Paixão Avassaladora 🍁 Uma Comédia Romântica

— Você é sempre tão grossa assim ou hoje resolveu caprichar?

Cecília virou na hora.

— E você é sempre tão folgado?

— Quando precisa, sim.

Ela bufou e apontou para a camisa dele.

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— Você derrubou meu suco.

— Você esbarrou em mim.

— Olha, eu tenho 40 anos, sou diretora de operações e não vim para esse fim de mundo discutir com desconhecido.

André sorriu.

— Então já chegou se achando importante.

Cecília ficou furiosa.

Ela tinha ido passar alguns dias no interior com a amiga Juliana, mesmo odiando roça, mato e qualquer coisa que não tivesse ar-condicionado.

E aquele homem era exatamente o tipo que mais a irritava.

— Aposto que você não aguenta um dia trabalhando numa fazenda — provocou André.

— Aguento o que você quiser.

— Amanhã, sete horas.

Ela apareceu.

De roupa inadequada.

Sapato caro.

Cabelo impecável.

Meia hora depois, estava coberta de barro por causa de um porco que escapou.

André quase caiu de tanto rir.

— Para de rir de mim!

— Eu avisei!

Mesmo com raiva, Cecília começou a gostar daquela vida.

Conheceu a família dele.

Viu André ajudando os pais, trabalhando com os irmãos e tratando todos com respeito.

E percebeu que o homem que julgara como “caipira” era mais maduro do que muitos executivos com quem convivia.

Dias depois, perto de um lago, André segurou sua mão.

— Vai sentir minha falta quando for embora?

Cecília tentou sorrir.

— Minha vida é na cidade.

— Não foi isso que perguntei.

Ela desviou o olhar.

A verdade era simples demais.

Sim.

Ela sentiria.

Mas o medo falou mais alto.

Na véspera de voltar, Cecília disse:

— Isso aqui não pode continuar.

André ficou sério.

— Por quê?

— Minha carreira, minha vida, meu padrão… somos diferentes demais.

— Você está desistindo de nós por status?

Cecília não respondeu.

André foi embora.

Meses depois, ela descobriu o preço daquela escolha.

Trabalhou até adoecer.

Pneumonia.

Infecção.

Ansiedade.

Quinze dias internada.

Os amigos importantes desapareceram.

As festas acabaram.

O casarão ficou vazio.

Até que a porta do quarto se abriu.

Cecília arregalou os olhos.

— André?

Ele entrou carregando flores.

— Vim cuidar de você.

Ela começou a chorar.

— Depois de tudo que eu fiz?

André sentou-se ao lado da cama.

— Eu tentei esquecer você. Não consegui.

Cecília apertou sua mão.

— Eu fui uma idiota.

— Foi.

Ela riu entre lágrimas.

— Continua atrevido.

— E você continua marrenta.

Quando recebeu alta, Cecília voltou com ele para o interior.

Dessa vez, sem reclamar do mato.

Sem exigir luxo.

Sem esconder o que sentia.

Meses depois, diante do mesmo lago onde quase se despediram para sempre, Cecília colocou a mão sobre a barriga e sorriu.

— Deu positivo.

André ficou sem fala.

Ela abraçou o homem que um dia julgara simples demais para sua vida.

E percebeu que o luxo que tanto protegeu nunca tinha conseguido lhe dar aquilo.

Família.

Paz.

E alguém que ficou quando todos os outros foram embora.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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