APÓS DIAS SEM COMER, ELA BEBIA ÁGUA PARA ENGANAR A FOME — ATÉ UM FAZENDEIRO LHE OFERECER UM LAR

— Pode trabalhar na minha fazenda, mas seu pai vai para o asilo! Não tenho lugar para os dois!

— Então prefiro passar fome, seu Afonso! Meu pai não vai ser abandonado!

— A senhora entende que precisa sair desta casa?

— Entendo. Mas não vou deixar meu pai morrer sozinho!

Firmina estava havia três dias sem comer. Bebia água para enganar a fome e guardava qualquer alimento para seu Policarpo, de 78 anos, que quase não enxergava.

❤️ MILHARES DE LEITORES CONTINUARAM COM ESTAS HISTÓRIAS:

Era 1951. A seca castigava o interior de Minas Gerais, e a fazenda onde seu pai trabalhara por mais de cinquenta anos tinha sido vendida.

Afonso, o novo proprietário, precisava daquela área para construir um curral.

Antes de partir, deixou mantimentos e um prazo de uma semana.

— Depois disso, preciso da casa desocupada.

Naquela noite, Firmina preparou angu para o pai.

— Filha, você também comeu?

— Comi, pai. Não se preocupe.

Mas Policarpo percebeu a tristeza na voz dela.

Dias depois, ouviu os empregados comentando que a fazenda estava sem água para os 150 bois que chegariam.

Então chamou a filha.

— Vá buscar o fazendeiro. Tenho uma coisa para contar.

Quando Afonso chegou, o velho perguntou:

— O senhor sabe por que construíram esta casa aqui?

— Não. Por quê?

— Porque existe uma nascente escondida naquela vereda. Eu mesmo ajudei a abrir um canal quando era moço.

Afonso desconfiou.

— E por que ninguém conhece essa água?

— Porque fecharam o canal há trinta anos. Mas posso ensinar o caminho.

Durante dois dias, os trabalhadores procuraram sem encontrar nada.

O capataz perdeu a paciência.

— Estamos acreditando na memória de um homem que nem enxerga!

Firmina respondeu:

— Meu pai pode ter perdido a visão, mas não perdeu a memória!

No terceiro dia, levaram Policarpo numa carroça até a vereda.

O velho reconheceu uma árvore caída pelo corte antigo que havia feito no tronco.

— Procurem perto daquela pedra!

Firmina afastou o mato e encontrou uma estrutura enterrada.

Os homens começaram a cavar.

De repente, água limpa apareceu entre as pedras.

— Pai! Encontramos! A nascente ainda está viva!

Policarpo apertou a mão da filha.

Durante vários dias, trabalharam até a água chegar novamente à fazenda.

Quando os bois apareceram, encontraram o tanque cheio.

Afonso procurou Firmina naquela tarde.

— Eu queria tirar vocês daqui para salvar meu gado. Mas foi seu pai quem salvou minha fazenda.

Ele entregou uma proposta de trabalho e garantiu a permanência dos dois na casa.

— Seu pai fica aqui pelo tempo que Deus permitir. E a senhora terá salário e comida todos os dias.

Firmina começou a chorar.

— O senhor está falando sério?

— Estou. E aquele canal vai levar o nome dele.

Policarpo estendeu a mão.

— Então minha filha nunca mais precisará beber água para enganar a fome?

— Nunca mais, seu Policarpo.

E aquele homem, que quase foi expulso por ser considerado um peso, acabou salvando a terra inteira.

Porque o valor de uma pessoa não desaparece quando suas forças envelhecem.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

Views: 1

💛 Gostou da história?

Compartilhe com alguém que precisa ler isso hoje.

Compartilhar no Facebook
← Voltar para histórias