
“EU POSSO RESOLVER ISSO” — DISSE A FAXINEIRA… O PROFESSOR RIU, MAS 3 MINUTOS DEPOIS FICOU SEM PALAVRAS
— Você? Resolver uma equação que meus melhores alunos não conseguiram?
— Posso. Mas primeiro o senhor precisa corrigir o erro que colocou no quadro.
Professor Augusto soltou uma gargalhada.
— Então venha, dona faxineira. Mostre para duzentos universitários onde o doutor errou.
Célia largou o pano sobre o carrinho e caminhou até a frente.
Augusto colocou o cronômetro sobre a mesa.
- O MILIONÁRIO VIU A FAXINEIRA TIRANDO O LIXO ÀS 5H40… E FEZ UM PEDIDO QUE A DEIXOU EMOCIONADA!
- “LIGA AGORA!” — GRITOU O CEO… MAS A LIGAÇÃO DA FAXINEIRA PAROU A EMPRESA INTEIRA
- TODOS RIRAM DA FAXINEIRA NA REUNIÃO… ATÉ O CEO ENTRAR E PERGUNTAR: “POR QUE MINHA MÃE ESTÁ LIMPANDO?”
- TODOS abandonaram o MILIONÁRIO falido… só a FAXINEIRA ficou, e o que ela fez o QUEBROU por dentro!
- “VOCÊ É FAXINEIRA, ISSO NUNCA VAI MUDAR, ESQUEÇA ELE!” — HUMILHOU A SÓCIA DO MILIONÁRIO…
— Três minutos. Depois volte para a limpeza.
— Pode começar.
Célia pegou o giz.
Riscou um sinal na terceira linha e escreveu outro.
— Aqui. O senhor distribuiu o negativo errado. Por isso ninguém chega ao resultado.
Augusto se aproximou.
— Isso não significa que você sabe resolver.
— Então continue contando o tempo.
Célia começou a desenvolver a equação.
Primeiro uma linha.
Depois outra.
Os alunos acompanharam cada movimento.
Augusto tentou interromper:
— Você decorou isso de algum lugar?
Célia nem virou.
— Um minuto e vinte segundos, professor.
O sorriso dele desapareceu.
Na primeira fila, Camila levantou-se.
— Professor… ela está certa.
Augusto conferiu novamente.
Estava.
Célia avançou até o resultado final, circulou o número e colocou o giz sobre a mesa.
— Quanto tempo?
Um aluno conferiu o celular.
— Dois minutos e quarenta e sete segundos.
Augusto segurou o giz, mas seus dedos tremiam.
— Quem ensinou você?
Célia olhou diretamente para ele.
— A mesma universidade onde o senhor trabalha.
Augusto franziu a testa.
Então ela contou.
Dezessete anos antes, Célia estudava matemática ali com bolsa integral. Era uma das melhores alunas da turma.
Até o pai sofrer um acidente.
Sem dinheiro para medicamentos e com dois irmãos menores, ela abandonou o curso.
Anos depois, conseguiu emprego justamente na universidade.
— Eu limpava este quadro todas as noites — disse Célia. — E antes de apagar as contas, resolvia cada uma delas sozinha.
Camila levou a mão à boca.
Augusto tentou recuperar a autoridade.
— Ainda assim, formação acadêmica exige diploma.
Célia respondeu:
— Eu nunca disse que tinha diploma. O senhor é que decidiu que, por eu carregar um rodo, eu não poderia carregar conhecimento.
Dessa vez ninguém riu.
A coordenadora do curso, que assistira à cena da porta, entrou.
— Célia, venha comigo.
Augusto virou-se.
— Para quê?
— Porque acabei de consultar os arquivos. Ela abandonou o curso faltando apenas dois semestres.
A coordenadora encarou Célia.
— E existe um programa de retorno para antigos bolsistas. Se você aceitar, sua matrícula será reativada hoje.
Célia cobriu a boca, emocionada.
Meses depois, Augusto entrou na mesma sala e encontrou Célia sentada na primeira fileira.
Ele se aproximou.
— Posso lhe pedir desculpas?
Ela fechou o caderno.
— Pode. Mas faça melhor.
— Como?
— Nunca mais confunda profissão com capacidade.
Dois anos depois, Célia recebeu o diploma diante dos mesmos alunos que testemunharam sua humilhação.
E Augusto foi um dos primeiros a se levantar para aplaudi-la.
Porque às vezes quem limpa o quadro também sabe exatamente o que deveria estar escrito nele.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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