Ela se Apaixonou por um Mendigo e Perdeu sua Fortuna, Mas o Que Aconteceu Depois Foi Inacreditável…
“Se você der mais um passo até esse homem, pode esquecer que é minha filha!” A voz do pai de Juliana explodiu no meio da calçada, mas ela já estava ajoelhada diante do rapaz sujo, segurando um café quente com as duas mãos trêmulas.
Naquele fim de tarde gelado, o centro da cidade seguia apressado, indiferente. As amigas de Juliana se afastaram na mesma hora, cobrindo o nariz, cochichando com nojo.
“Você enlouqueceu?”, uma delas sussurrou. “Olha esse homem!”

Mas Juliana só via os olhos dele.

Cansados. Tristes. Limpos.

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“Você está com fome?”, ela perguntou.

O homem demorou a responder, como se nem lembrasse mais como alguém falava com ele sem desprezo.

“Faz tempo que ninguém me pergunta isso”, disse ele, com a voz rouca.

Ela colocou a sacola com pão, café e um salgado em suas mãos.

“Agora eu estou perguntando.”

As amigas foram embora revoltadas. Juliana ficou.

Sentou no chão, ao lado dele, sem se importar com a roupa cara encostando na calçada suja.

“Qual seu nome?”

“Mateus.”

“Eu sou Juliana.”

Ele baixou os olhos por um instante, envergonhado.

“Você não devia estar aqui.”

Ela respirou fundo.

“Talvez eu devesse ter estado aqui faz muito tempo.”

Naquela conversa improvável, ela descobriu que Mateus não era um pedinte qualquer, como o mundo gostava de resumir. Tinha estudado, trabalhado, sonhado. Perdeu a empresa. Depois perdeu os pais. Depois perdeu o chão.

Juliana ouviu em silêncio.

E quando ofereceu dinheiro, ele devolveu com dignidade.

“Não quero sua pena. Seu café já me devolveu mais do que você imagina.”

Aquilo atravessou a alma dela.

Naquela noite, a tempestade veio dentro de casa.

“Você vai destruir seu nome por causa de um mendigo?”, gritou o pai, no escritório luxuoso.

A mãe chorava num canto. O pai andava de um lado para o outro como se ela tivesse cometido um crime.

Juliana o encarou pela primeira vez sem medo.

“O nome dele é Mateus.”

O pai riu com desprezo.

“Você vai escolher a sarjeta?”

Ela abriu a bolsa, tirou os cartões, as chaves do carro e deixou tudo sobre a mesa.

“Não. Eu vou escolher a verdade.”

A mãe levou a mão à boca.

“Juliana, não faz isso…”

Mas ela já estava decidida.

“Ficar aqui, cercada de ouro e vazia por dentro… isso sim é miséria.”

Saiu da mansão com uma mochila pequena e o coração batendo forte. Pela primeira vez na vida, não levava luxo. Levava coragem.

Encontrou Mateus na praça, já de noite.

“Juliana? O que aconteceu?”

Ela tentou sorrir, com os olhos cheios d’água.

“Eu fui embora.”

Mateus empalideceu.

“Por minha causa?”

Ela segurou o rosto dele.

“Não. Por minha causa. Porque eu finalmente acordei.”

Os dois foram parar numa pensão simples, dividindo pão amanhecido, colchão duro e um medo enorme do dia seguinte.

Mas na manhã seguinte, Mateus saiu para procurar trabalho.

Voltou no fim do dia com as mãos feridas de carregar tijolo.

Juliana segurou aquelas mãos, chorando.

“Olha o que fizeram com você.”

Mateus sorriu, cansado.

“É só trabalho. Pior era viver sem esperança.”

Ela beijou os dedos machucados dele como se beijasse uma promessa.

Só que o pai dela não ia parar.

Usando dinheiro e influência, começou a fechar portas, impedir empregos, transformar a vida dos dois num campo de guerra.

Até o dia em que Mateus, de cabeça erguida, entrou sozinho naquela mansão e ficou frente a frente com o homem mais poderoso que Juliana conhecia.

“O senhor pode tirar dela a fortuna”, disse Mateus, olhando firme. “Mas não tira dela a liberdade de amar.”

O pai apertou o copo com raiva.

“E você acha que amor sustenta alguém?”

Mateus respondeu sem abaixar a voz:

“Mais do que o dinheiro sustentou sua filha.”

Naquele instante, o milionário percebeu tarde demais que a filha não tinha perdido a fortuna.

Ela tinha trocado ouro por algo muito mais raro: dignidade, verdade e um amor que nem todo o dinheiro do mundo conseguiria comprar.

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Aviso ao leitor: Esta é uma obra de ficção criada para entretenimento e reflexão. Nomes, personagens, locais e acontecimentos podem ser fictícios ou ter sido adaptados para fins narrativos. Qualquer semelhança com pessoas ou eventos reais é mera coincidência.

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