
O PEÃO LEVAVA LEITE PARA UMA IDOSA ESCONDIDO DO FAZENDEIRO… ATÉ A FILHA DELA BATER À PORTA…
— Se atravessar aquela cerca outra vez, nem precisa voltar para trabalhar!
— Sim, senhor.
Seu Júlio apontou para a garrafa vazia na mão de Pedro.
— E para de levar o que é meu para quem eu nem conheço!
Pedro apertou a garrafa.
- OS FILHOS OS EXPULSARAM SEM PIEDADE… MAS A CASA ABANDONADA ESCONDIA UM SEGREDO DE MILHÕES
- ELE FICOU RICO E VOLTOU PELOS PAIS… SEM SABER QUE OS PRÓPRIOS IRMÃOS OS TINHAM ABANDONADO
- UM FAZENDEIRO RICO CORTOU A ÁGUA DA PRÓPRIA FILHA — ATÉ QUE ELA DESCOBRIU UMA NASCENTE ESCONDIDA
- ELE VOLTOU MAIS CEDO E OUVIU A PRÓPRIA MÃE HUMILHAR A ESPOSA — SÓ ENTÃO ENTENDEU O SILÊNCIO DELA
- MÃE SOLTEIRA ACEITA DAR BANHO NO MILIONÁRIO — E TUDO MUDA ENTRE OS DOIS
— O leite eu não levo mais.
— Ótimo. Então acabamos.
Pedro ergueu os olhos.
— O leite, sim. A visita, não.
Os outros peões ficaram tensos.
Seu Júlio avançou.
— Está escolhendo perder o emprego?
— Estou escolhendo não abandonar uma senhora sozinha.
Pedro trabalhava havia seis meses naquela fazenda.
Antes do expediente, atravessava a cerca para visitar dona Marta, uma viúva idosa que vivia sem companhia no sítio vizinho.
Levava um litro de leite.
Cortava lenha.
Consertava cerca.
Nunca cobrava nada.
Até que, certa manhã, encontrou uma mulher na cozinha.
Dona Marta apresentou:
— Pedro, essa é Rafaela, minha filha.
Ele ficou incomodado.
No dia seguinte, procurou Rafaela.
— Posso perguntar uma coisa?
— Pode.
— Sua mãe mora sozinha há anos. Eu venho aqui todo dia. Onde a senhora estava esse tempo todo?
Rafaela baixou a xícara.
— Internada.
Pedro perdeu a voz.
— Como?
— Tenho uma doença grave. Passo meses em tratamento.
Ela respirou fundo.
— Enquanto eu estava num hospital pedindo a Deus que alguém cuidasse da minha mãe… o senhor apareceu.
Pedro abaixou a cabeça.
— Me perdoe. Eu julguei sem saber.
— Pelo menos perguntou. Muita gente julga e vai embora.
Depois disso, Pedro fez uma promessa.
Continuaria ajudando dona Marta.
Quando seu Júlio proibiu o leite da fazenda, ele passou a comprá-lo com o próprio salário.
Adalto, outro peão, acabou contando ao patrão.
Seu Júlio chamou Pedro.
— Então continua indo lá?
— Continuo.
— Mesmo sabendo que posso mandar você embora?
Pedro respirou fundo.
— Nunca mais peguei nada da fazenda. Nunca mais cheguei atrasado. Mas não vou abandonar dona Marta.
Seu Júlio marcou o acerto das contas para a manhã seguinte.
Pedro passou a noite certo de que seria demitido.
Mas, ao amanhecer, viu algo inesperado.
Seu Júlio atravessava a cerca sozinho.
O fazendeiro chegou à casa de dona Marta carregando uma fotografia antiga.
— Vim pedir desculpas.
Pedro ficou surpreso.
Seu Júlio mostrou a foto.
— Minha esposa também passou anos doente. Eu vivi entre hospital e fazenda até perdê-la.
Ele encarou Pedro.
— Quando você disse que continuaria ajudando essa senhora mesmo perdendo o emprego… eu lembrei de tudo.
Dona Marta enxugou os olhos.
Seu Júlio respirou fundo.
— A partir de hoje, o leite vem com minha autorização.
Pedro tentou falar.
— E outra coisa — continuou o fazendeiro. — Se faltar comida aqui, não tire do seu salário. Fala comigo.
Meses depois, Rafaela conseguiu voltar do tratamento por alguns dias.
Viu Pedro chegando com o leite e perguntou:
— Ainda acha que tudo isso foi coincidência?
Pedro olhou para dona Marta sorrindo na varanda.
— Não mais.
Porque às vezes fazer o certo custa caro.
Mas também pode despertar algo bom até em quem parecia incapaz de enxergar.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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