
O FAZENDEIRO DEU O PIOR CAVALO AO RAPAZ POBRE COMO PAGAMENTO… MAS NÃO IMAGINAVA O SEGREDO QUE ELE GUARDAVA!
— Toma esse cavalo imprestável! É tudo que um pobre como você merece receber!
— Eu trabalhei quinze dias, seu Severino. Minha mãe precisa desse dinheiro!
— Então venda esse saco de ossos! Seu pai também não prestava para nada!
Tobias apertou as rédeas.
— Não fale assim do meu pai! Ele trabalhou nesta fazenda até adoecer!
O fazendeiro apontou para a porteira.
— Seu pai foi um covarde! Fugiu quando a enchente levou minha melhor égua. Agora desapareça!
Tobias saiu levando Vendaval, um cavalo tão magro que mal conseguia caminhar.
Quando chegou ao sítio, dona Nazaré começou a chorar.
— Meu filho, nossa dívida vence em poucos dias. Vamos perder a casa!
— Eu sei, mãe. Mas não vou abandonar esse animal.
Na manhã seguinte, levou Vendaval ao velho ferreiro da cidade.
Seu Damião examinou os cascos e encontrou algo terrível.
— Tobias, alguém colocou um prego no lugar errado! Esse cavalo sente dor a cada passo!
— Fizeram isso de propósito?
— Fizeram. E tem mais uma coisa que você precisa saber.
O ferreiro contou que, muitos anos antes, durante uma enchente, Aristeu, pai de Tobias, havia entrado no rio para salvar uma menina.
A criança era Celeste, filha de Severino.
Mas o capataz Valdomiro roubara o mérito do salvamento e acusara Aristeu de abandonar a fazenda.
— Então meu pai morreu sendo chamado de covarde por uma mentira?
— Morreu sabendo que tinha salvado uma vida, meu filho.
Tobias decidiu recuperar a saúde de Vendaval.
Com alimentação, cuidados e paciência, o cavalo começou a correr novamente.
O rapaz sonhava inscrevê-lo no torneio regional, cujo prêmio permitiria pagar a dívida da mãe.
Mas Valdomiro descobriu tudo.
Numa madrugada de tempestade, invadiu o sítio e levou Vendaval.
Quando Tobias percebeu, correu até a ponte velha.
Lá encontrou o cavalo preso entre galhos, dentro do rio que estava subindo.
— VENDAVAL! AGUENTA FIRME!
Joel, um antigo peão, tentou impedi-lo.
— Tobias, você vai morrer nessa correnteza!
— Meu pai entrou nesse rio para salvar alguém. Eu não vou abandonar o filho da égua que ele tentou proteger!
Amarrado a uma corda, Tobias entrou na água.
Conseguiu libertar o cavalo, mas a correnteza o arrastou.
Foi então que Vendaval nadou até ele.
Tobias agarrou sua crina, e o animal conseguiu levá-lo até a margem.
Severino, que havia seguido Valdomiro, presenciou tudo.
E ouviu Tobias assobiar a mesma melodia que Celeste cantava desde criança.
— Meu Deus! Era Aristeu quem estava com minha filha naquela enchente!
Joel confirmou a verdade.
Severino caiu de joelhos.
Dias depois, diante dos trabalhadores, pediu perdão a Tobias e à memória de Aristeu.
Também regularizou a transferência de Vendaval e quitou os salários que devia.
Valdomiro foi afastado e responsabilizado pelos maus-tratos ao cavalo.
No torneio, Vendaval cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
Com o prêmio, Tobias salvou o sítio da mãe.
E Severino cumpriu sua antiga promessa: tirou o chapéu diante do rapaz.
— Seu pai foi o homem mais corajoso que conheci. Perdoe minha injustiça.
Tobias abraçou Vendaval e respondeu:
— Meu pai sempre dizia que ninguém é inútil só porque alguém deixou de enxergar seu valor.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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