“O QUE VOCÊ SABE FAZER?”, PERGUNTOU O COWBOY — ELA DISSE UMA PALAVRA QUE O DEIXOU SEM REAÇÃO!

— O que você sabe fazer? Se for cozinhar ou lavar roupa, não preciso!

— Poço. Eu sei consertar poço, senhor!

— Você está brincando? Até um especialista disse que o meu secou!

— Então deixe que eu prove que ele está errado!

Caetano soltou uma risada de desconfiança. Jamais imaginou ouvir aquela resposta de uma mulher que apareceu em seu sítio procurando trabalho.

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Havia semanas que suas setenta cabeças de gado sofriam com a falta de água. O único poço da propriedade soltava apenas lama.

O perfurador Arlindo havia condenado o poço. Para abrir outro, Caetano precisaria vender trinta animais.

Dalva percebeu o desespero daquele homem.

— Seu Caetano, meu pai era poceiro. Trabalhei oito anos com ele. Posso examinar?

— E se você não conseguir?

— Não cobro pelo resultado que não entregar. Mas meu trabalho precisa ser respeitado.

Na manhã seguinte, quando seu Felisberto, vizinho da propriedade, encontrou Dalva preparando as ferramentas, começou a zombar.

— Agora mulher virou poceira? Essa eu quero ver!

Dalva respondeu:

— O senhor pode rir aqui em cima. Eu vou trabalhar lá embaixo.

Caetano concordou em ajudá-la, mas exigiu que verificassem as condições de segurança antes de qualquer descida.

Depois da avaliação, Dalva encontrou pedras desprendidas bloqueando a entrada de água no fundo do poço.

— O veio não secou! A parede desabou e entupiu a passagem!

Durante dias, os dois trabalharam retirando pedras e reconstruindo a parede.

Mas, no segundo dia, uma pedra se soltou perigosamente perto de Dalva.

— Caetano! Me puxa! Agora!

Ele acionou o equipamento de segurança e conseguiu trazê-la de volta.

Assustado, decidiu interromper o serviço.

— Não vou deixar você morrer tentando salvar meu gado!

Dalva segurou suas mãos.

— Meu pai me ensinou a reconhecer o perigo. Precisamos reforçar a estrutura antes de continuar.

Somente depois de reavaliar e estabilizar a parede, retomaram o trabalho.

No sexto dia, Dalva encontrou a passagem bloqueada e conseguiu liberá-la.

A água começou a brotar novamente.

Na manhã seguinte, Caetano puxou um balde cheio de água limpa.

— Meu Deus! Você conseguiu, Dalva!

O cowboy abraçou a mulher, emocionado.

Quando Arlindo chegou com a máquina de perfuração, encontrou o gado bebendo.

— Quem recuperou esse poço?

Caetano apontou orgulhoso.

— Foi ela. A mulher em quem ninguém acreditou!

O especialista examinou o resultado e fez uma proposta inesperada.

— Dalva, tenho clientes precisando de alguém com sua experiência. Posso indicar seu serviço?

Ela levou as mãos ao rosto, emocionada.

Meses depois, Dalva já recebia pedidos de várias fazendas. Caetano passou a trabalhar ao lado dela, cuidando dos equipamentos e da segurança.

Certo dia, outro fazendeiro perguntou:

— Você é o especialista?

Caetano sorriu.

— Não, senhor. A especialista é ela. Eu sou o homem que aprendeu a confiar no talento dela.

Dalva apertou sua mão.

A mulher que antes não conseguia emprego agora tinha uma profissão reconhecida e alguém que valorizava sua coragem.

E Caetano descobriu que Deus pode enviar a solução de um problema através justamente da pessoa que ninguém espera.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO! E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?

✍️ Autor: Maycon Teles Criador e editor do Fábulas Reais

Maycon Teles é o criador do Fábulas Reais, um espaço dedicado a contos emocionantes, narrativas ficcionais, histórias inspiradoras e relatos de superação criados para entreter, emocionar e provocar reflexão. Seu trabalho busca transformar situações marcantes da vida em histórias envolventes, humanas e cheias de emoção.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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