Ela exigiu saber quanto ele ganhava pra sair com ele, então a resposta dele destruiu a conversa…

Ela exigiu saber quanto ele ganhava pra sair com ele, então a resposta dele destruiu a conversa…
“Espera. Antes de qualquer coisa, quero saber uma coisa: quanto você ganha por mês?”
A pergunta veio seca, sem sorriso, sem vergonha, sem rodeio. No restaurante iluminado, com taças brilhando e música baixa ao fundo, Caio parou com a água no meio do caminho e olhou para a mulher à sua frente como se tentasse entender se tinha ouvido certo.

“Desculpa… o quê?”

Ela cruzou as pernas, apoiou o queixo na mão e repetiu com a maior naturalidade do mundo:

“O que você tem? Casa? Carro? Quanto ganha? Eu não gosto de perder tempo.”

Caio encostou as costas na cadeira. Bonita, elegante, confiante demais. Desde que tinha sentado ali, ela mal perguntou o nome dele direito. Não quis saber de família, sonhos, história, nada. Só queria cifras.

Ele respondeu com calma:

“Tenho casa própria. E ganho mais de cinquenta mil por mês.”

O rosto dela mudou na hora. O olhar acendeu. O sorriso apareceu rápido, como se alguém tivesse apertado um botão.

“Então você é exatamente o tipo de homem que eu procuro”, ela disse, agora doce. “Cumpriu todas as minhas expectativas.”

Caio soltou um sorriso curto, quase invisível.

“Interessante.”

Ela se inclinou sobre a mesa, confiante de que já tinha vencido.

“Gostei da sua sinceridade.”

Ele apoiou os cotovelos com tranquilidade.

“E você? O que tem pra oferecer?”

Ela não hesitou nem por um segundo. Jogou o cabelo para trás e respondeu como se aquilo encerrasse qualquer discussão:

“Meu corpo.”

O silêncio entre os dois ficou pesado. A garçonete que passava diminuiu o passo sem querer. Caio ficou olhando para ela por dois segundos longos demais. Então perguntou, sem levantar a voz:

“E você acha que o seu corpo vai pagar as contas?”

O sorriso dela travou.

“Como é?”

Caio continuou, firme:

“Você abriu essa conversa me avaliando como se eu fosse um extrato bancário. Eu respondi. Agora perguntei o que você oferece além da aparência. E sua resposta foi essa.”

Ela cruzou os braços, ofendida.

“Ué. Homem gosta disso.”

“Homem raso, talvez”, ele rebateu. “Homem que procura vitrine, não parceira.”

A expressão dela endureceu.

“Você está me chamando de interesseira?”

Caio inclinou a cabeça.

“Você mesma se definiu no momento em que tentou descobrir meu valor pelo meu salário.”

Ela riu, mas já não parecia segura.

“Ah, por favor. Todo mundo quer estabilidade.”

“Estabilidade é uma coisa”, ele respondeu. “Preço é outra. Você não quis me conhecer. Quis saber se eu cabia no padrão de vida que você quer bancar.”

Ela pegou a bolsa, irritada.

“Então por que respondeu?”

Foi aí que Caio respirou fundo, olhou nos olhos dela e deu a resposta que acabou de vez com a conversa:

“Porque eu queria ter certeza de que sua beleza era tão vazia quanto sua pergunta.”

Ela ficou muda.

A música parecia distante agora. O restaurante inteiro continuava funcionando, mas naquela mesa o clima tinha desabado. Pela primeira vez desde que chegou, ela não tinha resposta pronta.

Caio se levantou devagar, pegou a carteira e deixou o valor exato do que consumiu.

“Eu construí minha vida com esforço. Não pra ser amado pelo que entra na minha conta, mas pelo que sou quando ninguém sabe quanto eu ganho.”

Ela tentou recuperar o controle.

“Você vai embora por causa disso?”

Ele ajeitou o relógio no pulso.

“Não. Eu vou embora porque caráter não se negocia. E quem se apresenta como prêmio, sem ter conteúdo, acaba virando só despesa.”

Caio saiu sem olhar para trás. E ela ficou ali, parada, encarando a mesa, destruída não pelo fora… mas pela verdade que nunca tinha ouvido de frente.

Porque naquela noite, ela não perdeu um homem rico.

Perdeu a chance de parecer alguém de valor.

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