
“SE TIVER DINHEIRO, EU TE PAGO O DOBRO!” — O GERENTE RIU… ATÉ DESCOBRIR QUEM ERA AQUELE SENHOR
— Se o senhor tiver dois milhões nessa conta, eu mesmo pago o dobro!
— Tem certeza que quer sustentar essa palavra?
Eduardo Sales riu e bateu a mão sobre a mesa.
— Absoluta.
José Raimundo apenas abriu a velha pasta presa por um elástico.
- A SOGRA EXPULSOU A NORA PARA COLOCAR A AMANTE DENTRO DE CASA — ATÉ O TESTAMENTO SER ABERTO
- HUMILHADA PELO MARIDO, ELA HERDOU UMA CASA DE TAIPA — E ENCONTROU ALI SUA NOVA VIDA
- Ela Mandava Mensagens Para o Marido Falecido… Até Um Desconhecido Responder
- A CONFEITEIRA DESPREZOU O CLIENTE SIMPLES — SEM SABER QUE ELE ERA DONO DO PRÉDIO
- A VIÚVA DA QUITANDA AJUDOU QUEM MAIS FALOU MAL DELA — E A VILA INTEIRA FICOU SEM PALAVRAS
Alguns funcionários começaram a observar.
Eduardo era gerente de uma agência exclusiva e acreditava saber reconhecer um cliente rico só pela aparência.
José não ajudava.
Camisa desbotada.
Calça simples.
Sandálias gastas.
Mãos calejadas de quem havia trabalhado a vida inteira.
— Então, seu Raimundo, quanto pretende investir? — perguntou Eduardo, debochado.
— Vim movimentar alguns recursos.
— Aqui trabalhamos com clientes de alto patrimônio.
José sustentou o olhar.
— Foi por isso que eu vim.
Eduardo soltou outra risada.
— O senhor está dizendo que tem mais de dois milhões?
— Estou dizendo que você deveria olhar os documentos antes de olhar minha roupa.
O sorriso do gerente desapareceu por um instante.
José retirou um envelope com o símbolo do próprio banco.
— Leia.
Eduardo abriu.
Na primeira linha, seu rosto mudou.
Na segunda, suas mãos começaram a tremer.
José Raimundo Pereira havia acabado de concluir a compra de uma participação de 23% no Banco Atlântico.
Ele não era apenas milionário.
Era um dos novos principais acionistas da instituição.
E havia ido até aquela agência justamente para avaliar o atendimento.
Eduardo empalideceu.
— Senhor José… eu não sabia…
— Esse foi exatamente o seu erro.
O gerente tentou se explicar.
— Eu posso esclarecer…
— Você não precisa saber quanto alguém tem para tratá-la com respeito.
Nesse momento, o diretor regional entrou apressado.
— Senhor José Raimundo! Seja bem-vindo.
Eduardo abaixou os olhos.
O diretor olhou para José.
— Como o senhor deseja que tratemos essa situação?
Todos esperavam ouvir uma palavra:
Demissão.
Mas José surpreendeu.
— Não demita ele.
Eduardo levantou a cabeça.
— Senhor?
— Durante seis meses, quero que ele visite nossas agências populares toda sexta-feira.
O diretor ficou em silêncio.
José continuou:
— Quero que converse com feirantes, costureiras, motoristas, pequenos comerciantes. Quero que aprenda o nome de dez clientes por visita.
Eduardo engoliu seco.
— E sobre o que eu falei…
José levantou uma sobrancelha.
— O dobro?
Eduardo ficou vermelho.
— Sim.
— Palavra dada deve ser cumprida.
Meses depois, Eduardo já tinha visitado dezenas de agências.
Conhecia centenas de clientes pelo nome.
E deixou de avaliar pessoas pelo sapato, pela roupa ou pelo carro estacionado na porta.
Certa vez, alguém perguntou a José por que ele não havia demitido aquele gerente.
O empresário respondeu:
— Porque destruir alguém é fácil. Difícil é dar uma oportunidade para essa pessoa enxergar o próprio erro.
E Eduardo nunca esqueceu o dia em que tentou humilhar um homem simples…
Sem imaginar que aquele homem poderia comprar o banco onde ele trabalhava.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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