A GARÇONETE DISSE “PRECISO DE UM NAMORADO ATÉ AMANHÔ MAS NÃO SABIA QUE O BILIONÁRIO OUVIU TUDO

— Eu preciso de um namorado até amanhã.

Lucas Monteiro ouviu a frase enquanto tomava café numa cafeteria de São Paulo.

Marina, a garçonete, falava ao telefone, desesperada.

— O casamento da minha prima é amanhã. Minha tia acha que estou namorando e vai me destruir se eu aparecer sozinha.

Lucas comandava um fundo milionário e estava cansado de uma vida previsível.

Quando Marina desligou, ele foi até o balcão.

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— Eu posso ir com você.

Ela o encarou.

— Você está oferecendo para fingir ser meu namorado?

— Exatamente.

Marina achou absurdo, mas aceitou.

Naquela noite, os dois criaram uma história. Teriam se conhecido num jantar beneficente, estavam juntos havia dois meses e Lucas seria advogado corporativo.

No casamento, tia Judite começou o interrogatório.

— E por que você gosta da Marina?

Lucas olhou para ela.

— Porque ela presta atenção nas pessoas quando ninguém está olhando.

Marina sentiu o coração acelerar.

Aquilo não estava combinado.

Durante a festa, Lucas segurou sua mão e dançou com ela.

Mais tarde, Judite perguntou:

— E quando vocês vão casar?

Lucas respondeu:

— Quando Marina estiver pronta. Não vou transformar a vida dela em mais um prazo.

Outra resposta fora do roteiro.

Na volta para São Paulo, Marina ficou pensativa.

— Minha tia só começou a me respeitar porque achou que um homem bem-sucedido me escolheu.

Lucas respondeu:

— Então talvez a gente tenha resolvido o problema errado.

O acordo deveria terminar ali.

Mas eles continuaram se encontrando.

Lucas pediu que Marina analisasse apresentações de sua empresa.

— Quero alguém que fale como gente de verdade.

Ela começou a ajudá-lo, pagou o reforço escolar do irmão e passou a acreditar mais em si mesma.

Lucas, por sua vez, descobriu que gostava de alguém que não queria impressioná-lo.

Então veio a notícia.

— Preciso ir para Zurique por um ano.

Marina ficou ferida.

— E esperou até amanhã para me contar?

Lucas não soube responder.

Ele partiu.

Quase um ano depois, Marina havia sido promovida na cafeteria e começado um curso de administração.

A porta abriu.

Lucas entrou.

— Você voltou.

— Voltei.

Ele se aproximou do balcão.

— Passei um ano cercado por reuniões perfeitas e decisões previsíveis.

— Parece seu sonho.

— Eu também achava.

Marina tentou esconder o sorriso.

— Senti falta de você dizendo que minhas ideias eram horríveis.

Ela riu.

— E agora?

— Quero tomar um café com você.

— Sem contrato?

— Sem contrato.

— Sem namoro falso?

— Sem história preparada.

Marina serviu o expresso.

Lucas perguntou:

— Quando termina seu turno?

Ela sorriu.

— Daqui a uma hora.

Marina achava que precisava de um namorado para provar que sua vida tinha valor.

Lucas achava que dinheiro e controle eram suficientes.

Os dois estavam errados.

Às vezes, a pessoa certa não chega para completar uma aparência.

Chega para mostrar que você não precisa mais fingir.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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