CASOU COM O CEO SURDO POR CONTRATO… SEM SABER QUE ELE OUVIA CADA PALAVRA QUE ELA DIZIA…
“Você ouviu tudo?”
A pergunta saiu baixa, mas cortou o corredor como vidro.
Mariana estava parada diante dele, o rosto branco, os olhos arregalados de quem tinha acabado de descobrir que a própria alma ficou escancarada diante da única pessoa de quem ela mais tentou se proteger.

Lucas não respondeu na mesma hora.

E o silêncio dele, pela primeira vez, não pareceu frieza.

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Pareceu culpa.

Mariana deu um passo para trás, rindo sem humor.

“Não… não faz isso. Não fica calado agora.” A voz dela tremeu. “Você me deixou falar. Me deixou contar tudo. Sobre meu pai, sobre as minhas dívidas, sobre o curso que eu abandonei… sobre o quanto eu estava quebrada por dentro.”

Lucas respirou fundo.

“Ouvi.”

Só uma palavra.

E bastou.

Mariana fechou os olhos por um segundo, como se aquilo tivesse dado um soco no peito.

Tudo tinha começado noventa e três dias antes, numa segunda-feira chuvosa, quando ela assinou um contrato para se casar com o CEO mais frio da cidade. Era um acordo simples no papel: casamento de fachada por doze meses, aparições públicas, convivência controlada e, em troca, dinheiro suficiente para salvar a mãe e quitar as dívidas que o pai deixara antes de morrer.

O detalhe que fez Mariana aceitar sem enlouquecer foi outro.

Lucas Vidal era surdo.

Era isso que todos diziam.

Dentro daquele apartamento silencioso no Itaim, ela acreditou que finalmente podia abaixar a guarda. E foi exatamente o que fez.

Primeiro vieram as pequenas reclamações.

“Quem faz café tão forte assim às seis da manhã?”

Depois, as confissões.

“Meu pai queria que eu fosse arquiteta… e eu desisti.”

Mais tarde, as feridas que ela nunca mostrava a ninguém.

“Cansei de fingir que estou bem.”

Lucas ouvia tudo.

Cada palavra.

Cada pausa.

Cada noite em que Mariana falava com as paredes, ele ficava do outro lado, carregando segredos que não sabia mais onde esconder.

A farsa caiu numa recepção com investidores.

Um sócio estrangeiro, meio bêbado e arrogante, comentou perto demais:

“Você sabe que ele finge essa surdez há anos, não sabe? Usa isso para ler todo mundo.”

Mariana ouviu.

Não fez escândalo. Não chorou. Não gritou.

Só saiu.

Agora, no corredor vazio, ela olhava para Lucas como quem via um estranho usando o rosto de alguém que ela tinha começado a… não. Não queria dar nome àquilo.

“Por quê?”, ela perguntou. “Por que não me contou?”

Lucas passou a mão no rosto devagar.

“No começo, porque era conveniente.” Ele engoliu seco. “Depois… porque ficou difícil demais.”

“Difícil pra você?” ela rebateu, com amargura. “Eu fui verdadeira sem saber. Você teve escolha o tempo inteiro.”

Ele sustentou o olhar dela.

“Eu sei.”

Mariana cruzou os braços para se segurar.

“Teve alguma coisa real nisso tudo?”

Lucas demorou tanto para responder que ela quase foi embora antes de ouvir.

“Teve.” A voz saiu firme. “A revista de arquitetura na mesa foi real. O café mais fraco foi real. Eu procurar seus remédios antes de você pedir foi real.” Ele deu um passo à frente. “E o pior de tudo também é real: eu ouvi você falar do seu pai… e aquilo me mudou.”

Mariana respirou fundo, lutando contra as lágrimas.

“Isso não apaga o que você fez.”

“Eu sei.”

Ela ficou em silêncio por alguns segundos. Depois assentiu devagar.

“Então escuta bem. Se você quiser continuar na minha vida, acabou o jogo.” A voz dela endureceu. “Sem estratégia. Sem máscara. Sem me estudar como se eu fosse um projeto.”

Lucas baixou a cabeça por um instante.

“Eu aceito.”

E foi naquele corredor, depois da pior traição, que os dois entenderam uma verdade que nenhum contrato previa:

Às vezes, o amor não começa quando alguém diz “eu te amo”.

Começa quando a mentira cai… e mesmo assim ainda sobra coragem para tentar dizer a verdade.

Se você acredita que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comente: EU CREIO!
E diga também: de qual cidade você está nos assistindo?


Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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