu avô tinha uma igual.”

Ela entregou a encomenda.

“Meu pai deixou essa pra mim antes de morrer. É velha, mas não me deixa na mão.”

Augusto assinou no celular sem desviar os olhos.

“Você fala dela como quem fala de família.”

“E é.”

Lara virou para ir embora, mas o cachorro de raça da mansão disparou pelo jardim, assustado com um trovão. O bicho correu direto para a rua. Augusto xingou baixo.

“Thor! Volta!”

Sem pensar, Lara largou a mochila no chão e saiu correndo. Pulou o canteiro, assobiou forte e bateu duas vezes na perna.

“Vem, bonito. Vem!”

O cachorro, em vez de fugir, travou. Olhou pra ela. E foi.

Augusto ficou imóvel vendo a cena. Thor, que ignorava adestrador, jardineiro e até ele mesmo nos dias ruins, foi direto para os braços da entregadora.

Lara coçou atrás da orelha do cachorro e falou:

“Valente nada. Você é manhoso.”

Augusto se aproximou devagar.

“Como fez isso?”

Ela deu de ombros.

“Quem cresce com bicho aprende a falar sem abrir a boca.”

O milionário encarou aquela mulher simples, de botas gastas, mãos marcadas de trabalho e uma calma que não pedia aprovação de ninguém. Pela primeira vez em muito tempo, alguém dentro daquelas grades não parecia impressionado com a casa, com o dinheiro, com o sobrenome.

“Qual seu nome?”, ele perguntou.

“Lara.”

“Eu sou Augusto.”

Ela soltou um meio sorriso.

“Eu sei. Seu rosto vive em revista de negócio no balcão das lanchonetes.”

Ele riu de verdade.

Nos dias seguintes, Augusto começou a pedir café, pão de queijo, almoço, sobremesa. Sempre do mesmo lugar. Sempre em horários em que sabia que Lara podia chegar. No começo, ela percebeu e cortou:

“O senhor tá pedindo comida ou inventando desculpa?”

Augusto encarou sem fugir.

“Os dois.”

Lara cruzou os braços.

“Homem rico se diverte assim? Chamando entregadora pra passar tempo?”

A resposta veio séria.

“Não. Homem cansado de gente falsa faz isso quando encontra alguém de verdade.”

Ela sentiu o golpe no peito, mas não baixou a guarda.

Num fim de tarde chuvoso, ele apareceu na oficina onde Lara tentava fazer a moto pegar.

“Você agora entrega visita também?”, ela provocou.

Augusto afrouxou a gravata e se abaixou ao lado dela.

“Não vim pela entrega. Vim por você.”

Lara prendeu a respiração.

Ele continuou:

“Você chegou na minha mansão como quem não precisava de nada dali. E foi por isso que eu não consegui parar de olhar. Não era a moto. Não era o vestido. Era você inteira.”

Ela tentou rir, mas os olhos encheram.

“E se eu não couber no seu mundo?”

Augusto pegou a chave inglesa da mão dela e falou baixo:

“Então eu largo o que sobrar dele e construo outro.”

A moto deu partida no mesmo instante. Os dois se olharam. E Lara sorriu daquele jeito que muda destino.

Porque, às vezes, a pessoa que chega em uma moto antiga traz mais verdade do que todo o luxo guardado atrás de um portão.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO!
E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

Comentários

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Fabulas Reais

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading