
Cansada de ser chamada de solteirona, ela se casou com o homem que nenhuma moça queria
— Vai casar com aquele homem? Você deve estar desesperada, Doralice!
— Desesperada por quê, prima? Porque finalmente encontrei alguém que me respeita?
— Frederico é um homem estranho! Nenhuma mulher da cidade quis saber dele!
— Então talvez nenhuma tenha tido coragem de conhecê-lo de verdade!
Pela primeira vez, Doralice enfrentou as primas que passaram anos humilhando-a por continuar solteira aos 32 anos.
- Ele Odiava Crianças e Cachorros… Até Uma Menina e Uma Professora Mudarem Sua Vida
- Ninguém Quis Conversar Com A Garota Em Cadeira De Rodas No Baile… Até O Garçom Pegar O Microfone
- A TIA A OBRIGOU A CASAR COM UM CORONEL VIÚVO… MAS ELE ESCONDIA OUTRA INTENÇÃO…
- A NORA EXPULSOU A SOGRA IDOSA DE CASA… SEM SABER QUE O MARIDO VIA TUDO…
- ELE HUMILHOU A ESPOSA POR SER POBRE NA FRENTE DOS ACIONISTAS… MAS NÃO SABIA QUE ELA ERA A DONA SECRETA DA EMPRESA!
Era 1952. Numa pequena cidade do interior, ela trabalhava numa loja de tecidos e ouvia constantemente que estava velha demais para encontrar marido.
Cada casamento de uma conhecida virava motivo para novas provocações.
Mas tudo começou a mudar quando Frederico, um fazendeiro de 45 anos, apareceu na loja.
— Dona Doralice, será que posso lhe fazer uma pergunta?
— Claro, seu Frederico.
— A senhora aceitaria que eu viesse visitá-la aos domingos?
Ela ficou surpresa. Aquele homem tinha fama de grosseiro, vivia isolado e raramente conversava com alguém.
Mesmo desconfiada, aceitou.
Com o passar dos domingos, descobriu um Frederico diferente. Ele era gentil, atento e fazia questão de ouvir suas histórias.
Meses depois, veio o pedido de casamento.
Mas as humilhações pioraram.
— Agora entendi! Você aceitou o primeiro que apareceu para não ficar solteirona!
Doralice sentiu a provocação, mas respondeu:
— Prefiro um homem que me trate com carinho a um casamento feito para agradar os outros.
Os dois se casaram.
Só que, depois da cerimônia, Doralice tomou uma decisão dolorosa: abandonou o emprego que tanto amava, acreditando que uma esposa deveria permanecer em casa.
Frederico percebeu sua tristeza.
— Você não está feliz comigo?
— Estou, Frederico. Mas sinto falta da loja. Achei que o senhor não gostaria que eu continuasse trabalhando.
Ele segurou suas mãos.
— Doralice, eu me apaixonei justamente pela mulher dedicada que conheci atrás daquele balcão. Nunca quis tirar isso de você.
Ela começou a chorar.
Dias depois, descobriram que o antigo patrão pretendia vender o estabelecimento.
Frederico surpreendeu a esposa.
— E se comprássemos aquela loja para você?
— Mas é dinheiro demais!
— Então vamos fazer as contas. Quero que você tenha a oportunidade de realizar esse sonho.
Pouco tempo depois, Doralice inaugurou seu próprio comércio.
A mulher que era ridicularizada passou a administrar um negócio respeitado na região.
Mas a maior descoberta aconteceu quando encontrou a fotografia de uma jovem entre os pertences do marido.
— Quem é ela, Frederico?
— Minha primeira noiva. Morreu pouco antes do nosso casamento. Passei vinte anos com medo de amar novamente.
Doralice o abraçou.
Finalmente compreendeu: enquanto a cidade desprezava os dois, Deus preparava um reencontro com a felicidade.
Ela não havia se casado por desespero.
E ele não era um homem incapaz de amar.
Eram duas pessoas que precisavam ser enxergadas além dos julgamentos.
Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?
Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.
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