“EU POSSO RESOLVER ISSO” — DISSE A FAXINEIRA… O PROFESSOR RIU, MAS 3 MINUTOS DEPOIS FICOU SEM PALAVRAS

— Você? Resolver uma equação que meus melhores alunos não conseguiram?

— Posso. Mas primeiro o senhor precisa corrigir o erro que colocou no quadro.

Professor Augusto soltou uma gargalhada.

— Então venha, dona faxineira. Mostre para duzentos universitários onde o doutor errou.

Célia largou o pano sobre o carrinho e caminhou até a frente.

Augusto colocou o cronômetro sobre a mesa.

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— Três minutos. Depois volte para a limpeza.

— Pode começar.

Célia pegou o giz.

Riscou um sinal na terceira linha e escreveu outro.

— Aqui. O senhor distribuiu o negativo errado. Por isso ninguém chega ao resultado.

Augusto se aproximou.

— Isso não significa que você sabe resolver.

— Então continue contando o tempo.

Célia começou a desenvolver a equação.

Primeiro uma linha.

Depois outra.

Os alunos acompanharam cada movimento.

Augusto tentou interromper:

— Você decorou isso de algum lugar?

Célia nem virou.

— Um minuto e vinte segundos, professor.

O sorriso dele desapareceu.

Na primeira fila, Camila levantou-se.

— Professor… ela está certa.

Augusto conferiu novamente.

Estava.

Célia avançou até o resultado final, circulou o número e colocou o giz sobre a mesa.

— Quanto tempo?

Um aluno conferiu o celular.

— Dois minutos e quarenta e sete segundos.

Augusto segurou o giz, mas seus dedos tremiam.

— Quem ensinou você?

Célia olhou diretamente para ele.

— A mesma universidade onde o senhor trabalha.

Augusto franziu a testa.

Então ela contou.

Dezessete anos antes, Célia estudava matemática ali com bolsa integral. Era uma das melhores alunas da turma.

Até o pai sofrer um acidente.

Sem dinheiro para medicamentos e com dois irmãos menores, ela abandonou o curso.

Anos depois, conseguiu emprego justamente na universidade.

— Eu limpava este quadro todas as noites — disse Célia. — E antes de apagar as contas, resolvia cada uma delas sozinha.

Camila levou a mão à boca.

Augusto tentou recuperar a autoridade.

— Ainda assim, formação acadêmica exige diploma.

Célia respondeu:

— Eu nunca disse que tinha diploma. O senhor é que decidiu que, por eu carregar um rodo, eu não poderia carregar conhecimento.

Dessa vez ninguém riu.

A coordenadora do curso, que assistira à cena da porta, entrou.

— Célia, venha comigo.

Augusto virou-se.

— Para quê?

— Porque acabei de consultar os arquivos. Ela abandonou o curso faltando apenas dois semestres.

A coordenadora encarou Célia.

— E existe um programa de retorno para antigos bolsistas. Se você aceitar, sua matrícula será reativada hoje.

Célia cobriu a boca, emocionada.

Meses depois, Augusto entrou na mesma sala e encontrou Célia sentada na primeira fileira.

Ele se aproximou.

— Posso lhe pedir desculpas?

Ela fechou o caderno.

— Pode. Mas faça melhor.

— Como?

— Nunca mais confunda profissão com capacidade.

Dois anos depois, Célia recebeu o diploma diante dos mesmos alunos que testemunharam sua humilhação.

E Augusto foi um dos primeiros a se levantar para aplaudi-la.

Porque às vezes quem limpa o quadro também sabe exatamente o que deveria estar escrito nele.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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