
Ninguém Visitava o Bilionário à Beira da Morte — Até o Filho da Empregada Entrar e Mudar Tudo…
— Tira esse menino daqui! Eu não quero criança correndo no meu quarto!
— Desculpe, senhor Augusto. Ele escapou da cozinha. Não vai acontecer de novo.
Marta pegou Lucas pela mão.
— Mamãe, ele tá sozinho.
Augusto encarou o menino de dois anos.
— E daí?
- OS FILHOS OS EXPULSARAM SEM PIEDADE… MAS A CASA ABANDONADA ESCONDIA UM SEGREDO DE MILHÕES
- ELE FICOU RICO E VOLTOU PELOS PAIS… SEM SABER QUE OS PRÓPRIOS IRMÃOS OS TINHAM ABANDONADO
- UM FAZENDEIRO RICO CORTOU A ÁGUA DA PRÓPRIA FILHA — ATÉ QUE ELA DESCOBRIU UMA NASCENTE ESCONDIDA
- ELE VOLTOU MAIS CEDO E OUVIU A PRÓPRIA MÃE HUMILHAR A ESPOSA — SÓ ENTÃO ENTENDEU O SILÊNCIO DELA
- MILIONÁRIO TENTA HUMILHAR EM OUTRO IDIOMA — MAS A RESPOSTA DELA CHOCA A TODOS
Lucas soltou a mão da mãe, empurrou seu carrinho vermelho pelo tapete e colocou o brinquedo perto da poltrona.
— Pra você brincar.
Marta ficou sem reação.
Augusto também.
Havia meses ninguém entrava naquele quarto sem querer alguma coisa.
Os filhos perguntavam sobre herança.
Os advogados falavam de patrimônio.
Os antigos amigos queriam discutir negócios.
Nenhum deles perguntava se Augusto estava com medo de morrer.
— Qual seu nome, menino?
— Lucas.
— E você não tem medo de mim?
Lucas balançou a cabeça.
— Você tá doente, não bravo.
Augusto soltou uma risada.
A enfermeira quase derrubou o copo que carregava.
Fazia meses que não ouvia aquele homem rir.
No dia seguinte, Lucas apareceu novamente.
— Trouxe desenho.
Augusto pegou a folha.
Dois bonecos tortos estavam de mãos dadas.
— Quem é esse velho?
— Você.
— E o pequeno?
— Você também.
Augusto franziu a testa.
— Como posso ser os dois?
Lucas respondeu:
— Todo velho já foi pequeno.
Aquela frase acompanhou Augusto pela noite inteira.
Mandou buscar uma caixa antiga e encontrou uma fotografia de infância, abraçado à própria mãe.
Percebeu que passara décadas tentando ser exatamente como o pai: duro, ocupado e incapaz de demonstrar carinho.
E acabara igualmente sozinho.
Dias depois, Lucas não apareceu.
Augusto perguntou imediatamente:
— Cadê o menino?
Marta hesitou.
— Está com febre. Eu ia levar ao posto quando saísse daqui.
— Chame meu médico.
— Não posso aceitar isso.
Augusto bateu a mão fraca no braço da poltrona.
— Marta, pela primeira vez em muitos anos existe alguém nesta casa que entra aqui sem olhar meu dinheiro. Não vou ficar parado sabendo que ele precisa de ajuda.
O médico tratou Lucas.
Naquela mesma noite, Augusto chamou seu advogado.
— Quero criar uma fundação.
— Para quê?
— Mães solteiras. Creche, estudo, tratamento médico, o que precisarem.
O advogado estranhou.
— Por que agora?
Augusto olhou o carrinho vermelho esquecido sobre a mesa.
— Porque levei setenta e dois anos para descobrir que dinheiro guardado só faz barulho no banco.
Poucas semanas depois, Augusto piorou.
Lucas subiu na cama e segurou sua mão.
— Não dorme.
— Por quê?
— Porque quem dorme muito vai embora.
Augusto apertou os dedos pequenos.
— Eu vou embora um dia. Mas você me ensinou uma coisa antes disso.
— O quê?
— Que ainda dava tempo de ser alguém melhor.
Dois dias depois, Augusto morreu.
Marta recebeu uma carta.
Além de garantir os estudos de Lucas, Augusto a nomeara para ajudar a administrar a fundação.
Anos depois, alguém perguntou a Lucas por que ainda guardava aquele velho carrinho vermelho.
Ele respondeu:
— Porque todo mundo achava que Augusto precisava de dinheiro, médico e remédio.
Fez uma pausa.
— Mas naquele dia ele só precisava que alguém ficasse.
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Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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